Grupo Mateus fecha 28 lojas e, sob pressão e controvérsias, sinaliza mudança de estratégia após resultados abaixo do esperado

O Grupo Mateus encerrou 2025 com o fechamento de 28 lojas, em um movimento que marca uma inflexão na trajetória recente da empresa. Parte dessas unidades envolveu o encerramento do setor de eletrodomésticos em lojas de varejo alimentar, enquanto outras foram descontinuadas dentro de um processo de reorganização interna.

Apesar de ainda manter uma base relevante de operação, com mais de 300 lojas ao final do ano, o desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado. A reação foi imediata, com queda nas ações após a divulgação dos resultados.

Mais do que um ajuste pontual, o cenário indica um momento de pressão mais amplo, que envolve não apenas eficiência operacional, mas também aspectos institucionais e reputacionais.

Do crescimento acelerado à necessidade de ajuste

Os números revelam um ponto central: o crescimento já não sustenta a operação como antes.

As despesas operacionais avançaram em ritmo mais acelerado do que a receita. No último trimestre de 2025, os custos cresceram mais de 34%, enquanto a receita líquida teve aumento inferior, pressionando diretamente a rentabilidade.

Parte dessa pressão está ligada à incorporação de novas operações, como o Novo Atacarejo, além da própria estratégia de expansão adotada nos últimos anos.

O resultado é claro: a empresa cresceu, mas passou a operar com menor eficiência.

De expansão agressiva a freio estratégico

O movimento atual indica uma mudança de direção.

A própria empresa já sinalizou que pretende abrir menos lojas e focar na melhoria de margens, redução de despesas e geração de caixa.

Na prática, isso representa uma transição de um modelo baseado em crescimento acelerado para uma estratégia voltada à sustentabilidade financeira.

Episódios que ampliam o cenário de pressão

O momento vivido pelo Grupo Mateus também está associado a episódios de forte repercussão nos últimos anos.

Em outubro de 2020, o desabamento de prateleiras em uma unidade da rede, em São Luís, resultou na morte de uma funcionária de 20 anos e deixou outras pessoas feridas. O caso levou à condenação da empresa ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de um acordo com o Ministério Público firmado em 2021, que determinou a adoção de medidas estruturais de segurança.

Em 2024, a Justiça do Maranhão condenou a rede por práticas racistas, fixando indenização de R$ 20 milhões e determinando a implementação de um plano antirracista em todas as unidades.

Outro episódio, ocorrido em 2021 e com decisão judicial em 2025, resultou na responsabilização de funcionários e da empresa após um caso de tortura contra uma cliente acusada de furto em uma unidade da rede, em São Luís.

Casos sob questionamento e atuação da OAB

Além das decisões judiciais, há episódios que permanecem cercados de questionamentos.

Um dos casos envolve a morte de um homem negro após um episódio ocorrido dentro de um supermercado em São Luís, em 2019. A situação ganhou repercussão posterior, com denúncias e cobranças por esclarecimento sobre a condução das investigações.

O caso chegou a ser acompanhado por instâncias da sociedade civil, como a Comissão de Direitos Humanos da OAB Maranhão, que questionou a falta de avanço nas apurações.

Anos depois, o inquérito foi apontado como sem desfecho conclusivo.

A ausência de respostas definitivas em situações dessa natureza amplia o debate sobre transparência e responsabilidade.

Um cenário que vai além dos números

O que se observa é a convergência de fatores.

Pressão financeira

Questionamentos fiscais

Condenações judiciais

Episódios de forte impacto social

Investigações inconclusas

Esse conjunto indica que o momento vivido pela empresa não é apenas de desaceleração, mas de revisão mais profunda.

Um novo momento

Quando uma empresa cresce em ritmo acelerado, ajustes são naturais. Mas quando esses ajustes passam a se repetir em diferentes áreas, como operação, relação com consumidores, ambiente institucional e governança, o debate deixa de ser pontual.

Passa a ser estrutural.

O que se desenha agora é um momento de transição, em que o grupo busca reorganizar sua operação e redefinir prioridades em um cenário mais exigente.

Com informações do: G1 Maranhão, CNN Brasil, Tribunal de Justiça do Maranhão, XP Investimento e Blog do John Cutrim

Equatorial emite nota sobre apagão no Nordeste e diz que normalização já foi iniciada

Nota de Esclarecimento – Falta de energia geral

O Grupo Equatorial Energia informa que houve registro, a partir das 8h30 desta terça-feira (15), de interrupção geral no fornecimento de energia em vários estados do país, provocado por uma ocorrência de abrangência nacional.

Segundo informações preliminares, houve atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga, que consiste em um mecanismo de proteção da rede para tentar restringir a perda de carga no sistema.

Em todos os estados em que há concessão do Grupo (Alagoas, Amapá, Maranhão, Goiás, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul, a normalização já foi iniciada. O Grupo segue acompanhando junto ao Operador Nacional do Sistema as providências para o restabelecimento integral das cargas e com equipes técnicas de prontidão em todas as suas bases nos estados.

Assessoria de Imprensa – Grupo Equatorial

16ª Festança Junina no Ceprama homenageará Kátia Bogéa

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Prévia junina mais esperada da cidade de São Luís do Maranhão, a 16ª Festança Junina no Ceprama abrirá oficialmente os festejos juninos de 2020, em São Luís, no dia 29 de maio, com entrada franqueada a toda a comunidade que aprecia as nossas manifestações culturais da temporada. O evento prossegue até o dia 31 de maio, sempre às 19h, no Ceprama, na Madre Deus, com muitas atrações.

Nesse ano, boieiros, brincantes, artistas, músicos e a organização da Festança Junina homenagearão a historiadora Kátia Bogéa, que foi servidora de carreira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão (Iphan/MA) de 1980 a 2015, tendo atuado como superintendente de 2003 a 2015. De 2016 a 2019 presidiu o Iphan. Nesse período O Instiuto experimentou uma dinamização das ações voltadas para a preservação do patrimônio cultural brasileiro sem precedentes na história do órgão.

O coordenador do evento, Mário Jorge Gonçalves, destaca avanços realizados por Kátia Bogéa no Maranhão, ressaltando que a homenagem é um justo reconhecimento ao trabalho da historiadora Kátia Bogéa, responsável por viabilizar junto ao Governo Federal e parceiros a revitalização de bens culturais, como o novo Complexo da Praça Deodoro, Praça Pedro II, Palacete Gentil Braga, Palácio Cristo Rei, Fábrica santa Amélia, Rua Grande e Engenho Central de Pindaré Mirim, entre outros.

PESQUISA HISTÓRICA

Em seu vasto currículo como servidora do Iphan/MA, Kátia Bogéa constam a pesquisa histórica para a instrução dos processos de tombamento da Casa das Minas, Fortaleza de Santo Antônio, Fábrica Santa Amélia, imagem sacra de São Bonifácio, e do Engenho Central de São Pedro em Pindaré-Mirim, reconhecidos como patrimônio cultural do Brasil. A historiadora também integrou a equipe que realizou o Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados em 45 municípios maranhenses sobre arte sacra e arquitetura religiosa.

Em sua gestão como superintendente do Iphan no Maranhão, o Tambor de Crioula e o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão tornaram-se Patrimônio Cultural do Brasil. Como presidente do Iphan, deu encaminhamento ao processo que tornou o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O pedido foi entregue ao Iphan em 2012, porém o processo não havia sido aberto.