Hildo Rocha é exonerado do Ministério das Cidades.

O secretário-executivo do Ministério das Cidades, Hildo Rocha, aliado da família Sarney, foi exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A demissão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12), Rocha era o “número 2” da pasta comandada por Jader Filho.

O presidente Lula assinou além da exoneração do deputado Hildo Rocha, do cargo de secretário executivo do Ministério das Cidades, toda a sua equipe de gabinete. A exoneração de Hildo e equipe foi publicada no Diario Ofcial da União desta sexta-feira (12).

A medida, divulgada oficialmente em Brasília, não trouxe ainda detalhes sobre os motivos da exoneração.

Hildo Rocha foi apanhado de surpresa com a publicação no Diário Oficial, não tendo tempo nem de se movimentar para tentar reverter a situação.

A exoneração de Hildo Rocha teria sido motivada pela recusa de atendimento a um pedido, “vindo de cima”, sobre liberação de emendas por meio da Caixa Econômica Federal (CEF).

A liberação de emendas do Ministério das Cidades relacionadas ao programa Minha Casa Minha Vida, era uma atribuição do secretário executivo Hildo Rocha, que teria recusado fazer liberações neste momento por entender que estava fora do período.

A postura de Hildo Rocha não teria agradado Jader Filho ou interessados “de cima”, e por isso teriam “pedido a cabeça” do secretário executivo. Consequentemente, o ministro teria aproveitado para exonerar logo todo o gabinete.

VEJA ABAIXO A LISTA DOS EXONERADOS:

RONIVALDO RODRIGUES MATIAS do cargo comissionado executivo de Assessor Técnico do Gabinete da Secretaria-Executiva, código CCE 2.10, deste Ministério, a contar de 11 de janeiro de 2024.

ANTONIO DA COSTA MATOS do cargo comissionado de Assistente do Gabinete da Secretaria-Executiva, código CCE 2.07, deste Ministério, a contar de 11 de janeiro de 2024.

GUSTAVO RODRIGUES SOARES do cargo comissionado executivo de Assessor da Secretaria-Executiva, código CCE 2.13, deste Ministério, a contar de 11 de janeiro de 2024.

VALMOR CERQUEIRA PAZOS FILHO do cargo comissionado executivo de Assessor Técnico do Departamento de Gestão Estratégica e Informações da Secretaria-Executiva, código CCE 2.10, deste Ministério, a contar de 11 de janeiro de 2024.

MDB emite comunicado

O diretório nacional do MDB emitiu nota indicando a nova função, do deputado federal suplente Hildo Rocha, exonerado na quinta-feira (11) pelo presidente Lula.

A nota é assinada pelo presidente Baleia Rossi e pelo líder do MDB na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões Jr.

Segundo a nota, Hildo Rocha “sempre dedicado à reforma tributária, vai coordenar, junto à bancada do partido, as discussões sobre os projetos infraconstitucionais relacionados ao tema”.

Coletivo Nós propõe criação da Medalha do Mérito Legislativo ‘Paulo Freire’

Eunice Chê destacou que em São Luís diversos profissionais contribuem para que crianças, jovens e adultos tenham uma educação de qualidade. (Foto: Leonardo Mendonça)

O Coletivo Nós (PT) propôs por meio do Projeto de Resolução nº 0009/2021, a criação no âmbito da Câmara Municipal de Vereadores de São Luís, da Medalha do Mérito Legislativo “Paulo Freire”, que deverá ser concedida a personalidades locais ou estrangeiras que prestem serviços relevantes à educação na capital maranhense.

De acordo com a proposta, a medalha, cunhada em bronze, terá a forma de um disco, com 3,5 cm de diâmetro e 1 cm de espessura, apresentando o brasão de São Luís, circundado pela legenda “Mérito Legislativo Paulo Freire”, com a inscrição, no verso, “Homenagem da Câmara Municipal de São Luís”, circundada de duas palmas em círculo.

A honraria será concedida por meio da indicação de parlamentares, até 30 dias antes da data da entrega, apoiada em maioria simples pelo plenário da Casa, até o máximo de uma vez por ano.

“Nosso grande mestre Paulo Freire, autor da pedagogia do oprimido, nos deixou um grande legado, bem como a obrigação, a responsabilidade de cada vez mais defender a Educação. As diversas gestões municipais devem a nossa população essa reparação de direito a uma educação de qualidade, em especial ao nosso povo que não teve a oportunidade de ser estimulado à alfabetização”, justifica a co-vereadora Eunice Chê.

A co-vereadora destacou que em São Luís, diversos profissionais contribuem para que crianças, jovens e adultos, tenham uma educação de qualidade.

“Temos diversos educadores e educadoras, escritores e escritoras com essa leitura de mundo que precisam ser vistos, conhecidos, destacados e homenageados por fazer da educação a maior ferramenta de transformação social. São profissionais comprometidos com a educação e, por tudo isso, o primeiro mandato coletivo desta Casa considera a criação da medalha do Mérito Legislativo Paulo Freire de grande importância”, enfatizou.

PAULO FREIRE

Paulo Freire foi o mentor da educação para a consciência, considerado o mais célebre educador brasileiro. Autor da “pedagogia do oprimido”, Freire defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder transformá-lo.

Paulo Freire teve atuação e reconhecimento internacional. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Encontro de Lula com Weverton serviu como sinal de aproximação do PT com o PDT

Senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-presidente Lula

O encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o senador Weverton Rocha (PDT-MA) esta semana em Brasília serviu como um aceno para um possível apoio do PT caso o pedetista seja candidato ao governo do Maranhão. A base aliada do governador Flávio Dino (PCdoB) tem se encontrado dividida entre apoiar a pré-candidatura de Weverton ou um chapa encabeçada pelo vice-governador, Carlos Brandão (PSDB).

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, em nível nacional Lula vem buscando ampliar o apoio ao PT e nesta direção estão grupos políticos distintos, como o do governador Flávio Dino e o do ex-presidente José Sarney (MDB). O encontro de Lula com Weverton aponta para a possibilidade de uma possível aproximação com o ex-ministro Ciro Gomes, que vem subindo o tom contra o PT visando se tornar uma eventual terceira via em 2022. Lula também teria deixado as portas do PT abertas caso o senador queira migrar para a legenda.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que Ciro estava ciente do encontro de Lula com o senador e que o encontro foi visto com naturalidade. “Ele é pré-candidato ao governo (Weverton Rocha) e tem que dialogar com todas as forças políticas. Essa aproximação é natural, importante e estratégica”, disse.

Dirceu pressionou Lula a defender petistas presos

340x650_1371143Preso em uma cela de seis metros quadrados, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu criticou Luiz Inácio Lula da Silva pela forma como ele administrou até agora a crise do mensalão. A insatisfação com o ex-presidente foi manifestada por Dirceu a pelo menos três amigos que o visitaram, nos últimos dias, no Complexo Penitenciário da Papuda.

Irritado com o silêncio do Planalto, Dirceu perguntou: “E o Lula não vai falar nada?”. Era a senha para a urgência de um pronunciamento, que deveria ser feito o quanto antes, no diagnóstico do ex-ministro, sob pena de grande abalo na imagem do PT, com potencial de interferir na campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Três dias depois de receber o recado, Lula fez o mais veemente discurso desde que os petistas foram condenados. Sugeriu, na quinta-feira passada, que o rigor da lei só vale para o PT e dirigiu ataques ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Em meio a protestos contra as “arbitrariedades” na execução das sentenças, Lula e dirigentes petistas também decidiram promover um desagravo a Dirceu, ao ex-presidente do PT José Genoino e ao ex-tesoureiro Delúbio Soares na abertura do 5.º Congresso da sigla, de 12 a 14 de dezembro, em Brasília.

A contrariedade de Dirceu com Lula, porém, não vem de hoje. Interlocutores do ex-ministro contaram ao Estado que ele sempre reprovou a forma “conciliatória” como o então presidente conduziu o caso desde que o escândalo estourou, em junho de 2005.
Em conversas mantidas no cárcere, Dirceu tem dito que Lula errou ao não fazer o “enfrentamento” necessário para não deixar a denúncia de corrupção virar uma espada permanente sobre o PT e o governo. Para Genoino, os réus do PT não têm escapatória, mesmo se conseguirem reduzir suas penas, pois perderam a batalha da comunicação. “Estamos marcados como gado”, resumiu ele a um amigo.

Na avaliação de Dirceu, Lula deixou a CPI dos Correios prosperar, em 2005, quando ainda teria condições de barrá-la. Por esse raciocínio, ao não politizar a denúncia da compra de votos no Congresso, Lula abriu caminho para a “criminalização” do PT. O partido até hoje insiste que nunca corrompeu deputados em troca de apoio e só admite a prática do caixa dois.

Nomeação

Arquiteto da campanha que levou o PT ao Palácio do Planalto em 2003, Dirceu revelou que Lula chegou a consultá-lo sobre a nomeação de Luiz Fux para ministro do Supremo. “Se você está dizendo que sim, quem sou eu para dizer que não?”, disse Dirceu, segundo relato de amigos, antes de ser procurado por Fux, que pediu sua ajuda para conquistar o cargo.

Fux acabou nomeado em 2011 por Dilma. Petistas juram que ele prometeu “matar no peito” a acusação, em sinal de que absolveria os réus. Quando saiu o voto pela condenação, o espanto no governo e no PT foi generalizado.

Num café da manhã com Dirceu, em novembro de 2010, Lula prometeu a ele que, quando estivesse fora do Planalto, desmontaria a “farsa do mensalão”. A promessa não foi cumprida sob a alegação de que era preciso blindar o primeiro ano do governo Dilma. Depois vieram as disputas municipais de 2012 e agora o ano é pré-eleitoral.

Para o líder da bancada petista no Senado, Wellington Dias (PI), o PT não soube construir uma narrativa para reagir à ofensiva da oposição e da mídia. “Sob intenso cerco político, nós acabamos permitindo que as versões da compra de votos florescessem”, avaliou Dias.

A estratégia do governo e do PT, agora, é usar o escudo da “legalidade” e o discurso de que há “dois pesos e duas medidas” na Justiça para impedir que o mensalão contamine a campanha de Dilma em 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marcio Jardim quer politica de aliança para 2014 seja definida em plebiscito

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Integrante dos diretórios nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores e um dos maiores adversários da participação do PT na administração Roseana Sarney, o professor Márcio Jardim anunciou que vai propor à direção nacional, na próxima segunda-feira, que a decisão sobre política de aliança no Maranhão seja decidida em plebiscito entre os militantes, a ser realizado paralelamente ao PED (Processo de Eleição Direta) marcado para o dia 10 de novembro.
 
Segundo Jardim, independente de quem seja o candidato eleito, o militante, através do plebiscito, votará em uma das três teses que estão sendo apresentadas para 2014: candidatura própria, manutenção da aliança com o PMDB ou coligação com Flávio Dino.
 
“Resolvi consultar a direção nacional sobre a possibilidade do Maranhão decidir em plebiscito a questão, porque é a forma mais democrática e dá à direção nacional a segurança para tomada de uma posição sem vulnerabilidade de pressões de direções nacionais de partidos com interesse no Maranhão, no caso o PMDB”, justificou Jardim.
 
O dirigente petista explicou que se a maioria da militância decidir pelo apoio ao presidente da Embratur, Flávio Dino, a direção nacional do PT teria muito mais dificuldade de fazer uma intervenção, a exemplo do que ocorreu em 2010, quando o encontro do partido optou pela coligação com o então deputado federal do PCdoB e a executiva nacional interveio e colocou o partido na aliança com o PMDB.
 
“Não podemos continuar com uma situação esdrúxula onde a burocracia do partido está com o cartório montado no Palácio dos Leões e a militância nas ruas gritando o nome de Flávio Dino. O partido sofreu uma fratura exposta em 2010 e a melhor maneira de sarar a ferida é com democracia, pactuando o partido com base em critérios democráticos, que no caso seria o plebiscito”, defendeu Márcio.
 
Márcio Jardim disse ainda que a melhor forma de realizar o plebiscito é aproveitando a estrutura do PED. Segundo o dirigente do PT, o militante habilitado no processo votaria na chapa que disputa o comando do partido e, em seguida, votaria em uma das teses apresentadas pelos candidatos Raimundo Monteiro (aliança com o PMDB), Augusto Lobato e Eri Castro (coligação com Flávio Dino), Henrique Sousa e Mundico (candidatura própria).
 
Pelo processo atual, a chapa que sair vencedora do PED petista tem o direito de levar o partido para a coligação que bem entender, mas sempre corre o risco da aliança contrariar interesses da direção nacional, a exemplo de 2010, e a consequente intervenção.
 
“Se nós conseguirmos emplacar nossa tese na direção nacional, com certeza, o processo será muito mais democrático, pois caberá ao militante decidir com quem o PT vai em 2014, o que tornaria muito mais complicado qualquer medida intervencionista”, concluiu Jardim.
 
(Com informações do Blog do Jorge Vieira)