
Com a antecipação da corrida pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, que só ocorrerá em 2025, um dos principais nomes do Centrão, Elmar Nascimento (União-BA), sinalizou ao governo que pode embarcar no projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e colocar o PT em posição privilegiada no momento da distribuição de cargos da Mesa, caso seja o escolhido. Além de viagens e conversas, o ritmo de campanha se intensificou depois que o atual vice-presidente da Casa, Marcos Pereira (Republicanos-SP), entrou “de cabeça” na disputa.
Em conversas reservadas com a articulação política do governo, Elmar apresenta um cardápio de argumentos para receber o apoio do Planalto. Cita a bênção de Lira, a solidez do blocão de 175 deputados, que marcharia junto com sua candidatura, a possibilidade de contemplar o PT com a vice-presidência da Casa, além do retorno da harmonia entre Câmara e Senado para tocar a agenda do governo. Davi Alcolumbre (União-AP), colega de partido de Elmar, é o principal nome à sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na Casa vizinha.
Sombra das traições
Em outra frente, o parlamentar do União tem mantido conversas com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a quem já agraciou com a relatoria do Orçamento de 2024, atuando para a nomeação do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP). Mesmo com a possibilidade de o partido embarcar em candidatura própria, aliados dizem que a fatura será cobrada por Elmar.
Com mais de um ano de antecedência para a eleição na Câmara, o corpo a corpo já começou. Além das conversas nos bastidores, eventos importantes vão desde o beija-mão a José Sarney no Maranhão a festa de 15 anos da filha de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), este último evento com a participação de dois dos concorrentes mais importantes: Elmar e Pereira.
“Ir ao Maranhão e não visitar o presidente Sarney é como não ter ido ao Maranhão”, escreveu Elmar nas redes sociais, no mês passado, ao posar para foto com o ex-presidente.
(Com informações de O Globo)