A Feirinha São Luís recebe, neste domingo (3), uma edição especial com o festival Brisa Alternativa, que leva música, economia criativa e experiências culturais à Praça João Lisboa, no Centro Histórico da capital maranhense. Com início às 9h e entrada gratuita, a programação reúne artistas da cena alternativa local, feira de vinil, gastronomia, artesanato e exposições culturais.
O cantor e compositor, Josias Sobrinho.
Integrado à agenda da feirinha, o Brisa Alternativa se insere como uma proposta de valorização da música autoral maranhense, ampliando a Feirinha São Luís como vitrine da produção musical local. O projeto é realizado em parceria com a Brisa Discos, a Secretaria Municipal de Cultura de São Luís e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, órgãos vinculados à Prefeitura de São Luís, reforçando o papel das políticas públicas na promoção da cultura e no fortalecimento da economia local.
A cantora e compositora, Klicia.
Mais do que um festival, o Brisa Alternativa propõe a ocupação afetiva do Centro Histórico, democratizando o acesso à arte e fortalecendo a música como ferramenta de transformação social e de afirmação da identidade cultural maranhense.
O cantor e compositor, Lucas Parreão.
Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações que transitam entre MPB, música regional, rock e reggae, refletindo a pluralidade da produção cultural do estado. A programação tem início às 9h, com discotecagem, e segue com shows ao vivo:
09h – DJ Alladinv 10h – Josias Sobrinho 11h – Lucas Parreão e Rose Maranhão 12h – Klicia 13h – Victor Cena 14h – Basttardz
Além dos shows, o evento contará com a Feira do Vinil, das 10h às 15h, com venda de discos e raridades. A Feirinha São Luís também reúne gastronomia regional, produtos agroecológicos, artesanato, exposições visuais e serviços ao público por meio do programa Saúde na Feirinha.
A banda Basttardz
Consolidada como política pública de ocupação do Centro Histórico, a Feirinha São Luís estimula o turismo e fortalece a economia criativa, reunindo semanalmente produtores, artistas e empreendedores locais em um espaço de convivência, geração de renda e valorização da cultura popular.
A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), lançou, nesta quinta-feira (30), o Passaporte Patrimônio Cultural – Centro Histórico de São Luís Patrimônio Mundial, durante uma solenidade marcada pela valorização em torno do patrimônio histórico. A ação integra o Programa Continuado de Educação Patrimonial “O Patrimônio nas Escolas”, política pública consolidada do Município desde 2022.
“Meu primeiro emprego foi com cultura popular, com patrimônio. Aprendi a amar a cultura do meu estado, da cidade que me acolheu. Foi a educação em torno da cultura e do patrimônio que me fizeram ter uma visão muito mais ampla de pertencimento, de identidade. Com o lançamento desse passaporte, mais uma ação do Projeto Patrimônio nas Escolas, que já é referência para o Brasil todo, São Luís passa a ser mais do que um museu a céu aberto e vai se tornar uma sala de aula a céu aberto. Nosso objetivo principal é cultivar uma geração de preservadores, de amantes do patrimônio histórico, porque quando a gente se sente pertencente, a gente protege”, declarou a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda.
O Programa Continuado de Educação Patrimonial “O Patrimônio nas Escolas” já alcança mais de 100 unidades e cerca de 40 mil estudantes da rede municipal de ensino, contemplando alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – 2º segmento, promovendo o fortalecimento do sentimento de pertencimento e a valorização do patrimônio cultural da cidade. Como parte integrante do programa, o Passaporte Patrimônio Cultural é um instrumento educativo e interativo que convida os estudantes a explorarem o Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
“A única forma da gente proteger e preservar o patrimônio cultural é através da educação. Não existe outro caminho, porque só a educação tem o poder de transformar a realidade. O passaporte é só um instrumento dentro desse grande programa que é o Patrimônio nas Escolas. Quando os estudantes tiverem o passaporte todo completado, eles irão receber um certificado de guardiões. Cada certificado terá um número, que servirá para fazer um sorteio a cada dois anos, para um estudante fazer uma viagem para um Patrimônio Mundial do Brasil”, explicou a presidente da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico, Kátia Bogéa.
Entrega
Durante a solenidade, foi feita a entrega simbólica dos passaportes aos gestores que representam os sete núcleos da rede municipal de educação. Os passaportes serão distribuídos para todos os estudantes da rede municipal de ensino em suas respectivas unidades escolares.
Na oportunidade, também foi realizada a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com os 20 gestores dos bens culturais parceiros, seguida do recebimento de um kit com os adesivos e o carimbo, instrumentos que irão materializar a experiência junto aos estudantes e acompanhar cada passo dessa jornada pelo Centro Histórico.
Dois ônibus, personalizados com a identidade visual do programa e do Passaporte Cultural, que foram disponibilizados para as escolas participantes, também foram entregues e apresentados aos gestores, estudantes e parceiros, durante a cerimônia. Eles irão possibilitar a viabilização das atividades práticas do projeto. As unidades educacionais poderão agendar o transporte, permitindo que professores levem os estudantes para visitas pedagógicas aos bens culturais.
“Esse é um programa nosso, de São Luís e pensado para a cidade, que conta sua história e fortalece a nossa identidade. Desde que começamos a trabalhar esse programa, as demandas de visitações com aulas estendidas do espaço escolar aumentaram de forma significativa e daí veio a nossa iniciativa de garantir dois ônibus exclusivos para atender a demanda do programa de educação patrimonial, permitindo o atendimento dessa expectativa, dessa vivência e desse aprendizado dos nossos estudantes, professores e gestores escolares. Eu tenho certeza que para cada estudante a oportunidade de sair da escola com seu professor para uma experiência educacional,vivendo a sua cidade, proporcionará momentos inesquecíveis”, destacou a secretária municipal de Educação, Caroline Marques.
Estiveram presentes na solenidade, gestores das 100 unidades educacionais participantes do programa, gestores dos 20 bens culturais que serão visitados pelos estudantes, secretários municipais além de estudantes da rede municipal de ensino.
Passaporte Cultural
O Passaporte Cultural simboliza o fortalecimento de uma política pública que vem transformando a forma como crianças, jovens e educadores se relacionam com sua história e com seu patrimônio cultural.
“Eu estou aqui com o coração cheio de gratidão por essa experiência que vai abrir portas, abrir fronteiras para que eles possam conhecer a nossa cidade na raiz, na identidade como ela realmente funciona, vivenciando quem nós somos e de onde nós viemos”, disse Carla Tavares, gestora da U.E.B. José da Silva Rosa.
Inspirado nos passaportes de viagem, ele convida os estudantes a percorrerem um dos maiores tesouros do Brasil: o Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Iphan e declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.
Ao final de cada visita realizada, os estudantes receberão o carimbo e o adesivo correspondente, reforçando o caráter lúdico e educativo da experiência, construindo uma relação afetiva com os espaços e se tornando agentes ativos na preservação do patrimônio cultural.
“A minha expectativa é muito grande por poder conhecer um pouquinho mais sobre o estado que eu moro e apreciar mais a cultura e o Patrimônio de São Luís”, afirmou Laís Cardoso Martins, estudante do 8° ano da Unidade Integrada Governador Carlos Madeira.
O roteiro do Passaporte contempla 20 bens culturais e pontos emblemáticos do Centro Histórico, entre eles: Casa do Tambor de Crioula, Rua Portugal, Monumento à Diáspora Africana, Complexo Trapiche Santo Ângelo, Museu Nacional do Azulejo, Palácio de La Ravardière, Museu Casa de Nhozinho, Museu do Reggae, Palácio dos Leões, Museu Histórico e Artístico do Maranhão, Fonte do Ribeirão, Fonte das Pedras, Rua do Giz, Centro Cultural Vale Maranhão, Museu de Artes Visuais, Museu da Gastronomia Maranhense, SESI Casarão da Indústria, Praça dos Poetas, Convento das Mercês e Teatro Arthur Azevedo.
Ao contemplarem esses 20 bens culturais e espaços emblemáticos do Centro Histórico, os estudantes terão a oportunidade de vivenciar experiências educativas únicas, que conectam conhecimento, memória e identidade.
“Essa é uma iniciativa muito significativa. O projeto Patrimônio nas Escolas é um trabalho que já vem sendo desenvolvido há um tempo e a gente tem a satisfação e a gratidão das escolas serem contempladas com grandes trabalhos que estão sendo desenvolvidos e têm trazido muito conhecimento da nossa cultura e patrimônio para dentro das nossas escolas, contribuindo muito para o aprendizado dos nossos alunos”, concluiu Maria de Jesus Silva Garcês, gestora da U.E.B. João do Vale, da Estiva.
Evento reúne grupos locais, valoriza o forró de raiz e propõe experiência imersiva com música e dança neste sábado (02).
Forró do Mel
A programação cultural do feriado prolongado do Dia do Trabalho ganha um reforço no Centro Histórico com a realização do Forró sem Tamanco. O evento acontece neste sábado (02), no Tebas Bar Cultural, e aposta na valorização do forró em sua essência, com foco no chamado forró de raiz e na vivência autêntica da cultura nordestina.
A proposta do evento é oferecer ao público uma experiência que vai além do entretenimento, promovendo a conexão com o ritmo tradicional por meio da música e da dança. Em um cenário marcado pela diversidade de estilos, o Forró sem Tamanco se posiciona como uma iniciativa que resgata elementos clássicos do forró, sem abrir mão de uma abordagem contemporânea.
A programação reúne três grupos que representam diferentes expressões da cena local: Forró do Mel, Ellas do Forró e Trio Mulundus. Com forte influência do pé-de-serra, os artistas apostam em repertórios que destacam instrumentos tradicionais como sanfona, zabumba e triângulo, reafirmando a identidade cultural do forró nordestino.
Grupo Ellas do Forró
Entre os destaques, o grupo Ellas do Forró vem se consolidando como uma importante voz feminina dentro do gênero, ao levar ao palco representatividade e protagonismo das mulheres. Para a cantora Iva Lima, integrante da banda, a proposta vai além da música.“Nosso trabalho é também um posicionamento. A gente ocupa o palco mostrando que o forró também é lugar de fala e de protagonismo feminino. É sobre fortalecer outras mulheres e mostrar que elas podem estar onde quiserem, inclusive liderando e fazendo música”, destaca.
Trio Mulundus
Além dos shows, o evento também investe na valorização da dança como elemento central da cultura do forró. O professor de dança de salão Felipe Cristian participa da programação promovendo momentos interativos com o público, incentivando tanto iniciantes quanto praticantes a se integrarem à pista. A iniciativa busca democratizar o acesso à dança, transformando o espaço em um ambiente coletivo de aprendizado e troca cultural.
Realizado no Tebas Bar Cultural, no Centro Histórico, o evento também reforça a importância dos espaços culturais independentes na dinamização da cena artística de São Luís. Esses ambientes têm se consolidado como pontos de resistência e valorização das manifestações culturais nordestinas. Mais do que um evento musical, o Forró sem Tamanco se apresenta como uma alternativa qualificada de lazer durante o feriado, conectando tradição, identidade e contemporaneidade em uma experiência cultural completa.
SERVIÇO
Evento: Forró sem Tamanco
Local: Tebas Bar Cultural – Rua do Ribeirão, 140 – Centro Histórico de São Luís
Data: 02 de maio (sábado)
Horário: A partir das 19h
Ingressos: À venda no local e pelo WhatsApp (98) 98720-7652
o reúne grupos locais, valoriza o forró de raiz e propõe experiência imersiva com música e dança neste sábado (02)
A programação cultural do feriado prolongado do Dia do Trabalho ganha um reforço no Centro Histórico com a realização do Forró sem Tamanco. O evento acontece neste sábado (02), no Tebas Bar Cultural, e aposta na valorização do forró em sua essência, com foco no chamado forró de raiz e na vivência autêntica da cultura nordestina.
A proposta do evento é oferecer ao público uma experiência que vai além do entretenimento, promovendo a conexão com o ritmo tradicional por meio da música e da dança. Em um cenário marcado pela diversidade de estilos, o Forró sem Tamanco se posiciona como uma iniciativa que resgata elementos clássicos do forró, sem abrir mão de uma abordagem contemporânea.
A programação reúne três grupos que representam diferentes expressões da cena local: Forró do Mel, Ellas do Forró e Trio Mulundus. Com forte influência do pé-de-serra, os artistas apostam em repertórios que destacam instrumentos tradicionais como sanfona, zabumba e triângulo, reafirmando a identidade cultural do forró nordestino.
Entre os destaques, o grupo Ellas do Forró vem se consolidando como uma importante voz feminina dentro do gênero, ao levar ao palco representatividade e protagonismo das mulheres. Para a cantora Iva Lima, integrante da banda, a proposta vai além da música.“Nosso trabalho é também um posicionamento. A gente ocupa o palco mostrando que o forró também é lugar de fala e de protagonismo feminino. É sobre fortalecer outras mulheres e mostrar que elas podem estar onde quiserem, inclusive liderando e fazendo música”, destaca.
Além dos shows, o evento também investe na valorização da dança como elemento central da cultura do forró. O professor de dança de salão Felipe Cristian participa da programação promovendo momentos interativos com o público, incentivando tanto iniciantes quanto praticantes a se integrarem à pista. A iniciativa busca democratizar o acesso à dança, transformando o espaço em um ambiente coletivo de aprendizado e troca cultural.
Realizado no Tebas Bar Cultural, no Centro Histórico, o evento também reforça a importância dos espaços culturais independentes na dinamização da cena artística de São Luís. Esses ambientes têm se consolidado como pontos de resistência e valorização das manifestações culturais nordestinas. Mais do que um evento musical, o Forró sem Tamanco se apresenta como uma alternativa qualificada de lazer durante o feriado, conectando tradição, identidade e contemporaneidade em uma experiência cultural completa.
SERVIÇO
Evento: Forró sem Tamanco
Local: Tebas Bar Cultural – Rua do Ribeirão, 140 – Centro Histórico de São Luís
Data: 02 de maio (sábado)
Horário: A partir das 19h
Ingressos: À venda no local e pelo WhatsApp (98) 98720-7652
A força coletiva que transforma o público em parte essencial da tradição cultural de São José de Ribamar.
Quando o som das matracas ecoa e o batalhão entra em cena, uma presença se destaca no meio da multidão: o vermelho. Espalhado entre corpos, vozes e movimento, ele forma o que já se reconhece como Mancha Vermelha, uma das expressões mais pulsantes ligadas ao Bumba Meu Boi de São José de Ribamar.
Não é apenas estética. É presença ativa. É o público que deixa de assistir e passa a sustentar, junto, a força do boi.
O boi que nasce na força da comunidade
O Boi de Ribamar surge na década de 1970, no município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. Inserido em um território de forte tradição popular, o grupo se constrói a partir da vivência comunitária, com presença marcante nas ruas, nos ensaios e nas apresentações do ciclo junino.
Com o tempo, tornou-se uma das principais referências do sotaque de matraca, mantendo uma relação direta com o público e com o território onde nasceu.
Fé, cultura e identidade
São José de Ribamar é mais do que cenário. É parte da essência.
Cidade balneária, marcada pela influência marítima e pela cultura pesqueira, Ribamar é também um dos principais polos de fé do Maranhão. Ao longo do ano, recebe visitantes de diversas regiões que chegam para pagar promessas, renovar devoções e reverenciar o santo padroeiro.
Nesse mesmo espaço, a cultura popular acontece com a mesma intensidade. Fé e tradição caminham juntas. Quem chega pela devoção encontra também o boi. E quem vem pelo boi acaba atravessado por esse ambiente de espiritualidade, acolhimento e pertencimento.
João Chiador: memória viva da tradição
Entre os nomes fundamentais dessa trajetória está João Chiador.
Cantador marcante, ele foi uma figura central na construção da identidade do Boi de Ribamar por meio das toadas. Seu trabalho ajudou a organizar a narrativa do batalhão, consolidando uma base de memória, ritmo e pertencimento que permanece até hoje.
Mesmo após sua partida, sua influência segue presente, atravessando gerações e sustentando a forma como o boi se reconhece e se apresenta.
Mancha Vermelha: presença que transforma
A Mancha Vermelha nasce da relação direta entre o boi e o seu público.
Ela funciona como um coletivo de apoio que acompanha o batalhão em ensaios, cortejos e apresentações. O que a define é a forma como ocupa o espaço. O vermelho se espalha, o canto cresce e a energia se intensifica.
A expressão, presente nas toadas, ganha corpo na prática. O público se reconhece nessa identidade e passa a agir de forma conjunta, criando um efeito visual e emocional que marca cada apresentação.
Quem organiza essa força
A Mancha Vermelha é conduzida por Robson Silva e Wendel, responsáveis por articular e mobilizar esse grupo.
A atuação deles fortalece a presença do coletivo nos eventos e mantém viva essa rede de apoio que acompanha o Boi de Ribamar ao longo do tempo.
Tradição que segue em movimento
O que a Mancha Vermelha evidencia é a continuidade da cultura popular em novas formas.
A base construída ao longo das décadas permanece firme, enquanto novas gerações ampliam essa presença com outras formas de participação, inclusive nas redes e na ocupação dos espaços públicos.
Não há ruptura. Há permanência com renovação.
Mais que público, parte do espetáculo
O Boi de Ribamar não acontece sozinho. Ele é feito também por quem acompanha, por quem canta e por quem ocupa o espaço.
A Mancha Vermelha traduz essa presença coletiva.
É o público que vira presença. É a multidão que vira potência. É a cultura acontecendo de dentro para fora.
E em São José de Ribamar, entre a fé, o mar e a tradição, essa experiência ganha um significado ainda mais profundo.
O grupo, que une a devoção ao santo junino, já dita o ritmo da temporada e atrai os olhares do público maranhense.
São Luís, MA. O clima junino já começou a pulsar mais forte na capital maranhense. Movido por uma promessa genuína a São João e por uma paixão inabalável pela cultura popular, o BoiMelodia deu o pontapé inicial na sua temporada de ensaios para o São João 2026. Trazendo todo o encanto e a musicalidade marcante do sotaque de orquestra, o grupo já demonstra, com toadas inéditas e uma batida contagiante, que vem com força total para a temporada deste ano.
A excelência e a maturidade cênica que o BoiMelodia apresenta logo nos primeiros ensaios não acontecem por acaso. O grupo carrega uma trajetória única de formação e amadurecimento que o diferencia. Antes mesmo de vestir sua indumentária oficial e ganhar as ruas, o boiserviu como base de formação cultural dentro da Círculo de Luz, Cia de Artes, respeitada instituição com 17 anos de fomento à cultura no Maranhão.
Durante anos, o Melodia funcionou como um verdadeiro laboratório cultural e social. Vários alunos contemplados foram forjados em intensas oficinas de expressão corporal, atuação, moda e costura. A promessa sagrada feita ao santo, agora, ganha a forma de um espetáculo do auto do bumba meu boi de altíssimo nível.
Essa bagagem técnica, aliada à devoção, se traduz em inovação. Os ensaios abertos já revelam a energia das novas toadas e o forte apelo visual de setores como o batalhão de Índias, que promete levar coreografias vibrantes e muita beleza para as apresentações.
Com tamanho preparo e uma história que funde educação artística com tradição folclórica, o clima não poderia ser outro: o povo e a mídia especializada já estão na maior expectativa. Há um sentimento unânime de espera para ver toda a grandiosidade, a força e a emoção do BoiMelodia brilhando e arrastando multidões pelos arraiais de todo o estado neste São João.
Com alta demanda e presença de fãs de fora do estado, show no Castelão reforça o protagonismo de São Luís na rota dos grandes espetáculos internacionais
A contagem regressiva já começou e a expectativa só aumenta: o show do Guns N’ Roses em São Luís, marcado para o dia 21 de abril, no Estádio Castelão, chega cercado de números impressionantes e consolida o evento como um dos maiores do ano no Brasil.
A nova turnê da banda, intitulada Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things, já demonstra sua força logo nas primeiras semanas. Com nove apresentações programadas pelo país, mais de 200 mil ingressos foram vendidos, considerando apenas as praças operadas pela Bilheteria Digital, dados revelados recentemente por Guilherme Feldman, CEO da BD ao Portal PopLine.
Com os shows em andamento, esse número já ultrapassa 218 mil ingressos comercializados, com ticket médio de R$ 551,80, reforçando o enorme interesse do público brasileiro. O levantamento não inclui apresentações fora desse circuito, o que amplia ainda mais a dimensão do fenômeno.
Outro dado que chama atenção é o deslocamento dos fãs. Em média, 52,5% do público vem de fora das cidades onde os shows acontecem, sendo 11,5% de outros estados. Em São Luís, o cenário também se destaca: 14,2% do público é formado por fãs de fora do estado, consolidando a capital maranhense como destino de grandes eventos e fortalecendo o turismo de entretenimento.
Para o produtor local da 4Mãos Entretenimento, Marcelo Aragão, o impacto vai além do espetáculo. “É um evento que movimenta toda a cidade. Existe uma procura muito forte, inclusive de pessoas de outros estados, o que fortalece São Luís como rota de grandes shows e gera impacto positivo na economia, no turismo e na rede de serviços”, destaca.
Além da atração principal, o evento contará com a abertura da banda Raimundos, um dos grandes nomes do rock nacional, conhecida por sucessos que marcaram gerações e prometem aquecer o público antes da entrada do Guns N’ Roses.
A programação do dia já está definida: os portões abrem às 16h, o show do Raimundos começa às 18h30, e o Guns N’ Roses sobe ao palco às 20h, em uma noite que promete entrar para a história de São Luís. O acesso ao evento será pela Av. dos Franceses e Av. João Pessoa e os estacionamentos do Estádio Castelão estarão abertos ao público.
SERVIÇO
Guns N’ Roses em São Luís Turnê: Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things
Banda de abertura: Raimundos
Data: 21 de abril de 2026 (terça-feira – feriado) Local: Estádio Governador João Castelo (Castelão) – São Luís
Abertura dos portões: 16h
Raimundos: 18h30 Guns N’ Roses: 20h
Setores: • Setor 2 & 3 e 5 & 6, Cadeira Coberta, Camarote, Área Vip e FrontStage
Classificação Indicativa: • 14 anos • Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais • De 16 a 17 anos com responsável ou autorização
Espaço Experience (18+):
Serviço premium com whisky 12 anos, vodka importada, gin, cerveja, água e refrigerante, além de open food com pastas, frios, massas, pizzas, sanduíches e snacks. Acesso ao show pelo Front Stage.
Ingressos:
• Loja física: 4Mãos Store – São Luís Shopping (sem taxa de conveniência)
Ao todo, serão 05 selecionados nacionais para residências artísticas entre junho e outubro de 2026, com ações de sustentabilidade e acessibilidade no espaço.
SÃO LUÍS – Celebrar uma década dedicada à cultura e à produção contemporânea no Maranhão, como um espaço independente que se consolidou enquanto elo entre a produção artística local e o circuito nacional e internacional. Esse é o tom do ano de 2026 para o Chão SLZ, projeto artístico maranhense localizado em São Luís, que completa dez anos em grande estilo: com aprovação no Programa de Ações Continuadas/Artes Visuais, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e abertura de uma residência artística, intitulada “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, para cinco iniciativas nacionais individuais.
O Chão SLZ é um dos principais projetos culturais realizados no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, com impacto e relevância no cenário artístico maranhense, nordestino e, também, brasileiro. Reconhecido como Ponto de Cultura desde 2024, tem sido um importante articulador entre a produção maranhense e os circuitos nacional e internacional, promovendo formação, experimentação e intercâmbio.
O projeto comemorativo de dez anos prevê uma série de ações estruturantes e programáticas. Entre elas, estão: ações de acessibilidade, incluindo adaptação do banheiro, construção de rampa de acesso, instalação de sinalização acessível, formação da equipe e realização de atividades educativas voltadas à acessibilidade comunicacional e atitudinal.
Além disso, entre as novidades, está a implementação de medidas de sustentabilidade ambiental, elaboração e implementação de protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, sexual e à violência de gênero e a criação de um Laboratório de Gestão, que reunirá gestores do Chão e redes de artistas e instituições locais parceiras, para trocas de experiências e construção de estratégias futuras.
Durante o “Chão SLZ – 10 anos”, o espaço terá abertura e funcionamento diário ao longo do período do projeto, garantindo continuidade das atividades, acesso público e consolidação como espaço ativo no Centro Histórico de São Luís.
A programação será desenvolvida ao longo de 10 meses, articulando formação, criação, debate público e fortalecimento institucional, reafirmando o compromisso do Chão com inclusão, equidade de gênero e sustentabilidade.
Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro
Outro destaque da programação de 10 anos do Chão SLZ é a realização de 5 (cinco) residências artísticas, por meio da chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, compreendendo o território não apenas como espaço geográfico, mas como campo simbólico, político, afetivo e histórico.
As residências acontecem no período de 15 dias ininterruptos para o desenvolvimento de pesquisa dos selecionados e o desenvolvimento de ações formativas, e são voltadas para artistas, curadores(as), pesquisadores(as) e profissionais da cultura, brasileiros(as) ou residentes no Brasil há mais de 4 anos.
A seleção considerará a consistência conceitual da proposta, sua relação com o território, o potencial de pesquisa e experimentação e a realização de uma oficina durante a residência. Não são elegíveis participantes de residências anteriores do programa, e os(as) candidatos(as) devem ter mais de 18 anos, sem limite máximo de idade.
As inscrições podem ser realizadas a partir desta segunda-feira, dia 6 de abril, com prazo final até o dia 06 de maio, às 23h45 (horário de Brasília). Os interessados devem acessar o formulário oficial, por meio do link disponível no linktree do Chão SLZ: https://linktr.ee/CHAOSLZ.
A residência é acessível, pessoas com deficiência (PCD) podem se inscrever. Cada selecionado receberá uma bolsa no valor total de R$5.000,00 (cinco mil reais), além de acompanhamento de pesquisa com articuladores locais e passagem aérea ou terrestre (ida e volta).
Chão SLZ
O Chão SLZ é um espaço independente localizado no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, fundado em 2015 por artistas, curadores e gestores culturais, e hoje coordenado por Dinho Araujo, Camila Grimaldi, Samantha Moreira e Thadeu Macedo. Dedica-se à formação não convencional e à pesquisa em cultura visual e contemporânea, por meio de programação contínua que inclui debates, oficinas, exposições, residências, publicações e encontros comunitários.
Situado em área reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Chão SLZ está inserido em um território de forte densidade histórica e simbólica. O espaço estabelece pontes entre práticas contemporâneas e manifestações tradicionais, atuando como plataforma de encontro, experimentação e articulação com artistas, moradores, coletivos e agentes culturais.
Para mais informações sobre a comemoração de dez anos do Chão SLZ, da chamada aberta e do formulário de inscrição, acesse o Instagram oficial do espaço, por meio do link: https://www.instagram.com/chaoslz/.
Serviço
O quê: projeto “Chão SLZ – 10 anos” + chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”;
Quando: inscrições para a residência artística “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, de 6 de abril a 6 de maio;
Inscrições: por meio de formulário on-line, disponível no linktree do Chão SLZ: https://linktr.ee/CHAOSLZ
O artista Fernando de Iemanjá apresenta ao público ludovicense o seu mais novo trabalho autoral, o álbum “Encantaria”, em um show especial que acontece no próximo dia 18 de abril, a partir das 20h, no bairro da Madre Deus, em São Luís.
Ao lado do grupo Samba de Terreiro, o artista sobe ao palco do Boteco Ladeira Prime para um espetáculo que vai além da música: uma vivência que conecta espiritualidade, tradição e identidade cultural.
Com forte influência das religiões de matriz africana, “Encantaria” mergulha em referências como o Tambor de Mina e outras expressões ligadas às encantarias maranhenses, trazendo à cena elementos que dialogam diretamente com a memória e a resistência do povo negro no estado.
O repertório do álbum percorre faixas que evocam entidades, ancestralidade e territorialidade, como “Saudação à Iemanjá”, “Pombagira Cigana”, “Xangô Menino” e “Meu Pai Oxalá”, reforçando a proposta espiritual e estética do projeto.
Além do show, a noite contará com gravação audiovisual, consolidando o lançamento como um marco na trajetória de Fernando de Iemanjá.
“É um trabalho que nasce da fé, da vivência e do respeito aos nossos ancestrais. ‘Encantaria’ é mais que música, é energia, é presença, é memória viva”, destaca o artista.
A entrada será gratuita, mediante inscrição prévia, respeitando a capacidade do espaço.
Serviço
Evento: Show de lançamento do álbum Encantaria
Artista: Fernando de Iemanjá & Samba de Terreiro
Data: 18 de abril
Horário: A partir das 20h
Local: Boteco Ladeira Prime – Rua São Pantaleão, Madre Deus (em frente aos Correios), São Luís – MA
O Sesc abre as cortinas para mais uma edição do Sesc Circo 2026, trazendo uma programação vibrante e cheia de encantamento para todas as idades. Entre os meses de março e abril, o público está convidado a mergulhar no universo mágico do circo, com espetáculos, oficinas e performances que prometem divertir e emocionar toda a família.
A programação começa em março com o espetáculo “Asfalto”, da Trupe Raiz do Circo (DF/RJ), que será apresentado no Teatro Sesc no dia 24, em duas sessões, às 10h e 15h. Com classificação livre e duração de 60 minutos, a entrada será solidária: basta levar 1kg de alimento não perecível e trocar pelo ingresso na bilheteria meia hora antes da sessão escolhida.
Com uma dramaturgia inspirada nos espetáculos de rua latinos, o espetáculo Asfalto foi criado ao longo de dois anos e traz para o centro do picadeiro dois palhaços acrobatas, punks apaixonados, dispostos ao jogo e ao risco. A obra mistura números de acrobacia, dança, música, sapateado, malabares e pernas de pau, regidos por diversos ritmos como o rock, o funk, o hip hop, o forró e até mesmo música clássica.
Além dos espetáculos, o público também poderá participar de diversas oficinas que estimulam a criatividade e o movimento. A oficina LAB Pernalta, voltada para crianças a partir de 8 anos, acontece de 25 a 27 de março, das 9h às 12h. Já para jovens e adultos a partir de 14 anos, a versão avançada será realizada no mesmo período, das 15h às 18h, no Sesc Deodoro. Também há atividades voltadas para alunos de escolas públicas, como oficinas de pernalta, mágica e acrobacia em solo.
Em abril, a programação segue com novas atrações. O espetáculo “Fora de Órbita”, da Caravana Tapioca (SP), será apresentado nos dias 24 e 25, às 15h, no Teatro Sesc, com classificação livre e acessibilidade em Libras. Já no dia 29, o público poderá conferir a performance “Um Dia de Clown”, do grupo Pé de Palhaço Criações (MA), no Sesc Comunidade.
No espetáculo paulista “Fora de Órbita”, um palhaço, cansado da vida na terra, resolve construir um foguete e partir pra lua. Entre malabarismos com planetas e encontros com extraterrestres, o artista interage com o público a partir de suas ações, buscando trazer uma reflexão sobre nossa jornada na Terra e o desejo de conquistar outros mundos.
As oficinas continuam ao longo do mês, com destaque para a Oficina de Palhaçaria e a atividade de Introdução à Mímica Corporal Dramática, proporcionando experiências únicas para quem deseja se aventurar no universo circense.
O Sesc Circo 2026 é um convite aberto para que famílias inteiras compartilhem momentos de alegria, aprendizado e imaginação. Uma oportunidade especial de vivenciar a arte do circo de perto, valorizando a cultura e o encontro entre gerações.
PROGRAMAÇÃO – SESC CIRCO
MARÇO
Espetáculo Asfalto – Trupe Raiz do Circo (DF/RJ) 📅 Data: 24/03 (terça-feira) 🕒 Horário: 10h/15h (duas sessões) 📍 Local: Teatro Sesc
Classificação: LIVRE
Duração: 60 min
Entrada: 1kg de alimento não perecível
Oficina LAB Pernalta para crianças – Trupe Raiz do Circo (DF/RJ) 📅 Datas: 25 a 27/03 (quarta a sexta-feira) 🕘 Horários: 09h às 12h 🎯 Público-alvo: a partir de 8 anos (iniciante) 📍 Local: Sesc Deodoro (Sala de Dança / Área de Vivência)
Oficina LAB Pernalta para jovens e adultos – Trupe Raiz do Circo (DF/RJ)
📅 Datas: 25 a 27/03 (quarta a sexta-feira) 🕘 Horários: 15h às 18h 🎯 Público-alvo: a partir de 14 anos (avançado) 📍 Local: Sesc Deodoro (Sala de Dança / Área de Vivência)
Oficina LAB Pernalta – Trupe Raiz do Circo (DF/RJ) 📅 Data: 23/03 (segunda-feira) 🕘 Horário: 09h às 11h 🎯 Público-alvo: alunos de escolas públicas 📍 Local: Sesc Comunidade / Raposa
Oficina de mágica – Jeif Karaf (MA)
📅 Data: 25/03 (quarta-feira) 🕘 Horário: 09h às 11h 🎯 Público-alvo: alunos de escolas públicas 📍 Local: Sesc Comunidade / Raposa
Oficina Acrobacia em Solo – Trupe Raiz do Circo (DF/RJ) 📅 Data: 27/03 (sexta-feira) 🕘 Horários: 09h às 11h 📍 Local: Sesc Deodoro (Sala de Dança / Área de Vivência)
ABRIL
ESPETÁCULO Fora de Órbita – Caravana Tapioca (SP) 📅 Datas: 24 e 25 de abril (sexta e sábado) 🕘 Horário: 15h 📍 Local: Teatro Sesc Classificação: livre Acessibilidade: Libras
PERFORMANCE Um Dia de Clown – Pé de Palhaço Criações (MA) 📅 Data: 29 de abril (quarta) 🕘 Horário: 09h 📍 Local: Sesc Comunidade / Raposa Classificação: livre
OFICINAS
Oficina de Palhaçaria – Caravana Tapioca (SP)
📅 27 de abril (segunda) 🕘 09h às 11h 📍 Local: Sesc Comunidade / Raposa
📅 28 a 30 de abril (terça a quinta) 🕘 09h às 12h – 📍 Sala de Dança do Sesc Deodoro 🕘 15h às 18h – 📍 CACEM
Introdução à Mímica Corporal Dramática – Pé de Palhaço Criações (MA) 📅 Data: 29 de abril (quarta-feira) 🕘 Horário: 09h30 às 11h30 📍 Local: Sesc Comunidade / Raposa
O cantador de bumba meu boi de matraca, Hony Espetacular, está de volta ao Bumba Meu Boi de Ribamar, conhecido como “o pai da malhada”. Após passagem pelo Boi do Tremor da Campina na temporada de 2025, o artista retorna à casa onde construiu uma trajetória marcante e uma forte identificação com o público.
O retorno já vinha sendo aguardado e agora foi oficializado com a assinatura de contrato para a temporada 2026, movimentando os bastidores da cultura popular maranhense.
Natural de Icatu (MA), do povoado Itapera, Hony iniciou sua trajetória ainda criança, aos 10 anos, no boi mirim. Com talento evidente desde cedo, passou por grupos como o Boi de Itapera e o Boi da Pindoba, até chegar ao Boi de Ribamar, onde se consolidou como um dos grandes nomes da manifestação.
Inspirado pelo mestre João Chiador, o cantador carrega em sua voz a tradição e a emoção do bumba meu boi, com toadas marcantes e presença de palco que conquistam o público.
De volta ao grupo, Hony destaca a alegria de retornar ao Boi de Ribamar e reforça a ligação afetiva com o batalhão, além da energia única que o boi proporciona.
A expectativa é de que o artista chegue para somar ainda mais à temporada 2026, fortalecendo o Boi de Ribamar e reafirmando seu protagonismo na cultura popular do Maranhão.