Flávio Dino diz que elucidação do caso Marielle ficará para gestão Lewandowski

De saída do Ministério da Justiça, atual titular evita falar em data para desfecho de crime ocorrido em 2018


O ministro da Justiça e Segurança Publica, Flávio Dino, afirmou que a elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson Gomes vai ficar para a gestão de Ricardo Lewandowski, que assumirá o cargo em 1º de fevereiro.

“Provavelmente, quem estará aqui para anunciar o resultado final dessas investigações, que eu não sei quando será, já será o meu sucessor”, disse Dino. “Mas o que foi feito nesse período foram atos decisivos para o esclarecimento do caso”, apontou. Ainda assim, Dino afirmou que não é possível determinar uma data para o desfecho da investigação, que é “complexa”.

O crime ocorreu em 2018, no Rio. Os executores do assassinato foram presos, mas ainda não se sabe quem mandou matar a vereadora. Nos últimos meses, houve novos desdobramentos, como o acordo de delação de Élcio Queiroz, ex-bombeiro que assumiu ter dirigido o carro do qual Ronnie Lessa fez os disparos – ambos presos.

Dino ficará na pasta pasta até o fim deste mês. Logo após, volta ao Senado Federal, onde tem mandato como senador, para enfim tomar posse no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 22 de fevereiro.

“Há estimativa que a investigação está próxima do final”, ponderou Dino. O assassinato vai completar seis anos em março.

O atual titular da Justiça disse que não tem informação de novas delações, uma vez que só é possível considerá-la depois da homologação. Nos últimos dias, o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, revelou que Ronnie Lessa teria feito acordo de colaboração premiada e citado possível nome do responsável de mandar matar a vereadora.

O ministro elogiou o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro na investigação do caso, que começaram a trabalhar de forma cooperada em 2023. Segundo Dino, a investigação tomou fôlego desde então e recuperou provas.