Ação cumpre 17 mandados nos Estados do MA, PI e SP contra envolvidos no assalto à CEF, que resultou no roubo de R$ 1,6 milhão.
Arquivo PF/Governo do Brasil
São Luis (MA). Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Stamp, tendo como objetivo ocumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária nos Estados do Maranhão, Piauí e São Paulo, contra suspeitos de terem envolvimento no roubo à agência da Caixa Econômica Federal de Vitorino Freire/MA, ocorrido em março de 2025.
Na ocasião, seis criminosos fortemente armados com fuzis, encapuzados, fizeram seis pessoas de reféns, e formaram um escudo humano em frente à Agência. Em seguida, os criminosos explodiram o cofre e caixas eletrônicos da agência, subtraindo cerca de R$ 1,6 milhão e evadiram-se do local, deixando os reféns pelo caminho.
Arquivo/Policia Federal
Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Paço do Lumiar/MA, Imperatriz/MA, Bacabal/MA, Santa Inês/MA, Parnaíba/PI e Miracatu/SP, tendo sido empregado um efetivo de 51 Policiais Federais.
Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de roubo majorado e organização criminosa.
Sete governadores participaram da manifestação, entre eles, o de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o de Minas Gerais, Romeu Zema
Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) participaram de um ato na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, na tarde deste domingo (6). Convocado pelo ex-presidente a manifestação pedia a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, o maior ataque às instituições da República desde que o Brasil voltou a ser uma democracia.
Além de Bolsonaro, estavam presentes na manifestação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o do Paraná, Ratinho Junior; o do Amazonas, Wilson Lima; o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil); e o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Parlamentares e outras autoridades, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também participaram do ato.
Reprodução: Globo News
A manifestação reuniu cerca de 44,9 mil pessoas, segundo a metodologia utilizada pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Cebrap e a ONG More in Commom, que consiste em usar imagens da multidão, capturadas por drones.
A contagem foi feita no momento de pico da manifestação, às 15h44, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.
Há 3 semanas, uma outra manifestação, no Rio de Janeiro, também convocada por Bolsonaro e aliados, reuniu cerca de 18,3 mil pessoas, segundo a mesma metodologia.
De 3.171 registros de morte analisados pelos pesquisadores que participaram do estudo ‘Pele Alvo: a bala não erra o negro’ que tinham a cor declarada, os pretos eram 2.770 pessoas, ou 87,35% dos mortos.
Um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) mostra que 1 pessoa negra foi morta por intervenção policial a cada 4 horas em 8 estados do país no ano passado. A pesquisa é da Rede de Observatórios, com base em dados divulgados pelas secretarias de segurança pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
De 3.171 registros de morte analisados pelos pesquisadores que participaram do estudo “Pele Alvo: a bala não erra o negro” que tinham a cor declarada, os pretos eram 2.770 pessoas, ou 87,35%.
A subnotificação da informação racial dos mortos por intervenção policial chamou a atenção dos pesquisadores. Das 4.219 ocorrências vistas por eles, 1 em cada 4 não tinha a informação sobre cor.
“É necessário tomar a letalidade de pessoas negras causada por policiais como uma questão política e social. As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, afirmou a cientista social Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios.
Bahia e Rio de Janeiro lideram
Os estados pesquisados foram Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a Rede de Observatórios tem escritórios.
De todos, a Bahia lidera o número de mortes de pessoas de pele negra, com 1.121. O estado assumiu a liderança do ranking de morte de negros por intervenção do Estado entre 2021 e 2022.
A maioria dos mortos, 74,21% deles, tinha idade entre 18 e 29 anos. Apenas a cidade de Salvador teve a morte de 438 pessoas nestas condições, sendo 394 negras.
Outro dado sobre a Bahia que chamou a atenção é as mortes como fruto da violência policial, que cresceram 300% entre 2015 e 2022.
Quem tinha a maior incidência deste tipo de crime contra negros e caiu para o segundo lugar desde então é o Rio de Janeiro, com 1.042 mortos. Juntos, os dois estados são responsáveis por 66,23% dos óbitos do estudo.
Proporção da população negra e de mortes de pessoas negras decorrentes de intervenção do Estado em 2022
Fonte: IBGE, secretarias de segurança e Rede de Observatórios
Ruan do Nascimento morreu após ser atingido por um tiro de fuzil depois de sair de casa para cortar cabelo em uma barbearia perto de onde morava, na Barreira do Vasco, na Zona Norte do Rio. Ele tinha deficiência intelectual.
A mãe de Ruan, a camareira Bianca Alves Limão, contou que policiais militares entraram atirando na Rua Ricardo Machado pouco antes do jovem de 27 anos ser atingido.
“Somos negros, pobres e moradores de comunidade. A polícia vem aqui e faz o que faz achando que todos nós somos bandidos, traficantes. Infelizmente, temos que aguentar e pedir a Deus para não ser morto pela polícia. O meu filho foi morto por quem deveria nos proteger”, disse Bianca.
Ruan do Nascimento, de 27 anos, baleado na Barreira do Vasco — Foto: Reprodução Redes Sociais
São Paulo
O estudo mostra que, no Estado de São Paulo, houve uma redução de 48,32% no número de mortes: foram 867 vítimas em 2021 e 419 no ano passado. Destas, 63,90% são negras.
Os pesquisadores atribuem uma queda tão grande a uma política de redução da letalidade aliada ao uso de câmeras corporais.
A capital paulista representa 37,47% do total de casos, com 157 mortes. Santos é a segunda cidade com o maior número de casos, com 16 vítimas.
Subnotificação
A pesquisa da Rede de Observatórios destaca que a letalidade da população negra em casos de violência policial pode ser maior do que a divulgada por conta da subnotificação e pela falta de detalhes sobre raça que de acordo com os estudiosos, acontece principalmente em três estados: Maranhão, Ceará e Pará.
De acordo com o estudo, o Maranhão não inclui esses dados pelo menos desde 2020. No Ceará, os registros foram feitos em apenas 30,26% do total. No Pará, em 33,75%.
No Ceará, ficou constatado que em 69,74% das 152 mortes não foram identificadas informações sobre cor. Nos casos que tinham o dado, 80,43% das mortes foram de pessoas negras e sete de cada dez vítimas tinham entre 18 e 29 anos.
No Pará, a informação sobre raça foi omitida em 66,24% das vítimas. Mas, entre os casos em que é identificada, as pessoas negras representam 93,90% das mortes por intervenção policial.
A capital, Belém, tem o maior número de mortes por intervenção policial, com 83 casos, seguida pela cidade de Parauapebas, com 41.
Vítimas jovens
Em Pernambuco, dos 87 homicídios por intervenção policial foram registrados. Todos os mortos em Recife no ano passado eram negros. A idade chamou a atenção dos pesquisadores pois, 67,03% das vítimas no estado tinham idade entre 12 e 29 anos.
No Piauí, Teresina teve mais da metade das mortes por ação de policiais no estado. EM todo o território piauiense foram 39 mortes analisadas pelo estudo e 22 delas (56,41%) na capital.
SÃO PAULO – A Justiça Eleitoral de São Paulo tornou réu nesta quinta-feira (30) o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, além de receber caixa dois da Odebrecht. Segundo despacho do juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, há indícios suficientes na acusação do Ministério Público Eleitoral para a abertura da ação. A denúncia tinha sido oferecida no último dia 23.
A acusação se refere a pagamentos para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014, quando ele disputou o governo do estado. Segundo a Promotoria, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha de dez anos atrás e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição. Ele foi eleito nas duas ocasiões.
Além de Alckmin, mais nove acusados se tornaram réus, incluindo quatro delatores da Odebrecht. A lista também inclui Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor do ex-governador. Adhemar Cesar Ribeiro, cunhado de Alckmin, é apontado como intermediário dos pagamentos, mas as acusações foram consideradas prescritas e ele não foi incluído na ação.
A Justiça Eleitoral de São Paulo tornou réu nesta quinta-feira (30) o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, além de receber caixa dois da Odebrecht. Segundo despacho do juiz Marco Antônio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, há indícios suficientes na acusação do Ministério Público Eleitoral para a abertura da ação. A denúncia tinha sido oferecida no último dia 23.
A acusação se refere a pagamentos para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014, quando ele disputou o governo do estado. Segundo a Promotoria, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha de dez anos atrás e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição. Ele foi eleito nas duas ocasiões.
Além de Alckmin, mais nove acusados se tornaram réus, incluindo quatro delatores da Odebrecht. A lista também inclui Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor do ex-governador. Adhemar Cesar Ribeiro, cunhado de Alckmin, é apontado como intermediário dos pagamentos, mas as acusações foram consideradas prescritas e ele não foi incluído na ação.
“Lave a mão com água corrente e sabão por 20 segundos e não esqueça o álcool gel”. Ok. Mas o que fazer quando acesso a banheiros ou saneamento básico não é uma realidade? A instrução para prevenção individual do contágio do coronavírus funciona para populações pobres ou em situação de vulnerabilidade?
Em situação de rua, Julio Barbosa, 64, sabe da pandemia, mas água é um item escasso na sua rotina nas calçadas do centro de São Paulo. Florisvaldo da Silva, 69, morador de um abrigo municipal de idosos, diz que o local não tem álcool gel e nenhum comunicado oficial foi passado para os usuários que só se informam pela TV presente no refeitório.
Até pouco tempo o vírus estava circulando no Brasil pela faixa da população que tem acesso às viagens internacionais, empresários, artistas, políticos e turistas em geral que “importaram” a doença. Os primeiros contágios locais já aconteceram. Ontem (13), foi confirmada transmissão comunitária em São Paulo e Rio de Janeiro. E quando atingir a população em geral?
“Toda vez que a gente tem uma crise, os mais pobres são os mais afetados. Seja porque eles moram em áreas de maior risco, seja porque eles têm menos condição de saúde, de alimentação, com menos capacidade imunológica, seja porque não têm o que comer, não têm acesso a serviços públicos que são fundamentais nesses momentos, seja porque têm pouco dinheiro para tratar”, analisa Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, organização não governamental que trabalha no combate à desigualdade social.
Cápsula de sobrevivência
Julio Barbosa prefere ser chamado de Julinho. E ele batizou de “cápsula de sobrevivência” o amontado de lonas e cobertores de feltro estirados ao lado de um tapume das obras de reurbanização do Vale do Anhangabaú, onde mora no centro de São Paulo. Esse dispositivo o protege do frio e da chuva. Mas vai salvá-lo do mal que cria pânico nesses dias mundo afora?
“Sei que é uma gripe que pode matar quem é fraco. Estou com meus exames em dia. Fiz uns no posto aqui perto”, diz enquanto fabrica pulseiras com embalagens de plástico. Julinho faz parte de dois grupos de riscos. Ele é idoso (64 anos) e mora na rua.
“A informação é o principal remédio contra a Covid-19”, afirmou o canadense Bruce Aylward, líder da Organização Mundial de Saúde para o combate da enfermidade. A questão é que pessoas como Julinho até têm informação, mas não acesso a itens de higiene.
“O problema do vírus trouxe uma série de orientações de como as pessoas devem se comportar diante dessa pandemia. Isso sem levar em conta coisas básicas, pensar em condições de vidas saudáveis adequadas, ter um estado de bem-estar social, onde morar, o que comer, trabalho. É o caso das pessoas em situação de rua. São pessoas com saúde debilitada, muitas bebem ou usam drogas, têm problemas de saúde sem acompanhamento”, diz Isabel Bernardes, assistente social do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
No Brasil, quase 35 milhões de pessoas vivem sem acesso a água tratada, enquanto 100 milhões não possuem esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento em 2018.
Lar de idosos
“Às vezes tem álcool gel, mas na maioria das vezes não tem”, diz Florisvaldo da Silva, 69, morador do centro municipal de acolhida a idosos localizado na avenida São João, região central de São Paulo. O prédio antigo de cinco andares abriga 210 moradores, divididos em 65 quartos (a maioria com três ou quatro residentes). Um único elevador serve essa população — muitos dos moradores, como Florisvaldo, possuem problema de locomoção e precisam usar muletas.
“Não teve comunicado oficial nem orientação pra gente. O que eu sei é pela TV”, relata. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) possui sete centros de acolhida para idosos, com 702 vagas, e 14 instituições de longa permanência para idosos, com 480 vagas, totalizando 1.182 vagas para a população idosa em situação de rua. Já a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania conta com o registro de 325 instituições particulares e públicas para idosos.
A Prefeitura de São Paulo informou que fará uma capacitação de todos os técnicos e profissionais que atuam nos serviços específicos para idosos para apresentar as medidas de prevenção contra a doença.
Em vez de a gente ter direito à saúde, a gente passa a ter deveres. É uma lógica invertida de responsabilizar o indivíduo. Nós temos um costume de lidar com as questões de saúde pública como se fossem individuais
Isabel Bernardes, assistente social do do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da USP
Mobilidade do vírus
“O pior é o trem. Fica tão lotado que tem sempre mais de uma pessoa tossindo e espirrando. Não tem jeito: tem que usar máscara. Ainda mais com os casos se multiplicando.” Assim Virginia de Castro, 29, explica por que adotou a máscara para se proteger do novo vírus. Moradora de Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, ela pega trem e ônibus para atravessar 35 quilômetros e trabalhar de segunda a sexta-feira em uma clínica de estética na Barra Funda, zona oeste da capital.
Ela também está precavida onde trabalha. “Tem muito estrangeiro que vem fazer cirurgia plástica. Eu estou usando direto a máscara lá também.” Mas Virginia é uma exceção. A reportagem o Ecoa ficou meia hora durante o horário de pico na estação Barra Funda (interligação de trem, metrô e ônibus) e viu apenas quatro pessoas com máscara no turbilhão de passageiros que por ali passou.
“O vírus está começando a se soltar, mas não chegou ainda, não”, disse a aposentada Maria Miranda, 65, que, sem máscara, embarcou em um ônibus lotado para o bairro Peri Alto, na zona norte da cidade.
Não tem faxina por Zap
Segundo relato do jornal “O Globo”, uma família com casos de coronavírus no Rio não teria dispensado o serviço da empregada doméstica, que agora usaria luvas e máscaras durante o expediente. “Se for um caso provado que a família fez o teste de corona e deu positivo, não tem porque a empregada estar lá trabalhando. Tem que suspender, dar licença. Fazer um acordo para que, durante o prazo exigido de quarentena, a pessoa não tenha prejuízo no salário”, diz Nathalie Rosário, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo.
O Sindoméstica está avaliando quais recomendações em relação à pandemia devem ser dadas para as trabalhadoras nos próximos dias. Mas, caso haja alguma violação de direito, a profissional pode procurar o sindicato para receber apoio jurídico.
Para Izabel Marcilio, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Faculdade de Medicina da USP, quando o coronavírus começar a entrar nas camadas mais pobres será mais difícil manter o isolamento em uma casa de um cômodo só. “Não dá para separar o doente do cuidador ou da criança, que está em casa porque a creche está fechada. O transporte vai continuar sendo coletivo, porque não dá para falar para as pessoas pegarem carro privado. Ou seja, você consegue controlar menos.”
Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, endossa o ponto: “Como uma faxineira ou um motorista vai trabalhar de home office? Nós somos um país que tem muita mão de obra fazendo trabalho braçal mesmo, operacional. Quem diz que a solução para o coronavírus é home office não sabe que existe uma grande maioria da população brasileira que não trabalha na frente de um computador.”
Saúde é direito
A vantagem do Brasil nesse momento de pandemia, segundo Kátia Maia, é o SUS (Serviço Único de Saúde), que é o direito constitucional à saúde para toda a população brasileira. “Hoje, 75% da população depende dele. Nos Estados Unidos não tem isso, por exemplo. Os primeiros casos do coronavírus mostravam que as pessoas tinham que pagar caro para fazer o teste e para ficar em quarentena nos hospitais por lá”, afirma.
Nos casos mais graves da doença, o SUS pode ter dificuldade para absorver a demanda, já que o problema gira em torno da necessidade de respiração artificial, cujos aparelhos são comuns apenas em UTIs e centros cirúrgicos. “Há um limite em qualquer sistema: quantas pessoas você pode atender ao mesmo tempo? Qual é a sua capacidade? É o que está acontecendo na Itália. Lá, não tem respirador e condição de leito para todas as pessoas que estão tendo a forma mais grave da doença.”
Um ponto importante para os especialistas ouvidos por Ecoa é o efeito dos cortes na verba destinada à saúde pelo Governo Federal, que tirou R$ 9 bilhões em recurso em 2019 via emenda constitucional do teto de gastos.
“Em um país como o Brasil, com tamanha desigualdade social, o SUS já funciona sob pressão, porque é uma demanda muito grande. Os números mostram que, mesmo com tanto problema, ele funciona. Agora vai ter uma pressão maior. E o sistema vem sofrendo com o ajuste fiscal”, analisa Maia. Tanto é que o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, pediu R$ 5 bilhões para lidar com o coronavírus.
A assistente social Isabel Bernardes concorda. “Há um desmonte da seguridade social. Por isso, preferem falar para as pessoas serem mais higiênicas, se preservarem individualmente. O SUS é muito bem capacitado, os profissionais são bons, tem tecnologia, mas falta insumo. Até agora quem teve contato com vírus tem dinheiro para passar por um tratamento em hospitais particulares, mas como as pessoas pobres vão lidar?”. Ela lembra que é preciso um investimento prévio em saneamento básico e tratamento de água, escasso para a população em geral.
Já Izabel Marcílio destaca o sistema de vigilância epidemiológica tradicional no Brasil. “O controle é muito forte, organizado e descentralizado. É anterior ao SUS, e depois foi incorporado ao sistema. Nós temos um programa de vacinação muito bom, reconhecido mundialmente. Isso são fortalezas do Brasil. Por isso, a gente tem conseguido controlar a doença até agora.”
Por Paula Rodrigues e Rodrigo BertolottoDe Ecoa, em São Paulo
Jorge Fernando em cliques nas redes sociais / Reprodução
O diretor Jorge Fernando morreu por volta das 20h deste domingo, aos 64 anos, vítima de uma parada cardíaca, no hospital Copa Star, em Copacabana. Segundo um amigo da família, o diretor deu entrada no hospital na parte da tarde após se sentir mal. Jorginho, como era conhecido entre amigos e colegas de profissão, sofreu um acidente vascular cerebral em janeiro de 2017 e, desde então, lutava para superar as sequelas que ficaram após o AVC.
Diversos artistas lamentaram a perda do diretor nas redes sociais. A escritora Glória Perez disse que vai sentir falta do amigo: “Mais um amigo querido indo embora tão cedo! você vai fazer tanta falta, Jorginho, com sua alegria, seu entusiasmo, seu talento… Sem palavras aqui!”. O cantor Mumuzinho também escreveu sobre Jorge Fernando: “Impossível não se comover e lamentar que um sorriso desses partiu tão cedo, mas o seu legado de alegria é grande. Aos familiares e amigos, meus sentimentos e amor nesse dia tão difícil, e que consigam transformar esse sentimento em uma saudade digna da alegria que o Jorge Fernando tinha”, escreveu. Marcelo Adnet também foi às redes lamentar a perda do diretor: “Que pena a partida precoce do grande Jorge Fernando. Boom! Lembrarei dele pela simpatia e sua grande energia sempre! Muito carinho e força à Dona Hilda Rabello”.
Que pena a partida precoce do grande Jorge Fernando. Boom! Lembrarei dele pela simpatia e sua grande energia sempre! Muito carinho e força à Dona Hilda Rabello.
Impossível n se comover e lamentar que um sorriso desses partiu tão cedo,mas o seu legado de alegria é grande.Aos familiares e amigos, meus sentimentos e amor nesse dia tão difícil;e q consigam transformar esse sentimento em uma saudade digna da alegria que o Jorge Fernando tinha pic.twitter.com/SqvdFSjPIN