Bolsonaro é alvo de buscas da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica

Familiares avaliam que as restrições impostas pelo STF podem restringir a comunicação com Eduardo Bolsonaro.

A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (18), uma operação na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, no bairro Jardim Botânico. O ex-presidente é alvo de uma ação de busca e apreensão, conforme apurou a coluna.

O mandado foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda há ordens de busca para outros endereços ligados ao ex-presidente, como sua sala na sede o Partido Liberal, também na capital federal.

Interlocutores de Jair Bolsonaro relataram que a partir de agora ele terá que usar tornozeleira eletrônica, por ordem judicial. Eles afirmam também que o capitão reformado passou a ter restrições de publicações nas redes sociais e na comunicação com embaixadores e diplomatas estrangeiros.

Familiares avaliam que essa medida pode resultar na proibição do capitão reformado de falar com Eduardo Bolsonaro. O filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos capitaneando o movimento junto à gestão Donald Trump pela anistia e pela punição de ministros do STF, é alvo de investigação.

Aliados de Bolsonaro relataram que ele se encontrava em casa no momento em que a PF chegou. “A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (18/7), em Brasília, dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da PET n.º 14129”, disse a PF em nota. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Em nota, a defesa de Bolsonaro disse que “recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. Os advogados afirmaram que “irão se manifestar oportunamente, após conhecer a decisão judicial”.

(Com informações de O Globo)

Operação Quebra de Caixa – PF realiza prisão de suspeito por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em São Luís

De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA).

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (20), em São Luís e Região Metropolitana, a operação ‘Quebra de Caixa’ com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, bem como os crimes de lavagem de dinheiro e associação voltada ao tráfico. Ao todo, estão sendo cumpridas 13 medidas cautelares deferidas judicialmente.

Segundo a PF, até o momento, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e outros 12 de busca e apreensão. Além disso, uma prisão em flagrante está em andamento.

Ainda de acordo com o delegado Rodrigo Rocha, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano quando foi apreendida uma determinada quantidade de entorpecentes que estava sendo guardada na área do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), localizado em São Luís. Diante da apreensão, foi iniciada a investigação e foi possível localizar e identificar o proprietário das drogas.

“No decorrer das diligências, nós descobrimos uma rede de lavagem de capitais, iniciando no principal suspeito, o proprietário das drogas, que culminou com a representação por diversas medidas cautelares, dentre elas a prisão do principal suspeito e busca e apreensão nos demais investigados”, afirmou o delegado Rodrigo Rocha.

De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). Ao todo, 60 policiais federais e dois civis do NOC participam da operação.

“O inquérito ainda vai prosseguir. Esta foi apenas a primeira fase da operação. O intuito era arrecadar materiais, como mídias e outros, que pudessem trazer mais elementos de informação para poder dar continuidade ao procedimento”, disse o delegado.

Os investigados podem responder a crimes com penas que, somadas, superam 32 anos de prisão.

Com informações do Portal Imirante

Rio de Janeiro – Irmão de Cláudio Castro é alvo de operação que investiga fraudes em contratos

Vinícius Sarciá Rocha é presidente do Conselho de Administração da Agência estadual de Fomento (Agerio).

Vinícius Sarciá, irmão do governador Cláudio Castro, é alvo de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Sétimo Mandamento. Um dos alvos é o irmão do governador do Rio, Cláudio Castro, Vinícius Sarciá Rocha, de acordo com o g1. A ação tem o objetivo de investigar os crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados na execução dos projetos Novo Olhar, Rio Cidadão, Agente Social e Qualimóvel. As fraudes teriam ocorrido entre os anos 2017 e 2020, nos governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel. Na época Cláudio Castro era vice de Witzel. Pelas informações divulgadas até o momento, o governador não é alvo da ação.

A PF afirma que foram identificados pagamentos de vantagens ilícitas variáveis entre 5% e 25% dos valores dos contratos na área de assistência social, que totalizam mais de R$ 70 milhões. As investigações seguem em sigilo.

Segundo o g1, além de Sarciá, que é presidente do Conselho de Administração da Agência estadual de Fomento (Agerio), também são alvos de buscas Astrid de Souza Brasil Nunes, subsecretária de Integração Sociogovernamental e de Projetos Especiais da Secretaria estadual de Governo, e Allan Borges Nogueira, gestor de Governança Socioambiental da Cedae.

De acordo com as investigações, a organização criminosa se infiltrou nos setores públicos assistenciais sociais do Estado do Rio. A PF afirmou que o grupo fraudou licitações e contratos administrativos, desviou verbas públicas e pagou de propina aos envolvidos nos esquemas criminosos.

Ainda segundo a PF, o grupo obteve vantagens econômicas e políticas indevidas, pois procurou direcionar a execução dos projetos sociais para seus redutos eleitorais, aproveitando-se também da população mais necessitada.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no município do Rio. Policiais federais cumprem ainda sete medidas de afastamento de sigilo bancário e fiscal e seis medidas de afastamento de sigilo telemático.

Com informações de O Globo