Ação cumpre 17 mandados nos Estados do MA, PI e SP contra envolvidos no assalto à CEF, que resultou no roubo de R$ 1,6 milhão.
Arquivo PF/Governo do Brasil
São Luis (MA). Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Stamp, tendo como objetivo ocumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária nos Estados do Maranhão, Piauí e São Paulo, contra suspeitos de terem envolvimento no roubo à agência da Caixa Econômica Federal de Vitorino Freire/MA, ocorrido em março de 2025.
Na ocasião, seis criminosos fortemente armados com fuzis, encapuzados, fizeram seis pessoas de reféns, e formaram um escudo humano em frente à Agência. Em seguida, os criminosos explodiram o cofre e caixas eletrônicos da agência, subtraindo cerca de R$ 1,6 milhão e evadiram-se do local, deixando os reféns pelo caminho.
Arquivo/Policia Federal
Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Paço do Lumiar/MA, Imperatriz/MA, Bacabal/MA, Santa Inês/MA, Parnaíba/PI e Miracatu/SP, tendo sido empregado um efetivo de 51 Policiais Federais.
Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de roubo majorado e organização criminosa.
De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA).
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (20), em São Luís e Região Metropolitana, a operação ‘Quebra de Caixa’ com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, bem como os crimes de lavagem de dinheiro e associação voltada ao tráfico. Ao todo, estão sendo cumpridas 13 medidas cautelares deferidas judicialmente.
Segundo a PF, até o momento, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e outros 12 de busca e apreensão. Além disso, uma prisão em flagrante está em andamento.
Ainda de acordo com o delegado Rodrigo Rocha, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano quando foi apreendida uma determinada quantidade de entorpecentes que estava sendo guardada na área do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), localizado em São Luís. Diante da apreensão, foi iniciada a investigação e foi possível localizar e identificar o proprietário das drogas.
“No decorrer das diligências, nós descobrimos uma rede de lavagem de capitais, iniciando no principal suspeito, o proprietário das drogas, que culminou com a representação por diversas medidas cautelares, dentre elas a prisão do principal suspeito e busca e apreensão nos demais investigados”, afirmou o delegado Rodrigo Rocha.
De acordo com a PF, a operação conta com apoio do Núcleo de Operação com Cães (NOC) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). Ao todo, 60 policiais federais e dois civis do NOC participam da operação.
“O inquérito ainda vai prosseguir. Esta foi apenas a primeira fase da operação. O intuito era arrecadar materiais, como mídias e outros, que pudessem trazer mais elementos de informação para poder dar continuidade ao procedimento”, disse o delegado.
Os investigados podem responder a crimes com penas que, somadas, superam 32 anos de prisão.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a delação premiada do ex-policial militar Élcio Queiroz trouxe novos elementos para a investigação do Caso Marielle e fundamentou a operação realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira. Ainda de acordo com o ministro, não há dúvidas de que outras pessoas estão envolvidas nos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, cujos mandantes ainda não foram descobertos.
— Sem dúvida, há a participação de outras pessoas, isso é indiscutível. As investigações mostram a participação das milícias e do crime organizado do Rio de Janeiro no crime — afirmou Dino. — Não há crime perfeito. Outras novidades com certeza ocorrerão nas próximas semanas.
O ministro reforçou que a delação de Élcio Queiroz corroborou provas já colhidas na investigação, como o fato de que os disparos foram feitos por Ronnie Lessa, e forneceram elementos que abrem novas frentes para a investigação, iniciada há cinco anos.
— Élcio Queiroz confirmou em delação premiada a participação dele próprio, do Ronnie Lessa e do Maxwell. Temos o fechamento desta fase, com a confirmação de tudo que aconteceu no crime. Há elementos para um novo patamar da investigação, que é descobrir os mandantes. As provas colhidas pela Polícia Federal concluíram de maneira inequívoca da participação do Ronie Lessa, do Élcio de Queiroz e também do Suel no crime.
O ministro acrescentou que os depoimentos oferecem o caminho para a descoberta de “outras participações”:
— Aponta a dinâmica do crime, do início até o desfecho, com itinerário, roteiros. Síntese do dia é que delação premiada do Élcio permite informações que conduzam a esclarecimento de toda a dinâmica do crime e evidentemente de outras participações.
De acordo com Dino, a delação premiada de Elcio Queiroz foi realizada há cerca de 15 dias e homologada pela Justiça. O colaborador, segundo o ministro da Justiça, apontou a participação de Suel também no assassinato da vereadora e de seu motorista.
— A novidade é que as provas colhidas e reanalisadas pela Polícia Federal, confirmaram de modo inequívoco a participação de Élcio e Ronnie. Isso conduziu à delação do Élcio. Ao fazer a delação, ele confessa a própria participação, aponta a participação do Ronnie e acrescenta a participação decisiva do Maxwell. É o início de uma nova fase probatória. Alvos da busca de hoje estão relacionados à delação do Élcio.
O ministro pontuou que, nas próximas semanas, devem ocorrer outras operações contra alvos apontados nas investigações como mandantes do crime. Até agora, a PF estava debruçada nos executores da parlamentar e de seu motorista.
— O senhor Suel fez o trabalho de monitoramento e campana da rotina da vereadora Marielle Franco e, posteriormente, no acobertamento dos executores — explicou Dino.
De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, participou antes, durante e depois do crime: além de suporte logístico, ele realizou monitoramentos e ainda destruiu uma das provas do homicídio — o carro que foi utilizado também para transporte de armas.
O alvo da prisão realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (24), foi o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, já havia sido detido anteriormente, em 2020. Ele é apontado como cúmplice do ex-sargento da Polícia Militar, Ronnie Lessa, acusado de executar as vítimas. Suel, de acordo com as investigações, ajudou no descarte de armas escondidas por Lessa e também no planejamento do crime.
Marielle Franco
Nascida e criada no Complexo da Maré, bairro do Rio de Janeiro (RJ), Marielle estudou Sociologia na PUC, com bolsa integral, e fez mestrado na UFF. Foi Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes