Mãos Sempre Limpas: Pontos de Higienização começam a funcionar em São Luís.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial de Higienização das Mãos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) coloca em funcionamento pontos para lavagem das mãos em locais de grande circulação de pessoas em São Luís. O projeto Mãos Sempre Limpas faz parte do conjunto de estratégias que o Governo do Maranhão está adotando para prevenção ao coronavírus (Covid-19).

Na primeira etapa de implantação do programa, a Secid instalou pias de higienização em 10 pontos estratégicos da capital maranhense: Mercados Central, da Liberdade, da Cohab, do Bairro de Fátima e do Vinhais, além dos Terminais de Integração da Cohama, da Praia Grande, Terminal da Cohab, do São Cristovão e do Distrito Industrial. Ao todo, serão 30 pias disponíveis para a população que circula por esses locais.

Segundo explicou o secretário da Secid, Rubens Pereira Jr, a higiene das mãos é um ato reconhecido pela OMS como um dos mais efetivos na prevenção de doenças. “Por isso, em meio à pandemia do coronavírus e também fora dela, o que nos cabe é adotá-lo como um hábito permanente e frequente e, dessa maneira, nos unir para barrar o contágio”, disse. 

Os módulos sanitários, que serão fixos e permanecerão nos locais após o fim da pandemia, são compostos por lavatórios que garantem água limpa, sabão líquido e instruções para higiene adequada das mãos.

Combate à pandemia

Além do Programa Mãos Sempre Limpas, a Secid atua em diversas frentes para reforçar as ações do Governo do Maranhão no combate à Covid-19.

Os servidores estão realizando a Campanha do Bem, que reúne cestas básicas e produtos de higiene pessoal para distribuir em regiões de beneficiários da secretaria. Aproximadamente 300 famílias já foram assistidas.

Ponto de higienização no Terminal da Cohama (Foto: Divulgação)

Além disso, mais de 830 famílias atendidas pelo programa habitacional da Secid tiveram direito à tarifa zero para água nos próximos dois meses. Foram contempladas 288 famílias do Residencial Camboa, 224 do Residencial Monte Castelo e 320 do Residencial Fé em Deus, em São Luís.

A campanha com slogan “Corona no Paredão – Fome Não”, promovida pela organização social Cores do Mara, em parceria com a rede Gerando Falcões, também passou a contar com o apoio da Secid. Mais de 200 famílias de programas da Secretaria receberam um cartão alimentação no valor de R$ 300. 

A Secid também iniciou as vistorias nos apartamentos do Residencial José Chagas, no bairro da Ilhinha, em São Luís. Nesta etapa, os beneficiários atestam a qualidade das obras e assinam o contrato junto à Caixa Econômica para, em seguida, ocupar as unidades. 

Por conta da pandemia do coronavírus, a Secid se esforça para entregar os apartamentos às famílias que se encontram em risco social.

Neto Evangelista e Othelino Neto garantem hospedagem a profissionais de saúde que atuam no combate ao Covid-19

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O deputado estadual Neto Evangelista (DEM), em parceria com o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, anunciou neste domingo (3) o movimento “Acolhendo Heróis” – corrente do bem que reúne uma rede de amigos para garantir hospedagem a profissionais da saúde que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus e estão com receio de ir para casa neste período mais crítico da pandemia em São Luís.

O objetivo do movimento, segundo o parlamentar, é facilitar minimamente a vida desses profissionais que estão mais expostos ao risco de contaminação. “São verdadeiros guerreiros, que estão no front dessa luta. E, portanto, merecem toda nossa atenção”, afirmou Neto Evangelista.

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Logo do Movimento Acolhendo Heróis

Para o deputado Othelino Neto (PCdoB) o momento é de reforçar o cuidado com os profissionais de saúde, em especial daqueles que estão diretamente tratando dos pacientes com Covid 19. “Muitos desejam se isolar, para proteger seus familiares, mas não têm condições financeiras de ir para um hotel”, pontuou.

Uma ala do hotel Soft Win já foi reservada para acomodar os profissionais de saúde que estejam trabalhando em regime de plantão nos leitos hospitalares de clínica médica ou de UTI das unidades que abriram leitos específicos para atender a casos de covid-19. A acomodação inclui café da manhã, a ser entregue nos quartos do hotel.

Os interessados deverão solicitar a autorização de ingresso no hotel pelo e-mail movimentoacolhendoherois@gmail.com. Será enviado um formulário que deverá ser preenchido com informações pessoais, assim como local de trabalho, horário do plantão e telefone para contato. Obedecidos todos os critérios, a hospedagem será autorizada pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado, dependendo da gravidade da situação.

“Além de preservar a vida de seres humanos e a missão do profissional, estamos contribuindo com a manutenção dos postos de trabalho no setor hoteleiro, que foi bastante afetado pela crise do coronavírus”, concluiu Neto Evangelista.

Na Secid, Rubens define ações de prevenção do servidores ao Covid-19

O secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Rubens Júnior, divulgou, nesta quarta-feira (18), orientações com medidas de prevenção contra o coronavírus, a serem tomadas por todos os servidores da Secretaria. Uma delas trata de uma das suas maiores iniciativas: o Programa Cheque Minha Casa.

A Secid orienta que, a partir desta quinta-feira (19), antes do público recorrer ao atendimento presencial, do Programa Cheque Minha Casa, é necessário entrar em contato pelo número (98) 98557-6857.

“Em atenção às medidas de enfrentamento à pandemia de coronavírus, a Secretaria das Cidades implementou o atendimento on-line por WhatsApp. Algumas ações que deverão ser tomadas para proteger a população. As medidas seguem orientações com base no decreto emitido pelo governador, Flávio Dino. Muito importante fazermos a nossa parte para promover ações preventivas. A responsabilidade é de todos nós”, disse Rubens Júnior.

Os atendimentos presenciais destinados ao público externo, quando essenciais, deverão ser previamente agendados via telefone e/ou Whatsapp, por meio do mesmo número. Na sala de Coordenação do Programa Cheque Minha Casa, o atendimento ao público será prestado durante das 13h às 17h.

“É muito importante que cada um faça sua parte para que possamos barrar a propagação da doença. Seguir as orientações de prevenção também é fundamental para garantir o bem-estar dos maranhenses”, reforça a coordenadora do Cheque Minha Casa, Malu Teixeira.

Água e sabão: Métodos de prevenção contra coronavírus são luxo para milhões de pessoas afetadas pela desigualdade no Brasil

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 “Lave a mão com água corrente e sabão por 20 segundos e não esqueça o álcool gel”. Ok. Mas o que fazer quando acesso a banheiros ou saneamento básico não é uma realidade? A instrução para prevenção individual do contágio do coronavírus funciona para populações pobres ou em situação de vulnerabilidade?

Em situação de rua, Julio Barbosa, 64, sabe da pandemia, mas água é um item escasso na sua rotina nas calçadas do centro de São Paulo. Florisvaldo da Silva, 69, morador de um abrigo municipal de idosos, diz que o local não tem álcool gel e nenhum comunicado oficial foi passado para os usuários que só se informam pela TV presente no refeitório.

Até pouco tempo o vírus estava circulando no Brasil pela faixa da população que tem acesso às viagens internacionais, empresários, artistas, políticos e turistas em geral que “importaram” a doença. Os primeiros contágios locais já aconteceram. Ontem (13), foi confirmada transmissão comunitária em São Paulo e Rio de Janeiro. E quando atingir a população em geral?

“Toda vez que a gente tem uma crise, os mais pobres são os mais afetados. Seja porque eles moram em áreas de maior risco, seja porque eles têm menos condição de saúde, de alimentação, com menos capacidade imunológica, seja porque não têm o que comer, não têm acesso a serviços públicos que são fundamentais nesses momentos, seja porque têm pouco dinheiro para tratar”, analisa Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, organização não governamental que trabalha no combate à desigualdade social.

Cápsula de sobrevivência

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Julio Barbosa prefere ser chamado de Julinho. E ele batizou de “cápsula de sobrevivência” o amontado de lonas e cobertores de feltro estirados ao lado de um tapume das obras de reurbanização do Vale do Anhangabaú, onde mora no centro de São Paulo. Esse dispositivo o protege do frio e da chuva. Mas vai salvá-lo do mal que cria pânico nesses dias mundo afora?

“Sei que é uma gripe que pode matar quem é fraco. Estou com meus exames em dia. Fiz uns no posto aqui perto”, diz enquanto fabrica pulseiras com embalagens de plástico. Julinho faz parte de dois grupos de riscos. Ele é idoso (64 anos) e mora na rua.

“A informação é o principal remédio contra a Covid-19”, afirmou o canadense Bruce Aylward, líder da Organização Mundial de Saúde para o combate da enfermidade. A questão é que pessoas como Julinho até têm informação, mas não acesso a itens de higiene.

“O problema do vírus trouxe uma série de orientações de como as pessoas devem se comportar diante dessa pandemia. Isso sem levar em conta coisas básicas, pensar em condições de vidas saudáveis adequadas, ter um estado de bem-estar social, onde morar, o que comer, trabalho. É o caso das pessoas em situação de rua. São pessoas com saúde debilitada, muitas bebem ou usam drogas, têm problemas de saúde sem acompanhamento”, diz Isabel Bernardes, assistente social do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No Brasil, quase 35 milhões de pessoas vivem sem acesso a água tratada, enquanto 100 milhões não possuem esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento em 2018.

Lar de idosos

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“Às vezes tem álcool gel, mas na maioria das vezes não tem”, diz Florisvaldo da Silva, 69, morador do centro municipal de acolhida a idosos localizado na avenida São João, região central de São Paulo. O prédio antigo de cinco andares abriga 210 moradores, divididos em 65 quartos (a maioria com três ou quatro residentes). Um único elevador serve essa população — muitos dos moradores, como Florisvaldo, possuem problema de locomoção e precisam usar muletas.

“Não teve comunicado oficial nem orientação pra gente. O que eu sei é pela TV”, relata. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) possui sete centros de acolhida para idosos, com 702 vagas, e 14 instituições de longa permanência para idosos, com 480 vagas, totalizando 1.182 vagas para a população idosa em situação de rua. Já a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania conta com o registro de 325 instituições particulares e públicas para idosos.

A Prefeitura de São Paulo informou que fará uma capacitação de todos os técnicos e profissionais que atuam nos serviços específicos para idosos para apresentar as medidas de prevenção contra a doença.

Em vez de a gente ter direito à saúde, a gente passa a ter deveres. É uma lógica invertida de responsabilizar o indivíduo. Nós temos um costume de lidar com as questões de saúde pública como se fossem individuais

 

Isabel Bernardes, assistente social do do Instituto de Psiquiatria da faculdade de Medicina da USP

Mobilidade do vírus

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“O pior é o trem. Fica tão lotado que tem sempre mais de uma pessoa tossindo e espirrando. Não tem jeito: tem que usar máscara. Ainda mais com os casos se multiplicando.” Assim  Virginia de Castro, 29, explica por que adotou a máscara para se proteger do novo vírus. Moradora de Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, ela pega trem e ônibus para atravessar 35 quilômetros e trabalhar de segunda a sexta-feira em uma clínica de estética na Barra Funda, zona oeste da capital.

Ela também está precavida onde trabalha. “Tem muito estrangeiro que vem fazer cirurgia plástica. Eu estou usando direto a máscara lá também.” Mas Virginia é uma exceção. A reportagem o Ecoa ficou meia hora durante o horário de pico na estação Barra Funda (interligação de trem, metrô e ônibus) e viu apenas quatro pessoas com máscara no turbilhão de passageiros que por ali passou.

“O vírus está começando a se soltar, mas não chegou ainda, não”, disse a aposentada Maria Miranda, 65, que, sem máscara, embarcou em um ônibus lotado para o bairro Peri Alto, na zona norte da cidade.

Não tem faxina por Zap

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Segundo relato do jornal “O Globo”, uma família com casos de coronavírus no Rio não teria dispensado o serviço da empregada doméstica, que agora usaria luvas e máscaras durante o expediente. “Se for um caso provado que a família fez o teste de corona e deu positivo, não tem porque a empregada estar lá trabalhando. Tem que suspender, dar licença. Fazer um acordo para que, durante o prazo exigido de quarentena, a pessoa não tenha prejuízo no salário”, diz Nathalie Rosário, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo.

O Sindoméstica está avaliando quais recomendações em relação à pandemia devem ser dadas para as trabalhadoras nos próximos dias. Mas, caso haja alguma violação de direito, a profissional pode procurar o sindicato para receber apoio jurídico.

Para Izabel Marcilio, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Faculdade de Medicina da USP, quando o coronavírus começar a entrar nas camadas mais pobres será mais difícil manter o isolamento em uma casa de um cômodo só. “Não dá para separar o doente do cuidador ou da criança, que está em casa porque a creche está fechada. O transporte vai continuar sendo coletivo, porque não dá para falar para as pessoas pegarem carro privado. Ou seja, você consegue controlar menos.”

Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, endossa o ponto: “Como uma faxineira ou um motorista vai trabalhar de home office? Nós somos um país que tem muita mão de obra fazendo trabalho braçal mesmo, operacional. Quem diz que a solução para o coronavírus é home office não sabe que existe uma grande maioria da população brasileira que não trabalha na frente de um computador.”

 

Saúde é direito

A vantagem do Brasil nesse momento de pandemia, segundo Kátia Maia, é o SUS (Serviço Único de Saúde), que é o direito constitucional à saúde para toda a população brasileira. “Hoje, 75% da população depende dele. Nos Estados Unidos não tem isso, por exemplo. Os primeiros casos do coronavírus mostravam que as pessoas tinham que pagar caro para fazer o teste e para ficar em quarentena nos hospitais por lá”, afirma.

Nos casos mais graves da doença, o SUS pode ter dificuldade para absorver a demanda, já que o problema gira em torno da necessidade de respiração artificial, cujos aparelhos são comuns apenas em UTIs e centros cirúrgicos. “Há um limite em qualquer sistema: quantas pessoas você pode atender ao mesmo tempo? Qual é a sua capacidade? É o que está acontecendo na Itália. Lá, não tem respirador e condição de leito para todas as pessoas que estão tendo a forma mais grave da doença.”

Um ponto importante para os especialistas ouvidos por Ecoa é o efeito dos cortes na verba destinada à saúde pelo Governo Federal, que tirou R$ 9 bilhões em recurso em 2019 via emenda constitucional do teto de gastos.

“Em um país como o Brasil, com tamanha desigualdade social, o SUS já funciona sob pressão, porque é uma demanda muito grande. Os números mostram que, mesmo com tanto problema, ele funciona. Agora vai ter uma pressão maior. E o sistema vem sofrendo com o ajuste fiscal”, analisa Maia. Tanto é que o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, pediu R$ 5 bilhões para lidar com o coronavírus.

A assistente social Isabel Bernardes concorda. “Há um desmonte da seguridade social. Por isso, preferem falar para as pessoas serem mais higiênicas, se preservarem individualmente. O SUS é muito bem capacitado, os profissionais são bons, tem tecnologia, mas falta insumo. Até agora quem teve contato com vírus tem dinheiro para passar por um tratamento em hospitais particulares, mas como as pessoas pobres vão lidar?”. Ela lembra que é preciso um investimento prévio em saneamento básico e tratamento de água, escasso para a população em geral.

Já Izabel Marcílio destaca o sistema de vigilância epidemiológica tradicional no Brasil. “O controle é muito forte, organizado e descentralizado. É anterior ao SUS, e depois foi incorporado ao sistema. Nós temos um programa de vacinação muito bom, reconhecido mundialmente. Isso são fortalezas do Brasil. Por isso, a gente tem conseguido controlar a doença até agora.”

 

 

Por Paula Rodrigues e Rodrigo Bertolotto De Ecoa, em São Paulo

Acesse o site do Ecoa https://www.uol.com.br/ecoa/

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UNICEF e Cesjo lançam projeto para prevenir HIV em adolescentes e jovens de São Luís

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Foi lançado nesta última terça-feira (18) o projeto Viva Melhor Sabendo Jovem – Novos Horizontes, iniciativa do Fundo da Nações Unidas para a Infância (UNICEF), executado pelo Centro Educacional e Social São José Operário (Cesjo), em parceria com a Prefeitura de São Luís. Esta é a 2ª fase do projeto na capital maranhense, voltado para jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos, principalmente aqueles em maior vulnerabilidade da macrorregião da Cidade Operária. A programação contou com distribuição de preservativos e um pocket show do artista ludovicense Ari Sousa.

O objetivo do Viva Melhor Sabendo Jovem – Novos Horizontes é contribuir para prevenir à epidemia de HIV/AIDS e outras IST’s. É um projeto que se denomina livre de preconceitos, que quer abraçar todas as expressões juvenis, independente de gênero, classe, etnia, orientação sexual ou credos religiosos. Nele pretende-se aumentar as ações de testagem e diagnóstico do HIV e outras IST e vincular os casos diagnosticados ao tratamento, manter o tratamento continuado dos casos de HIV e tratar adequadamente os casos de sífilis, e implementar ações de Prevenção Combinada para diminuir novas infecções.

É protagonizado por jovens de mais de 20 bairros que compõem a macrorregião, sendo eles: Apaco, Cidade Olímpica, Cidade Operária, Conjunto Alexandra Tavares, Geniparana, Jardim América, Jardim das Palmeiras, Recanto dos Pássaros, Recanto dos Signos, Residencial Ilhéus, Residencial Ivaldo Rodrigues, Residencial Nestor, Residencial Nice Lobão, Residencial José Reinaldo Tavares, Residencial Tiradentes, Santa Clara, Santa Efigênia, Vila América, Vila Janaína e Vila Riod. Estes se tornarão mobilizadores sociais para atuar em toda cidade, em especial na região onde moram e bairros vizinhos como Tirirical, Jardim São Cristóvão, Maiobinha, Vila Flamengo e Vila Cafeteira.

Para atingir o impacto social esperado, o projeto tem realizado articulações no território de atuação, com capacitações e sensibilização de parceiros. O intuito é formar uma rede junto ao poder público e comunitário para criar estratégias no enfrentamento contra o avanço do HIV e outras ISTs, além da troca de experiências. A próxima etapa selecionará os jovens mobilizadores das comunidades locais que serão capacitados em temas como Prevenção e desestigmatização do HIV/Aids e outras ISTs, Sexualidade, Gêneros sexuais e comunidade LGBTQIA+, Resolução de conflitos intrafamiliares, Saúde mental, Uso abusivo de drogas, Enfrentamento ao racismo/homofobia/violência contra mulher, gravidez na adolescência, abordo, feminismo e violências.

Os mobilizadores serão multiplicadores que atuarão em locais de garantia dos direitos e controle social, como postos de saúde, escolas e outros espaços que ocupam, além de atuar em Hot Sports Itinerante em locais de grande concentração de pessoas, espaços de circulação pública, grupos comunitários, unidades de cumprimento de medidas socioeducativas, e outras organizações para tirar dúvidas, auxiliar o profissional da saúde na testagem de fluído oral, encaminhar e acompanhar o tratamento dos jovens diagnosticados nas ações do projeto, oferecer serviços de saúde a jovens e adolescentes para diminuir novas infecções de HIV e outras IST, assim como chamá-los para aderir ao VMSJ – Novos Horizontes.

Prefeito Edivaldo entrega Centro de Saúde reformado na Cohab

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O prefeito Edivaldo entregou, nesta segunda-feira (17), o Centro de Saúde Genésio Ramos Filho, no bairro da Cohab. A unidade é a sexta a ser entregue totalmente reformada e ampliada pela Prefeitura de São Luís em três meses. A ação integra o Projeto Municipal de Qualificação, Articulação e Fortalecimento da Atenção Básica, desenvolvido pela Secretaria de Saúde (Semus), e contemplará ao todo 14 unidades da rede municipal.

Acompanhado da primeira-dama Camila Vasconcelos, o prefeito Edivaldo destacou os avanços contabilizados no atendimento à atenção básica. “Esse é mais um passo importante que damos dentro da nossa meta de tornar o sistema de saúde municipal cada vez melhor, eficiente, humanizado e capaz de alcançar um número cada vez maior de pessoas que necessitam da nossa atenção”, declarou.

Com a reforma, a unidade – que atende aproximadamente 1,2 mil pessoas por mês – dobrará a capacidade de atendimentos, que serão ampliados com quatro equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e por uma equipe de serviços odontológicos. A unidade disponibilizará serviços de clínica médica e acompanhamento pré-natal.

Além dos sete consultórios agora totalmente reformados e climatizados, as obras na unidade contemplaram também a instalação de rampas de acesso para pessoas com limitações físicas, banheiros específicos para deficientes físicos, climatização de todos os espaços, troca de instalações elétricas e hidráulicas, sinalização das salas, pintura, além da aquisição de materiais, dentre outros serviços. Com a reforma, o Genésio Ramos Filho também oferecerá à comunidade o serviço do teste do pezinho e, nos próximos meses, os testes da linguinha e da orelhinha.

A nova unidade conta ainda com uma ampla sala de vivência para expansão do serviço de acolhimento à pessoa idosa, e recuperação dos espaços para vacinação, entrega de medicamentos (Farmácia Básica) e nebulização.

Segundo a titular da Semus, Helena Duailibe, a reorganização do modelo de saúde é uma estratégia de melhoria da medicina preventiva. “É nas unidades básicas que prestamos o atendimento primário. É aqui que as pessoas procuram para tratar suas diabetes, controlar sua pressão arterial, tomar suas vacinas. Reforçando a medicina preventiva, evitamos consideravelmente as internações e os agravamentos de doenças”, explicou Helena Duailibe.

Após descerrar a placa de reinauguração, o prefeito enfatizou que as melhorias nas unidades básicas estão sendo acompanhadas por uma série de outras medidas, para reestruturação do atendimento na capital, a exemplo dos serviços de reforma e ampliação do Hospital da Criança e dos Socorrões I e II.

Edivaldo destacou ainda as parcerias efetivas que o município fará com o próximo governo do estado em favor da saúde municipal. “Pela primeira vez, teremos um governador amigo da cidade, governando de mãos dadas conosco, e isso nos dá ótimas perspectivas de firmarmos parcerias importantes pelo bem dos cidadãos ludovicenses”, frisou o prefeito.

A solenidade de entrega do Centro de Saúde Genésio Ramos Filho, foi acompanhada pelo vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB), além dos secretários municipais José Cursino (Planejamento), Andréia Lauande (Criança e Assistência Social) e Robson Paz (Comunicação).