Neto Evangelista e Othelino Neto garantem hospedagem a profissionais de saúde que atuam no combate ao Covid-19

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O deputado estadual Neto Evangelista (DEM), em parceria com o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, anunciou neste domingo (3) o movimento “Acolhendo Heróis” – corrente do bem que reúne uma rede de amigos para garantir hospedagem a profissionais da saúde que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus e estão com receio de ir para casa neste período mais crítico da pandemia em São Luís.

O objetivo do movimento, segundo o parlamentar, é facilitar minimamente a vida desses profissionais que estão mais expostos ao risco de contaminação. “São verdadeiros guerreiros, que estão no front dessa luta. E, portanto, merecem toda nossa atenção”, afirmou Neto Evangelista.

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Logo do Movimento Acolhendo Heróis

Para o deputado Othelino Neto (PCdoB) o momento é de reforçar o cuidado com os profissionais de saúde, em especial daqueles que estão diretamente tratando dos pacientes com Covid 19. “Muitos desejam se isolar, para proteger seus familiares, mas não têm condições financeiras de ir para um hotel”, pontuou.

Uma ala do hotel Soft Win já foi reservada para acomodar os profissionais de saúde que estejam trabalhando em regime de plantão nos leitos hospitalares de clínica médica ou de UTI das unidades que abriram leitos específicos para atender a casos de covid-19. A acomodação inclui café da manhã, a ser entregue nos quartos do hotel.

Os interessados deverão solicitar a autorização de ingresso no hotel pelo e-mail movimentoacolhendoherois@gmail.com. Será enviado um formulário que deverá ser preenchido com informações pessoais, assim como local de trabalho, horário do plantão e telefone para contato. Obedecidos todos os critérios, a hospedagem será autorizada pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado, dependendo da gravidade da situação.

“Além de preservar a vida de seres humanos e a missão do profissional, estamos contribuindo com a manutenção dos postos de trabalho no setor hoteleiro, que foi bastante afetado pela crise do coronavírus”, concluiu Neto Evangelista.

Resolução do TSE permitirá voto de eleitores que não compareceram à revisão biométrica, nas eleições de 2020.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente o cancelamento de títulos dos eleitores que não compareceram ao cadastro biométrico obrigatório. A medida irá alcançar cerca de 2,5 milhões de eleitores, segundo dados levantados em março, que não participaram das revisões biométricas referentes ao Provimento da Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE) nº 1/2019, que atinge 15 estados (AC, AM, BA, CE, MA, MG, MS, MT, PA, PE, PR, RS, SC, SP e RO). Com isso, esse eleitorado estará apto a votar normalmente nas Eleições Municipais de 2020.

Mas atenção: as inscrições reabilitadas para o voto voltarão a figurar como canceladas no cadastro eleitoral quando da reabertura deste, após a realização do pleito. Isso significa que os eleitores terão de regularizar sua situação depois das Eleições Municipais de 2020. 

A determinação consta na Resolução TSE nº 23.616/2020, assinada pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, no último dia 17 de abril, que permite alterações no cadastro eleitoral durante o regime de plantão extraordinário. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) deverão apresentar à Corregedoria-Geral Eleitoral, num prazo de 5 dias contados do término da vigência da norma (até 30 de abril), a lista dos municípios submetidos à revisão. O cancelamento de títulos motivado por fraudes, no entanto, será mantido.

Título Net

Em função da suspensão dos serviços presenciais por causa da pandemia do novo coronavírus, a Resolução editada pelo TSE também facultou aos TREs a possibilidade de orientar os eleitores a utilizarem o Pré-Atendimento Eleitoral – Título Net para a realização do alistamento, transferência, revisão com mudança de zona eleitoral – nos casos justificados em razão da melhoria da mobilidade do eleitor – e revisão para regularização de inscrição cancelada.

Para esses serviços, o Cadastro Nacional de Eleitores possibilitará o processamento do Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) sem a necessidade da coleta dos dados biométricos do eleitor. O atendimento será realizado até o dia 6 de maio, data-limite para alterações no Cadastro Eleitoral.

Como fazer?

O eleitor deve acessar o ‘Título Net’ do Portal do TRE do seu estado e solicitar o atendimento desejado: alistamento, transferência, revisão com mudança de zona eleitoral e revisão para regularização de inscrição cancelada. Um formulário de pré-atendimento eleitoral deverá ser preenchido e enviado pela internet.

Serviço

No Portal do TSE é possível acessar as páginas e os contatos dos tribunais regionais eleitorais em todo o país.

Além disso, para orientar os eleitores que precisem dos serviços da Justiça Eleitoral, o TSE criou uma página, no Portal das Eleições, com informações sobre como será o atendimento ao eleitor em cada estado neste período, bem como links para os serviços on-line prestados pela Justiça Eleitoral.

FONTE: TSE

Vereador Pavão Filho propõe teste rápido do Covid-19 através da medição corporal em São Luís

O vereador Pavão Filho (PDT), apresentou na Câmara Municipal de São Luís, um requerimento para Prefeitura e uma indicação ao Governo do Estado do Maranhão, solicitando a realização de testes rápidos do COVID-19, nas ruas da capital maranhense. O objetivo é testar a temperatura corporal da população, dentre eles motoristas e passageiros a partir da medição da temperatura corporal.

Os testes rápidos deverão ser realizados nas ruas de São Luís, em esquema similar da Blitz da Lei Seca, por Profissionais de Saúde que farão a medição da temperatura corporal nos motoristas e passageiros. Caso seja identificado febre (temperatura acima de 37.8º C), será aplicado o teste rápido.

Caso o paciente teste positivo para o novo coronavirus, será direcionado para o isolamento social e passará por análise laboratórial para reaizar a contraprova.


A ação pioneira na cidade de Salvador, na Bahia, visa diminuir a curva de contágio, para que a população de São Luís possa retomar suas atividades diárias o mais rápido possível

Folha e Fórum, falam da queda de popularidade de Bolsonaro e destacam ascenção de Flávio Dino, Doria e Witzel nas redes sociais

A Folha de São Paulo e a Revista Fórum destacam o movimento que foi observado pela consultoria de dados Quaest após crise do corcoronavirus

O Índice de Popularidade Digital (IPD), medido pela consultoria de dados Quaest, aponta que, com a crise do coronavírus, o índice de popularidade virtual do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) caiu. O índice apontou também que, ao mesmo tempo, subiram os índices dos governadores João Doria (PSDB-SP), Wilzon Witzel (PSC-RJ) e Flávio Dino (PC do B-MA).

No período, Bolsonaro caiu de 83,1 para 69,1, uma queda de 16,8%. Doria cresceu 66,1%, Dino subiu 54,9% e Witzel, 39,6%.‌‌‌

O tucano foi de 10,55 a 17,52. Dino aparecia com 12,74 e alcançou 19,73. Já Witzel variou entre 9,76 e 13,62. Isso significa que os governadores despertaram mais interesse dos internautas e tiveram mais engajamento e alcance nas suas redes sociais.

O IPD compila informações do Twitter, Facebook, Instagram e, agora, em sua versão 2.0, também analisa Youtube, Google Trends e acessos a Wikipedia.‌

O IPD, que varia de 0 a 100, também passou a ser medido diariamente, possibilitando a comparação dos políticos entre os dias 25 de fevereiro e 25 de março, quando o país começou a sentir os efeitos da pandemia.

Com informações da folha

Na Secid, Rubens define ações de prevenção do servidores ao Covid-19

O secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Rubens Júnior, divulgou, nesta quarta-feira (18), orientações com medidas de prevenção contra o coronavírus, a serem tomadas por todos os servidores da Secretaria. Uma delas trata de uma das suas maiores iniciativas: o Programa Cheque Minha Casa.

A Secid orienta que, a partir desta quinta-feira (19), antes do público recorrer ao atendimento presencial, do Programa Cheque Minha Casa, é necessário entrar em contato pelo número (98) 98557-6857.

“Em atenção às medidas de enfrentamento à pandemia de coronavírus, a Secretaria das Cidades implementou o atendimento on-line por WhatsApp. Algumas ações que deverão ser tomadas para proteger a população. As medidas seguem orientações com base no decreto emitido pelo governador, Flávio Dino. Muito importante fazermos a nossa parte para promover ações preventivas. A responsabilidade é de todos nós”, disse Rubens Júnior.

Os atendimentos presenciais destinados ao público externo, quando essenciais, deverão ser previamente agendados via telefone e/ou Whatsapp, por meio do mesmo número. Na sala de Coordenação do Programa Cheque Minha Casa, o atendimento ao público será prestado durante das 13h às 17h.

“É muito importante que cada um faça sua parte para que possamos barrar a propagação da doença. Seguir as orientações de prevenção também é fundamental para garantir o bem-estar dos maranhenses”, reforça a coordenadora do Cheque Minha Casa, Malu Teixeira.

Atento à ameaça causada pelo coronavírus, Weverton apresenta propostas sobre o tema

Preocupado com avanço do coronavírus no Brasil, o senador Weverton (PDT-MA) apresentou um requerimento e três Projetos de Lei (PL) que tratam sobre o tema. A primeira ação é um requerimento de informações ao Ministério da Saúde para que sejam apresentados os números de kit-testes que o ministério possui para atender a população.

Weverton, ainda propõe que o governo garanta que produtos de segurança e prevenção para o coronavírus sejam tabelados. O PL apresentado pelo senador determina que seja estabelecido um preço fixo de itens como jalecos, álcool em gel, máscaras cirúrgicas e outras mercadorias necessárias até que a pandemia seja controlada. “É uma forma de proporcionar segurança aos brasileiros. As empresas não podem aumentar o valor em um momento crítico como esse”, afirmou.

Weverton quer garantir ainda a isenção de tributos sobre esses produtos, durante o período em que o território nacional for acometido pela pandemia. De acordo com o parlamentar, a chegada do Covid-19 tem provocado o aumento da procura por álcool em gel e máscaras. Com a expectativa de que o vírus alcance o pico de casos nos país até o fim do mês, a procura tende a disparar, assim como os preços. “Por isso, é tão importante a isenção de tributos de itens fundamentais para a segurança da população. A demanda vai aumentar e precisamos garantir que os preços não fiquem inacessíveis em um momento como este”, explicou.

Apoio aos municípios

Outro Projeto de Lei apresentado facilita o acesso dos municípios a recursos destinados a execução de ações de prevenção áreas atingidas por pandemias, para isso pandemias ficam configuradas como calamidade pública. “Acreditamos que incluir as pandemias no rol dos itens a serem aportadas com recursos do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil e diminuir os entraves burocráticos que impedem a colaboração rápida da União com os municípios em situações de emergência”, justificou o senador maranhense.

Loteria

Weverton propôs também a realização de um concurso especial da Mega-Sena com a finalidade de destinar recursos ao Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento às vítimas do coronavírus. O projeto apresentado pelo senador prevê que 47% do valor arrecadado seja destinado ao SUS.
“A saúde pública brasileira tem enfrentado tantos problemas. Seria uma forma de destinar mais recursos para o SUS, que precisa de uma estrutura maior para combater o vírus. Como as apostas podem ser feitas on line, ninguém precisa sair de casa para jogar”, explicou.

Para Weverton, este é o momento do Parlamento apresentar propostas que beneficiem diretamente a população e que sejam efetivas para conter a disseminação do Covid-19.
“Apresentei estes projetos para dar minha contribuição neste momento difícil que o Brasil está vivendo. Vamos todos fazer a diferença”, finalizou.

Assista ao video na integra (clique aqui)

Água e sabão: Métodos de prevenção contra coronavírus são luxo para milhões de pessoas afetadas pela desigualdade no Brasil

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 “Lave a mão com água corrente e sabão por 20 segundos e não esqueça o álcool gel”. Ok. Mas o que fazer quando acesso a banheiros ou saneamento básico não é uma realidade? A instrução para prevenção individual do contágio do coronavírus funciona para populações pobres ou em situação de vulnerabilidade?

Em situação de rua, Julio Barbosa, 64, sabe da pandemia, mas água é um item escasso na sua rotina nas calçadas do centro de São Paulo. Florisvaldo da Silva, 69, morador de um abrigo municipal de idosos, diz que o local não tem álcool gel e nenhum comunicado oficial foi passado para os usuários que só se informam pela TV presente no refeitório.

Até pouco tempo o vírus estava circulando no Brasil pela faixa da população que tem acesso às viagens internacionais, empresários, artistas, políticos e turistas em geral que “importaram” a doença. Os primeiros contágios locais já aconteceram. Ontem (13), foi confirmada transmissão comunitária em São Paulo e Rio de Janeiro. E quando atingir a população em geral?

“Toda vez que a gente tem uma crise, os mais pobres são os mais afetados. Seja porque eles moram em áreas de maior risco, seja porque eles têm menos condição de saúde, de alimentação, com menos capacidade imunológica, seja porque não têm o que comer, não têm acesso a serviços públicos que são fundamentais nesses momentos, seja porque têm pouco dinheiro para tratar”, analisa Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, organização não governamental que trabalha no combate à desigualdade social.

Cápsula de sobrevivência

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Julio Barbosa prefere ser chamado de Julinho. E ele batizou de “cápsula de sobrevivência” o amontado de lonas e cobertores de feltro estirados ao lado de um tapume das obras de reurbanização do Vale do Anhangabaú, onde mora no centro de São Paulo. Esse dispositivo o protege do frio e da chuva. Mas vai salvá-lo do mal que cria pânico nesses dias mundo afora?

“Sei que é uma gripe que pode matar quem é fraco. Estou com meus exames em dia. Fiz uns no posto aqui perto”, diz enquanto fabrica pulseiras com embalagens de plástico. Julinho faz parte de dois grupos de riscos. Ele é idoso (64 anos) e mora na rua.

“A informação é o principal remédio contra a Covid-19”, afirmou o canadense Bruce Aylward, líder da Organização Mundial de Saúde para o combate da enfermidade. A questão é que pessoas como Julinho até têm informação, mas não acesso a itens de higiene.

“O problema do vírus trouxe uma série de orientações de como as pessoas devem se comportar diante dessa pandemia. Isso sem levar em conta coisas básicas, pensar em condições de vidas saudáveis adequadas, ter um estado de bem-estar social, onde morar, o que comer, trabalho. É o caso das pessoas em situação de rua. São pessoas com saúde debilitada, muitas bebem ou usam drogas, têm problemas de saúde sem acompanhamento”, diz Isabel Bernardes, assistente social do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No Brasil, quase 35 milhões de pessoas vivem sem acesso a água tratada, enquanto 100 milhões não possuem esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento em 2018.

Lar de idosos

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“Às vezes tem álcool gel, mas na maioria das vezes não tem”, diz Florisvaldo da Silva, 69, morador do centro municipal de acolhida a idosos localizado na avenida São João, região central de São Paulo. O prédio antigo de cinco andares abriga 210 moradores, divididos em 65 quartos (a maioria com três ou quatro residentes). Um único elevador serve essa população — muitos dos moradores, como Florisvaldo, possuem problema de locomoção e precisam usar muletas.

“Não teve comunicado oficial nem orientação pra gente. O que eu sei é pela TV”, relata. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) possui sete centros de acolhida para idosos, com 702 vagas, e 14 instituições de longa permanência para idosos, com 480 vagas, totalizando 1.182 vagas para a população idosa em situação de rua. Já a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania conta com o registro de 325 instituições particulares e públicas para idosos.

A Prefeitura de São Paulo informou que fará uma capacitação de todos os técnicos e profissionais que atuam nos serviços específicos para idosos para apresentar as medidas de prevenção contra a doença.

Em vez de a gente ter direito à saúde, a gente passa a ter deveres. É uma lógica invertida de responsabilizar o indivíduo. Nós temos um costume de lidar com as questões de saúde pública como se fossem individuais

 

Isabel Bernardes, assistente social do do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da USP

Mobilidade do vírus

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“O pior é o trem. Fica tão lotado que tem sempre mais de uma pessoa tossindo e espirrando. Não tem jeito: tem que usar máscara. Ainda mais com os casos se multiplicando.” Assim  Virginia de Castro, 29, explica por que adotou a máscara para se proteger do novo vírus. Moradora de Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, ela pega trem e ônibus para atravessar 35 quilômetros e trabalhar de segunda a sexta-feira em uma clínica de estética na Barra Funda, zona oeste da capital.

Ela também está precavida onde trabalha. “Tem muito estrangeiro que vem fazer cirurgia plástica. Eu estou usando direto a máscara lá também.” Mas Virginia é uma exceção. A reportagem o Ecoa ficou meia hora durante o horário de pico na estação Barra Funda (interligação de trem, metrô e ônibus) e viu apenas quatro pessoas com máscara no turbilhão de passageiros que por ali passou.

“O vírus está começando a se soltar, mas não chegou ainda, não”, disse a aposentada Maria Miranda, 65, que, sem máscara, embarcou em um ônibus lotado para o bairro Peri Alto, na zona norte da cidade.

Não tem faxina por Zap

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Segundo relato do jornal “O Globo”, uma família com casos de coronavírus no Rio não teria dispensado o serviço da empregada doméstica, que agora usaria luvas e máscaras durante o expediente. “Se for um caso provado que a família fez o teste de corona e deu positivo, não tem porque a empregada estar lá trabalhando. Tem que suspender, dar licença. Fazer um acordo para que, durante o prazo exigido de quarentena, a pessoa não tenha prejuízo no salário”, diz Nathalie Rosário, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo.

O Sindoméstica está avaliando quais recomendações em relação à pandemia devem ser dadas para as trabalhadoras nos próximos dias. Mas, caso haja alguma violação de direito, a profissional pode procurar o sindicato para receber apoio jurídico.

Para Izabel Marcilio, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Faculdade de Medicina da USP, quando o coronavírus começar a entrar nas camadas mais pobres será mais difícil manter o isolamento em uma casa de um cômodo só. “Não dá para separar o doente do cuidador ou da criança, que está em casa porque a creche está fechada. O transporte vai continuar sendo coletivo, porque não dá para falar para as pessoas pegarem carro privado. Ou seja, você consegue controlar menos.”

Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, endossa o ponto: “Como uma faxineira ou um motorista vai trabalhar de home office? Nós somos um país que tem muita mão de obra fazendo trabalho braçal mesmo, operacional. Quem diz que a solução para o coronavírus é home office não sabe que existe uma grande maioria da população brasileira que não trabalha na frente de um computador.”

 

Saúde é direito

A vantagem do Brasil nesse momento de pandemia, segundo Kátia Maia, é o SUS (Serviço Único de Saúde), que é o direito constitucional à saúde para toda a população brasileira. “Hoje, 75% da população depende dele. Nos Estados Unidos não tem isso, por exemplo. Os primeiros casos do coronavírus mostravam que as pessoas tinham que pagar caro para fazer o teste e para ficar em quarentena nos hospitais por lá”, afirma.

Nos casos mais graves da doença, o SUS pode ter dificuldade para absorver a demanda, já que o problema gira em torno da necessidade de respiração artificial, cujos aparelhos são comuns apenas em UTIs e centros cirúrgicos. “Há um limite em qualquer sistema: quantas pessoas você pode atender ao mesmo tempo? Qual é a sua capacidade? É o que está acontecendo na Itália. Lá, não tem respirador e condição de leito para todas as pessoas que estão tendo a forma mais grave da doença.”

Um ponto importante para os especialistas ouvidos por Ecoa é o efeito dos cortes na verba destinada à saúde pelo Governo Federal, que tirou R$ 9 bilhões em recurso em 2019 via emenda constitucional do teto de gastos.

“Em um país como o Brasil, com tamanha desigualdade social, o SUS já funciona sob pressão, porque é uma demanda muito grande. Os números mostram que, mesmo com tanto problema, ele funciona. Agora vai ter uma pressão maior. E o sistema vem sofrendo com o ajuste fiscal”, analisa Maia. Tanto é que o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, pediu R$ 5 bilhões para lidar com o coronavírus.

A assistente social Isabel Bernardes concorda. “Há um desmonte da seguridade social. Por isso, preferem falar para as pessoas serem mais higiênicas, se preservarem individualmente. O SUS é muito bem capacitado, os profissionais são bons, tem tecnologia, mas falta insumo. Até agora quem teve contato com vírus tem dinheiro para passar por um tratamento em hospitais particulares, mas como as pessoas pobres vão lidar?”. Ela lembra que é preciso um investimento prévio em saneamento básico e tratamento de água, escasso para a população em geral.

Já Izabel Marcílio destaca o sistema de vigilância epidemiológica tradicional no Brasil. “O controle é muito forte, organizado e descentralizado. É anterior ao SUS, e depois foi incorporado ao sistema. Nós temos um programa de vacinação muito bom, reconhecido mundialmente. Isso são fortalezas do Brasil. Por isso, a gente tem conseguido controlar a doença até agora.”

 

 

Por Paula Rodrigues e Rodrigo Bertolotto De Ecoa, em São Paulo

Acesse o site do Ecoa https://www.uol.com.br/ecoa/

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Foca filia-se ao PR para disputar uma vaga na Câmara e promete “estourar” urnas na capital maranhense

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Líder reconhecido na Vila Palmeira e bairros adjacentes pelo seu trabalho social e luta por melhorias dessas comunidades, Daniel Vaz, popularmente conhecido como “Foca”, 34 anos, irá disputar assento na Câmara de Vereadores de São Luís nas eleições deste ano.

Foca se filiou na última quarta-feira (04) no PL, partido da deputada estadual e pré-candidata a prefeita Detinha.

O líder comunitário apoiou nas últimas eleições o vereador Astro de Ogum, no entanto, este ano não foi possível continuar a parceria, e então, Foca decidiu concorrer as eleições proporcionais da capital.

“Sempre estive do lado comunidade na busca por dia melhores para Vila Palmeira e bairros adjacentes. A partir de agora pretendo buscar os meios representativos para trazer avanços para nossa comunidade e  para o nosso povo que tanto necessita de ajuda e pretendo fazer isso por meio  da candidatura a vereador”, disse  o pré-candidato ao parlamento municipal.

O ato de filiação de Foca, contou com a presença do presidente estadual do PL, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, do vereador por São Luís Aldir Júnior entre outras lideranças da capital.

(Com informações do Blog do Domingos Costa)

Mudanças no secretariado do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior

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O prefeito Edivaldo Holanda Junior anunciou mudanças em sua equipe de governo, na noite desta sexta-feira (6), por meio de suas redes sociais.
Deixam a gestão municipal os secretários de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), Ivaldo Rodrigues; Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros; e Desportos e Lazer (Semdel), Rommeo Amim.
Todas as mudanças atendem a legislação eleitoral, que exige a descompatibilização do ocupante de cargo público para disputar as eleições municipais 2020.
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Edivaldo também agradeceu aos três ex-secretários pela valorosa contribuição dada à gestão e desejou que obtenham êxito em seus novos desafios.
Os nomes dos novos titulares das pastas serão divulgados nos próximos dias.

Prefeito Edivaldo assina ordem de serviço para requalificação da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno

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O prefeito Edivaldo Holanda Junior assinou nesta manhã a ordem de serviço para a requalificação da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno, dando continuidade ao amplo programa de revitalização do Centro Histórico de São Luís implantado em sua gestão. Os serviços integram o macroprograma São Luís em Obras e serão executados pela Prefeitura de São Luís em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Esta é uma das obras mais importantes executadas por Edivaldo em sua gestão devido a importância histórica dos logradouros, por serem mais uma obra cobrada há várias décadas pela população e comércio do entorno e porque fecha a revitalização de todo um sítio arquitetônico com as obras desde a Praça Dom Pedro II, Complexo Deodoro e Rua Grande. Todas estas executadas pelo Iphan em parceria com a Prefeitura.

O novo projeto arquitetônico irá reconfigurar toda a região desde a malha viária até a relação dos transeuntes com o espaço. O tráfego original entre a Avenida Magalhães de Almeida e a Rua do Egito será recuperado, todos os monumentos históricos serão restaurados (estátua de João Lisboa, relógio e outros) assim como o piso e as calçadas em pedra de cantaria, o mobiliário urbano será substituído. A praça receberá ainda nova iluminação e projeto paisagístico. O abrigo também será totalmente recuperado e o espaço ganhará banheiros públicos e estacionamento.

A Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno integram um dos logradouros mais antigos da cidade, tendo sido palco da batalha entre portugueses e holandeses, também local da primeira feira ou mercado da cidade, do primeiro abrigo público, e do pelourinho, destruído após a Proclamação da República, segundo diversos registros históricos. Trata-se, portanto, de uma região com grande importância e simbolismo histórico para a cidade.

Com a requalificação de toda este entorno São Luís ganhará mais uma importante área de convivência e lazer no coração do seu Centro Histórico. Também já estão em finalização as obras da Praça da Bíblia e Parque do Bom Menino, em execução a nova Praça das Mercês e as praças da Misericórdia e da Saudade e nos próximos dias será lançada a urbanização da Fonte do Bispo. Entre outras que já foram executadas ao longo da gestão ou ainda serão iniciadas este ano.

Desta forma Edivaldo consolida sua gestão como a que mais garantiu investimentos para a recuperação do patrimônio histórico da cidade como também a que mais promoveu a reocupação do Centro, que estava em franco abandono, por meio de atividades artísticas e culturais voltadas para todos os públicos.