Bolsonaro passa mal e é transferido de helicóptero para hospital em Natal

De acordo com informações de interlocutores, ex-presidente teve uma obstrução intestinal decorrente da facada sofrida em 2018

Jair Bolsonaro é atendido no Rio Grande do Norte – Foto: APP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal no Rio Grande do Norte, na manhã desta sexta-feira (11), e foi transferido de helicóptero para Natal. Segundo a colunista Bela Megale, Bolsonaro deu entrada em um hospital na cidade de Santa Cruz, a 115 quilômetros da capital potiguar, e desembarcou por volta das 10h40. De acordo com interlocutores, ele teve uma obstrução intestinal decorrente da facada sofrida em 2018.

Bolsonaro está em viagem pela Região Nordeste, onde realizava uma turnê batizada de “Rota 22”, em referência ao número do PL nas urnas. O ex-ministro Gilson Machado publicou imagens na manhã de hoje ao lado de Bolsonaro na cidade de Bom Jesus.

— “Simbora” percorrer os mais de 700 quilômetros de hoje com o presidente — publicou Machado em seu perfil nas redes hoje pela manhã.

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), também próximo de Bolsonaro, contou em suas redes que falou com ele ao telefone após o mal-estar. Segundo o parlamentar, Bolsonaro já está estabilizado e será internado em Natal.

— Recebi uma ligação e estava em contato com o presidente (Bolsonaro). Ele passou mal, mas quero tranquilizar. Ele já está estabilizado, está em deslocamento aéreo rumo a capital Natal, onde provavelmente ele será internado. Mas informações são positivas que ele já está melhor do mal-estar — contou.

Filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro foi às redes sociais afirmar que o pai vem sentindo fortes dores abdominais desde o início da manhã e, no hospital, foi avaliado que está com “reflexos de aderências (consequências permanentes da facada que sofreu)”. Ainda segundo Carlos, Bolsonaro foi sedado para exame, mas já está acordado e lúcido. “Mais uma vez, peço a todos orações e que torçam para que tudo dê certo”, escreveu.

Fonte: O Globo

Bolsonaro participa de ato por anistia para condenados do 8 de janeiro em São Paulo.

Sete governadores participaram da manifestação, entre eles, o de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o de Minas Gerais, Romeu Zema

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) participaram de um ato na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, na tarde deste domingo (6). Convocado pelo ex-presidente a manifestação pedia a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, o maior ataque às instituições da República desde que o Brasil voltou a ser uma democracia.

Além de Bolsonaro, estavam presentes na manifestação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o do Paraná, Ratinho Junior; o do Amazonas, Wilson Lima; o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil); e o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

Parlamentares e outras autoridades, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também participaram do ato.

Reprodução: Globo News

A manifestação reuniu cerca de 44,9 mil pessoas, segundo a metodologia utilizada pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Cebrap e a ONG More in Commom, que consiste em usar imagens da multidão, capturadas por drones.

A contagem foi feita no momento de pico da manifestação, às 15h44, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

Há 3 semanas, uma outra manifestação, no Rio de Janeiro, também convocada por Bolsonaro e aliados, reuniu cerca de 18,3 mil pessoas, segundo a mesma metodologia.

Após Planalto encontrar móveis do Alvorada, Michelle Bolsonaro cita ‘desgaste emocional’ e promete ‘medidas judiciais’

Ex-primeira-dama afirma que governo petista queria ‘uma cortina-de-fumaça’ para comprar móveis luxuosos por ‘puro capricho e sem licitação”

Partido Liberal e Michelle Bolsonaro são condenados a pagar indenização para a filha de Leila Diniz / Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou após os 261 móveis do Palácio da Alvorada, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu terem sido levados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), serem localizados em “dependências diversas” do local. Em nota, Michelle citou o “desgaste emocional” causado pelo episódio e disse que “agora que a verdade veio à tona, as medidas judiciais serão adotadas”.

A ex-primeira-dama afirmou que a gestão petista queria “uma cortina-de-fumaça para tirar o foco da notícia de que eles gastariam o dinheiro do povo para comprar móveis luxuosos por puro capricho e sem licitação”.

“Durante muito tempo esse governo quis atribuir a nós o desaparecimento de móveis do Alvorada, inclusive insinuando que eles teriam sido furtados na nossa gestão. Na verdade, eles sempre souberam que isso era uma mentira”, disse a presidente do PL Mulher.

Lula e Janja citam desaparecimento de móveis do Palácio da Alvorada

Na primeira semana de governo do presidente Lula, a primeira-dama Janja abriu as portas do palácio e mostrou infiltrações, janelas quebradas e casos de má-conservação do patrimônio presidencial. Entre os problemas identificados pela nova gestão, estava também o desaparecimento de algumas peça do mobiliário.

— O quarto que tinha cama, já não tinha mais cama, já estava totalmente… eu não sei como é que fizeram. Não sei porque que fizeram. Não sei se eram coisas particulares do casal, mas levaram tudo. Então a gente está fazendo a reparação, porque aquilo é um patrimônio público. Tem que ser cuidado.

— Agora o Palácio está uma coisa assim, pelo menos a parte de cima, está uma coisa como se não tivesse sido habitada, porque está todo desmontado, não tem cama, não tem sofá. Possivelmente, se fosse dele, ele tinha razão de levar mesmo. Mas, ali é uma coisa pública — disse Lula.

Jair Bolsonaro se manifesta sobre móveis do Palácio da Alvorada

“Todos os móveis estavam no Alvorada. Lula incorreu em falsa comunicação de furto”, escreveu Jair Bolsonaro em suas redes sociais, nesta quarta-feira.

No ano passado, a Presidência afirmou que novos móveis teriam de ser adquiridos, por conta da ausência de alguns itens e o mau estado de conservação de outros. O governo federal gastou R$ 196.770 com seis peças de móveis para a decoração da suíte presidencial do palácio do Alvorada. Parte das compras — uma cama, dois sofás e duas poltronas — foram feitas em uma loja de decoração em Brasília, com um colchão “king size” sendo adquirido em outra loja.

Os itens mais caros são o sofá, que possui um mecanismo para reclinar cabeça e pés, por R$ 65.140, e a cama, por R$ 42.230, com ambas as peças sendo revestidas em couro italiano 100% natural com tratamento exclusivo para evitar ressecamento.

“A ausência de móveis e o péssimo estado de manutenção encontrado na mobília do Alvorada exigiram a aquisição de alguns itens”, afirmou a Secom por meio de nota, em abril de 2023.

Na nota desta quarta-feira, a Secom afirma que “os bens adquiridos passaram a integrar o patrimônio da União e serão utilizados pelos futuros chefes de Estado que lá residirem”. O órgão diz ainda ter ocorrido “descaso com onde estavam esses móveis, sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente”.

Leia a nota completa de Michelle Bolsonaro

Quanto a acusação caluniosa feita pelo atual governo sobre o alegado “sumiço dos móveis do Palácio da Alvorada”.

Em relação ao caso, a presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro sempre fez questão de ressaltar que, no início do governo Bolsonaro, os móveis da residência oficial foram colocados nos depósitos do próprio Alvorada para serem substituídos pelos móveis pessoais do casal – o que não é proibido pela legislação vigente.

Em 2022, um relatório da Comissão de Inventário Anual da Presidência da República apressou-se em apontar a falta de 261 bens móveis do Palácio da Alvorada por não terem sidos localizados nas dependências oficiais durante a conferência por eles realizadas.

Aparentemente, a fim de criar uma cortina-de-fumaça e procurar esconder o real motivo das acusações caluniosas – comprar móveis luxuosos sem licitação – o governo, em várias declarações públicas, fez questão de acusar o casal Bolsonaro insinuando que eles teriam “sumido” com os bens materiais de natureza pública, o que foi desmentido pela própria comissão de inventário ao refazer a conferência e constatar que os objetos estão guardados no almoxarifado do Palácio e nas dependências da residência oficial, sem nenhum “sumiço”.

Sobre o tema, Michelle Bolsonaro, disse que “durante muito tempo esse governo quis atribuir a nós o desaparecimento de móveis do Alvorada, inclusive insinuando que eles teriam sido furtados na nossa gestão. Na verdade, eles sempre souberam que isso era uma mentira, mas queriam uma cortina-de-fumaça para tirar o foco da notícia de que eles gastariam o dinheiro do povo para comprar móveis luxuosos por puro capricho e sem licitação. Essa é uma técnica recorrente deles. Apesar de todo desgaste emocional que isso me causou, eu sempre tive a certeza de que Deus traria a verdade à tona, não só nesse caso, mas em todas as falsas acusações que essas pessoas usadas pelo mal têm feito contra nós. Agora que a verdade veio à tona, as medidas judiciais serão adotadas”.

Como a imprensa já noticiou, o atual governo de fato comprou, com o dinheiro do povo e sem licitação, móveis de luxo para o Alvorada. Gastos exorbitantes de quase R$ 200 mil em apenas 6 móveis, dinheiro que poderia ter sido utilizado, por exemplo, nos projetos sociais que foram abandonados e tiveram seus patrocínios cortados.

Fonte: O Globo

Bolsonaro ultrapassa Temer e Collor em pedidos de Impeachment

o-presidente-jair-bolsonaro-fala-com-apoiadores-e-jornalistas-do-lado-de-fora-do-palacio-do-planalto-1588713029706_v2_450x337

O presidente Jair Bolsonaro fala com apoiadores e jornalistas do lado de fora do Palácio da Alvorada

 

32 solicitações contra o presidente aguardam análise de Rodrigo Maia

Pouco mais de um ano e quatro meses de governo, Jair Bolsonaro já ultrapassou Michel Temer e Fernando Collor no número de pedidos que pedem seu impeachment.

Até a tarde desta quarta-feira, o presidente havia sido alvo de 33 solicitações, contra 31 em desfavor de Temer e 29 de Collor.

Dos 33 pedidos contra Bolsonaro, 32 aguardam a análise de Rodrigo Maia e um foi arquivado pelo presidente da Câmara.

O último foi apresentado nesta terça-feira pelo presidente da Associação Brasileira de Imprensa. O documento afirma que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao participar de uma manifestação em frente ao Quartel-General do Exército e menciona as acusações feitas por Sergio Moro de tentativa de interferência na Polícia Federal.

Outras três solicitações contra Bolsonaro foram descartadas pela Câmara devido a erro nas assinaturas digitais dos autores ou porque foram retiradas por quem as apresentou.

(Coluna do Guilherme Amado –  ÉPOCA)

Na véspera da posse de Regina Duarte, dois secretários, dois diretores e dois chefes de gabinete são demitidos da pasta

Funcionários foram informados da exoneração por telefone

xregina-duarte-bolsonaro.jpg.pagespeed.ic.rsky6VbwTm

RIO — Dois secretários, dois diretores e dois chefes de gabinete da Secretaria Especial da Cultura foram demitidos da pasta na noite desta terça-feira (3), um dia antes da posse da Regina Duarte. A informação foi confirmada por dois dos exonerados. Um deles, Ricardo Freire Vasconcellos, é diretor do Departamento do Sistema Nacional de Cultura e se declara bolsonarista. Segundo Ricardo, os outros demitidos também são, e essa seria a razão da exoneração.

— O motivo da demissão foi apenas por sermos bolsonaristas. Eu, por exemplo, não estava lá por isso. Sou altamente técnico e qualificado. Inclusive, em novembro do ano passado, comecei a prestar serviços de assessoria jurídica voluntariamente para a secretaria. Só depois a Jane (ex-secretária-adjunta) me indicou para o cargo de diretor — diz Ricardo.

Os outros cinco exonerados são Camilo Calandreli — secretário de Fomento e Incentivo à Cultura —, Reynaldo Campanatti — secretário Nacional da Economia Criativa —, Gislaine Targa — chefe de gabinete da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura —, Raquel Brugnera — chefe de Gabinete da Secretaria da Economia Criativa — e Ednagela Santos — diretora do Departamento de Cultura. De acordo com Ricardo, o chefe de gabinete do Ministério do Turismo foi quem ligou avisando sobre as demissões.

Ele também disse acreditar que quem pediu a demissão deles foi Humberto Braga, que é ex-presidente da Funarte. Uma outra fonte já havia afirmado ao GLOBO que Humberto “certamente será o número dois da secretária”.

Outra demitida, Raquel, também confirmou que a exoneração foi feita por telefone:

— Não foi uma surpresa, a gente já imaginava. Me avisaram pelo telefone que a exoneração sai amanhã no Diário Oficial — contou Raquel.

 

Fonte: O GLOBO

Bolsonaro é citado em investigação sobre morte de Marielle Franco

De acordo com a Globo, suspeito foi ao condomínio dizendo que visitaria o então deputado, mas se encontrou com outro acusado; Bolsonaro estava em Brasília

bolsonaro-armas128436

São Paulo — O nome do presidente Jair Bolsonaro foi citado na investigação da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL). De acordo com o Jornal Nacional, a polícia do Rio descobriu que o suspeito Élcio de Queiroz entrou no condomínio Vivendas da Barras em 14 de março de 2018, dia em que a parlamentar foi assassinada, alegando que visitaria Bolsonaro, então deputado federal, mas foi se encontrar com o outro suspeito do crime, Ronnie Lessa.

O presidente tem duas casas no local e, de acordo com a reportagem, registros da Câmara dos Deputados mostram a presença do então deputado em duas votações no plenário no dia, uma às 14h e outra às 20h30. Além dos registros confirmarem a presença do parlamentar em Brasília, ele também postou vídeos no local em suas redes sociais.

Com a citação do nome de Bolsonaro na investigação, o caso teria que ser enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do foro privilegiado do líder do Executivo. Segundo o jornal, o porteiro que controlava o acesso ao condomínio afirma que Élcio se identificou como visitante da casa 58, que pertence ao presidente. Em seu depoimento à polícia, o funcionário afirmou ainda que, ao ligar para o imóvel, teria identificado a voz como “a do seu Jair”.

Segundo o teor das declarações do porteiro à polícia apuradas pela reportagem, ele acompanhou a movimentação do carro de Élcio após a entrada e notou que o visitante se dirigiu à casa 66 – e não à 58 – do condomínio, onde morava Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e polícia como autor dos disparos contra Marielle. “Fontes disseram à equipe de reportagem que os dois criminosos saíram do condomínio dentro do carro de Ronnie Lessa, minutos depois da chegada de Élcio, e embarcaram no carro usado no crime nas proximidades do condomínio”, diz a Globo.

Após a veiculação da reportagem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em uma transmissão ao vivo no Facebook, que tem presença registrada no painel de votações da Câmara dos Deputados não só no dia 14 de março, mas também nos dias anteriores e posteriores ao do caso citado pelo porteiro à polícia. “Ou o porteiro mentiu, ou foi induzido a cometer um falso testemunho”, disse o presidente, que está em viagem diplomática na Arábia Saudita.

Segundo o JN, a polícia tenta recuperar arquivos de áudio da guarita do condomínio, cujo interfone é monitorado, para saber com quem, de fato, o porteiro conversou naquele dia e quem estava na casa 58.

Com a citação pelo porteiro do nome do presidente, representantes do Ministério Público do Rio foram a Brasília no último dia 17 para fazer consulta ao presidente do STF, Dias Toffoli. Eles questionaram se podem continuar com investigações, uma vez que o nome de Bolsonaro foi mencionado. Toffoli ainda não respondeu.

Defesa de Bolsonaro

A defesa do presidente Jair Bolsonaro negou a versão do porteiro e afirmou que o presidente não conhece os acusados pela morte da vereadora. O advogado Frederick Wassef disse que o depoimento foi forjado em uma tentativa de atingir o presidente.

“Isso é uma mentira. Deve ser um erro de digitação, alguma coisa. O Jair Bolsonaro, no dia 14 de março de 2018, encontrava-se em Brasília, na Câmara dos Deputados, inclusive existe o registro de entrada dele lá, com o dedo, e todas as demais provas. Eu afirmo com absoluta certeza e desafio qualquer um no Brasil a provar o contrário”, afirmou Wassef.

“Isso é uma mentira, isso é uma fraude, isso é uma farsa para atacar a imagem e a reputação do presidente da República. E é o caso de uma investigação por esse falso testemunho em que qualquer pessoa tenha afirmado que essa pessoa foi procurar Jair Bolsonaro. Talvez, esse indivíduo tenha ido à casa de outra pessoa, e alguém, com intuito de incriminar o presidente da República, conseguiu um depoimento falso, onde essa pessoa afirma que falou com Jair Bolsonaro. O presidente não conhece a pessoa de Élcio, e essa pessoa não conhece o presidente. Isso é uma mentira e uma farsa”, disse à Globo.

(Com Conteúdo do Estadão)