Operação Quebra de Caixa – PF realiza prisão de suspeito por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em São Luís

De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA).

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (20), em São Luís e Região Metropolitana, a operação ‘Quebra de Caixa’ com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, bem como os crimes de lavagem de dinheiro e associação voltada ao tráfico. Ao todo, estão sendo cumpridas 13 medidas cautelares deferidas judicialmente.

Segundo a PF, até o momento, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e outros 12 de busca e apreensão. Além disso, uma prisão em flagrante está em andamento.

Ainda de acordo com o delegado Rodrigo Rocha, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano quando foi apreendida uma determinada quantidade de entorpecentes que estava sendo guardada na área do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), localizado em São Luís. Diante da apreensão, foi iniciada a investigação e foi possível localizar e identificar o proprietário das drogas.

“No decorrer das diligências, nós descobrimos uma rede de lavagem de capitais, iniciando no principal suspeito, o proprietário das drogas, que culminou com a representação por diversas medidas cautelares, dentre elas a prisão do principal suspeito e busca e apreensão nos demais investigados”, afirmou o delegado Rodrigo Rocha.

De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). Ao todo, 60 policiais federais e dois civis do NOC participam da operação.

“O inquérito ainda vai prosseguir. Esta foi apenas a primeira fase da operação. O intuito era arrecadar materiais, como mídias e outros, que pudessem trazer mais elementos de informação para poder dar continuidade ao procedimento”, disse o delegado.

Os investigados podem responder a crimes com penas que, somadas, superam 32 anos de prisão.

Com informações do Portal Imirante

Propostas de vereadores da capital reforçam combate às drogas e alcoolismo

Os projetos apresentados na Câmara Municipal contribuem para evitar a dependência ao álcool e às drogas. / Leonardo Mendonça

Neste domingo, dia 20, é lembrado, em todo o país, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. O vício originado desses dois males, que é a dependência de drogas lícitas ou ilícitas, é considerado doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O uso indevido de substâncias como álcool, cigarro, crack e cocaína tornou-se uma questão de saúde pública, de ordem internacional e algo que preocupa o mundo. Neste sentido, parlamentares da Câmara Municipal de São Luís apresentaram iniciativas para alertar, prevenir e evitar o abuso destes itens.

O vereador Raimundo Penha (PDT) apresentou projeto de lei que altera artigos da Lei 3.994/01, regulamentadora do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. A ideia é torná-la mais eficiente em todas as áreas, a exemplo da educação, saúde e assistência social.

“Essa proposta veio a pedido dos próprios integrantes do Conselho. Entendemos a pertinência da solicitação, sobretudo por São Luís não possuir ainda uma secretaria que trate destas políticas”, observou.

A entidade sugerida pela proposta vai discutir a política de combate às drogas, com foco na educação, saúde e na assistência social. Portanto, essa reformulação atualiza uma lei que é de 2001, sendo que ao longo deste período várias legislações em nosso país foram atualizadas.

Outro projeto que vai nessa linha foi apresentado pelo vereador Francisco Carvalho (PSL) e propõe a criação do Plano Municipal de Prevenção e Combate ao Álcool e às Drogas. O planejamento se destina a ser aplicado aos alunos da rede municipal de ensino de São Luís. O texto sugere que o documento sirva como principal instrumento normativo e orientador da política de combate a estes problemas nas escolas municipais.

O vereador pontuou o grande risco que a dependência de álcool e drogas causam na vida social. “Dentre os males que assolam a sociedade, a droga e o alcoolismo considero como parte de seus grandes expoentes. Esses males atingem a humanidade e principalmente os mais jovens e impactam em todos que os rodeiam, família e amigos. Como solução para essa crise, o que se propõe é uma união de forças. Está na hora da sociedade se unir e incluir-se nesta luta”, enfatizou.

Estatísticas

Levantamento realizado em pesquisa nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística (IBGE), sobre a saúde escolar, identifica que 18,4% dos alunos do 9.º ano já usavam cigarro e 55,5% já consumir álcool (21,4% destes já tiveram embriaguez). Daí a importância de medidas preventivas, com especial atenção à população jovem.

O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) qualifica a prevenção como fundamental para o controle do uso de drogas. Paralelamente, garante retorno dos investimentos à população, com redução de gastos com saúde e benefícios sociais, vindos das consequências deste uso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o abuso de drogas na juventude como um dos principais motivos de incapacidade ou morte precoce desta faixa etária.

Mais de duas toneladas de drogas são incineradas pela Polícia Civil do Maranhão

A Polícia Civil incinerou 2,1 toneladas de drogas diversas, fruto de operações realizadas em 2019. O montante representa aumento de 22% no total apreendido pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), comparado ao ano anterior. Entre as substâncias havia maconha, cocaína e crack, que foram incinerados na quarta-feira (4), em uma cerâmica no bairro Quebra Pote. As drogas apreendidas renderiam valor superior a R$ 10 milhões.

“É um volume considerável de entorpecentes, resultado de várias operações e investigações da Superintendência ao longo do ano. O foco são os distribuidores destes produtos e pontos que mapeamos nos bairros. O trabalho é permanente e reflete na redução de outros crimes como os assaltos e homicídios”, destacou o titular da Senarc, Breno Galdino.

O crack e a cocaína foram apreendidos, em sua maior parte, na Região Metropolitana de São Luís e município de Imperatriz, em pontos de venda que vinham sendo monitorados pela investigação policial. Já a maconha foi interceptada nas estradas, sendo transportada em vans, ônibus e caminhões, chegando à capital para ser comercializada, já prensada e preparada para ser distribuída. Pelo valor de mercado e sendo o entorpecente mais consumido, a maconha tem distribuição garantida e costuma render mais aos traficantes.

As drogas vêm da Bolívia, via Mato Grosso, no caso da cocaína e crack; e a maconha, do Paraguai, outros estados brasileiros e interior do Maranhão, onde há plantações, principalmente das regionais de Barra do Corda, Rosário, Grajaú e Pinheiro. “Geralmente, estes entorpecentes são transportados por pessoas de média e baixa importância no grupo criminoso para despistar a polícia e evitar que os chefes sejam presos”, explica o delegado Breno Galdino.

Uma das apreensões mais significativas, segundo a Senarc, ocorreu em março, na área do Alto do Turu, município de São José de Ribamar. A Senarc apreendeu aproximadamente 20 quilos de cocaína e crack, que estavam em um laboratório improvisado. Dois homens foram presos, sendo um deles foragido do Complexo de Pedrinhas; um veículo apreendido e R$ 20 mil em dinheiro. A droga foi avaliada em R$ 400 mil.

Em outra operação, entre os meses de outubro e novembro, em Imperatriz, a investigação interceptou 7,5 quilos de cocaína. A droga custa atualmente cerca de R$ 20 mil o quilo. No mesmo ano, a superintendência contabilizou ainda mais de 250 prisões, mais de 180 mandados cumpridos – de busca e prisão – e mais de 50 armas apreendidas.

A Senarc integra a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) e tem como foco o combate a crimes ligados ao tráfico de drogas. Conta com departamentos especializados, setor de cinofilia (com cães farejadores) e canais diretos com a população para denúncias. O órgão desenvolve ainda projetos educativos na rede pública de ensino para informar e conscientizar crianças e jovens sobre as drogas.

Para acionar a Senarc informando e denunciando, estão disponíveis os canais pelo WhatsApp (98) 99224.8660; Disque-Denúncia (98) 3223.5800; Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), no 190; e o aplicativo ByZu 2.0, que aceita texto, fotos e vídeos.