Saiba quem é Fernando Sarney, nomeado interventor após afastamento de Ednaldo Rodrigues da CBF

Mais antigo na instituição, empresário dono de conglomerado midiático atuou nas gestões de Ricardo Teixeira a Rogério Caboclo na entidade.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) de afastar Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, nesta quinta-feira, também faz o vice Fernando Sarney, de 70 anos, assumir o cargo para ser o interventor que realizará as eleições para um novo nome na presidência. Membro do Comitê Executivo da Fifa, ele ocupará o cargo por ser o mais antigo da instituição.

Filho do ex-presidente da República José Sarney e proprietário do Sistema Mirante de Comunicação — conglomerado de emissoras de rádio e televisão no Maranhão —, o empresário nascido em São Luis do Maranhão atuou nos bastidores da CBF durante diferentes gestões.

Ele está na entidade desde 1998 e é vice-presidente desde 2004. Sarney também atuou nas administrações de Ricardo Teixeira (presidente de 1989 a 2012), José Maria Marin (de 2012 a 2015) e Marco Polo Del Nero (2015). Quando o escândalo de corrupção que terminou com a prisão de Marín explodiu, Del Nero pediu desligamento como representante da Conmebol no Comitê Executivo de Fifa e indicou Sarney para o cargo. 

Em 2021, o empresário já havia tido a oportunidade de assumir a presidência da CBF, quando Rogério Caboclo, sucessor de Del Nero, foi afastado. No entanto, ele recusou a oportunidade. 

Ele tem dois irmãos, Roseana Sarney e José Sarney Filho, ambos políticos, assim como o pai. Conhecido nos bastidores, em 2022 ele ficou mais exposto por uma fala na Copa do Mundo, ao dizer que torceria para a seleção argentina após a desclassificação do Brasil.

— A América do Sul tem que manter a unidade. Na hora da decisão, todos somos Argentina. Eu pessoalmente torço para a Argentina na decisão do Mundial, tomara que ela chegue à final e que traga esse título para a América do Sul — disse o então vice-presidente da CBF, que representava a entidade em um evento, organizado pela Conmebol, em Doha, no Catar.

Afastamento de Ednaldo

De acordo com fontes ouvidas pelo blog do Diogo Dantas (O Globo), a argumentação para a decisão do TJ-RJ considera como mais antigo no cargo os vices da época do presidente Rogério Caboclo, já que, para a Justiça, a eleição de Ednaldo foi anulada. Se fosse com base no vice-presidente mais velho, Rubens Lopes, da Federação de Futebol do Rio, assumiria a presidência, aos 79 anos.

A decisão do juiz prevê que Sarney “realize a eleição para os cargos diretivos da CBF, na qualidade de interventor, o mais rápido possível, obedecendo-se os prazos estatutários, ficando a seu cargo, até a posse da diretoria eleita, os poderes inerentes à administração da instituição”, como diz o estatuto da entidade.

“Depois de tanto tempo, com idas e vindas, negociações, alinhamentos políticos e desalinhamentos políticos, admito que soa bastante lógico colocar a responsabilidade pela realização do pleito eleitoral da CBF nas mãos de um dos seus Vice-Presidentes, ainda mais sendo ele o mais antigo na instituição, consoante esclarece o site da entidade”, afirma o juiz.

Madonna leva 1,6 milhão a Copacabana e supera recorde histórico dos Rolling Stones em 2006

Estimativa foi divulgada pela Riotur após o fim do concerto na noite deste sábado

Show de Madonna leva público ao delírio na praia de Copacabana — Foto: Custódio Coimbra / Agência O GLOBO

De acordo com estimativa divulgada pela Riotur na madrugada deste domingo, o show de Madonna em Copacabana atingiu a marca recorde: 1,6 milhão de pessoas foram até a praia mais famosa do Brasil para acompanhar o encerramento da Celebration Tour, que marca os 40 anos de carreira da diva. O número supera o alcançado pelo grupo inglês Rolling Stones, que em 2006, em show da turnê “A Bigger Bang” que reuniu entre 1,2 e 1,5 milhão de acordo com os números divulgados à época. 

A atmosfera de carnaval ou réveillon fora de época tomou o Rio desde a última segunda-feira, quando Madonna chegou para o encerramento da Celebration Tour. Sob a vibração dos preparativos para o megashow histórico, o começo de maio nem de longe lembrou um período de baixa temporada turística: teve inflação nos valores de hospedagem e filas em lojas da Saara para comprar camisas e adereços da diva. E no ápice de ontem, enquanto a cidade inteira se agitava na expectativa de que a rainha do pop subisse ao palco de Copacabana — o que era previsto para perto das 21h30 —, reafirmava-se a vocação carioca para realizar eventos para multidões mesmo em meses não tão tradicionais do calendário festivo. Abril e maio, por exemplo, podem se destacar pelas condições climáticas, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões:

— Temos que aproveitar nosso potencial o ano inteiro. A partir de abril, normalmente já passamos pelo período de mais chuvas, além das temperaturas costumarem ser mais amenas. 

Para intensificar essas oportunidades, dizem autoridades e especialistas, é preciso investir de forma continuada em infraestrutura e logística — de segurança, por exemplo. No caso da vinda de Madonna, o megaespetáculo envolvia mistério até ser divulgado oficialmente, em março. E para realizá-lo, foi montada uma operação complexa em menos de dois meses, incluindo 3,2 mil policiais e drones com reconhecimento facial. 

— O governo do estado fez tudo tendo como base a experiência do réveillon — comentou Gustavo Tutuca, secretário de Turismo do governo estadual, que patrocinou o show junto com a prefeitura e a iniciativa privada.

Como retorno, além da economia contagiada pelo evento e de uma visibilidade para o Rio que custaria milhões em publicidade, até questões comportamentais foram sacudidas pelo desembarque da cantora na cidade. Dias antes do show, o bairro de Copacabana se viu rebatizado como “CopaMadonna”. Suas ruas viraram passarela de admiradores fantasiados. E a Avenida Atlântica trocou o ruído do trânsito pelos hits da estrela mundial. Nessa balada, a poucas horas da apresentação, Madonna usou ontem as redes sociais para provocar os fãs: “Are you ready” (vocês estão prontos?), escreveu ela. Àquela altura, o bairro estava lotado de gente (muitos estrangeiros, inclusive) que respondia que “sim”, já estava no astral para se jogar na pista de dança. 

Natural de Fortaleza e moradora de São Paulo, Donatella Vogue, de 32 anos, estava lá com um maiô roxo, inspirado num look icônico usado pela popstar numa cerimônia do Video Music Awards (VMA) de 2006. 

— É histórico. Sou ator transformista e drag queen. E a gente que trabalha com arte performista tinha que vir. Comecei performando Madonna. Hoje, vim de Madonna — dizia.

Fonte: O Globo

Rio de Janeiro – Irmão de Cláudio Castro é alvo de operação que investiga fraudes em contratos

Vinícius Sarciá Rocha é presidente do Conselho de Administração da Agência estadual de Fomento (Agerio).

Vinícius Sarciá, irmão do governador Cláudio Castro, é alvo de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Sétimo Mandamento. Um dos alvos é o irmão do governador do Rio, Cláudio Castro, Vinícius Sarciá Rocha, de acordo com o g1. A ação tem o objetivo de investigar os crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados na execução dos projetos Novo Olhar, Rio Cidadão, Agente Social e Qualimóvel. As fraudes teriam ocorrido entre os anos 2017 e 2020, nos governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel. Na época Cláudio Castro era vice de Witzel. Pelas informações divulgadas até o momento, o governador não é alvo da ação.

A PF afirma que foram identificados pagamentos de vantagens ilícitas variáveis entre 5% e 25% dos valores dos contratos na área de assistência social, que totalizam mais de R$ 70 milhões. As investigações seguem em sigilo.

Segundo o g1, além de Sarciá, que é presidente do Conselho de Administração da Agência estadual de Fomento (Agerio), também são alvos de buscas Astrid de Souza Brasil Nunes, subsecretária de Integração Sociogovernamental e de Projetos Especiais da Secretaria estadual de Governo, e Allan Borges Nogueira, gestor de Governança Socioambiental da Cedae.

De acordo com as investigações, a organização criminosa se infiltrou nos setores públicos assistenciais sociais do Estado do Rio. A PF afirmou que o grupo fraudou licitações e contratos administrativos, desviou verbas públicas e pagou de propina aos envolvidos nos esquemas criminosos.

Ainda segundo a PF, o grupo obteve vantagens econômicas e políticas indevidas, pois procurou direcionar a execução dos projetos sociais para seus redutos eleitorais, aproveitando-se também da população mais necessitada.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no município do Rio. Policiais federais cumprem ainda sete medidas de afastamento de sigilo bancário e fiscal e seis medidas de afastamento de sigilo telemático.

Com informações de O Globo

Pesquisa da Rede de Observatórios diz que uma pessoa negra foi morta pela polícia a cada 4 horas em oito estados do país no ano passado.

De 3.171 registros de morte analisados pelos pesquisadores que participaram do estudo ‘Pele Alvo: a bala não erra o negro’ que tinham a cor declarada, os pretos eram 2.770 pessoas, ou 87,35% dos mortos.

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) mostra que 1 pessoa negra foi morta por intervenção policial a cada 4 horas em 8 estados do país no ano passado. A pesquisa é da Rede de Observatórios, com base em dados divulgados pelas secretarias de segurança pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

De 3.171 registros de morte analisados pelos pesquisadores que participaram do estudo “Pele Alvo: a bala não erra o negro” que tinham a cor declarada, os pretos eram 2.770 pessoas, ou 87,35%.

A subnotificação da informação racial dos mortos por intervenção policial chamou a atenção dos pesquisadores. Das 4.219 ocorrências vistas por eles, 1 em cada 4 não tinha a informação sobre cor.

“É necessário tomar a letalidade de pessoas negras causada por policiais como uma questão política e social. As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, afirmou a cientista social Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios.

Bahia e Rio de Janeiro lideram

Os estados pesquisados foram Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a Rede de Observatórios tem escritórios.

De todos, a Bahia lidera o número de mortes de pessoas de pele negra, com 1.121. O estado assumiu a liderança do ranking de morte de negros por intervenção do Estado entre 2021 e 2022.

A maioria dos mortos, 74,21% deles, tinha idade entre 18 e 29 anos. Apenas a cidade de Salvador teve a morte de 438 pessoas nestas condições, sendo 394 negras.

Outro dado sobre a Bahia que chamou a atenção é as mortes como fruto da violência policial, que cresceram 300% entre 2015 e 2022.

Quem tinha a maior incidência deste tipo de crime contra negros e caiu para o segundo lugar desde então é o Rio de Janeiro, com 1.042 mortos. Juntos, os dois estados são responsáveis por 66,23% dos óbitos do estudo.

Proporção da população negra e de mortes de pessoas negras decorrentes de intervenção do Estado em 2022

Fonte: IBGE, secretarias de segurança e Rede de Observatórios

Ruan do Nascimento morreu após ser atingido por um tiro de fuzil depois de sair de casa para cortar cabelo em uma barbearia perto de onde morava, na Barreira do Vasco, na Zona Norte do Rio. Ele tinha deficiência intelectual.

A mãe de Ruan, a camareira Bianca Alves Limão, contou que policiais militares entraram atirando na Rua Ricardo Machado pouco antes do jovem de 27 anos ser atingido. 

“Somos negros, pobres e moradores de comunidade. A polícia vem aqui e faz o que faz achando que todos nós somos bandidos, traficantes. Infelizmente, temos que aguentar e pedir a Deus para não ser morto pela polícia. O meu filho foi morto por quem deveria nos proteger”, disse Bianca.

Ruan do Nascimento, de 27 anos, baleado na Barreira do Vasco — Foto: Reprodução Redes Sociais

São Paulo

O estudo mostra que, no Estado de São Paulo, houve uma redução de 48,32% no número de mortes: foram 867 vítimas em 2021 e 419 no ano passado. Destas, 63,90% são negras.

Os pesquisadores atribuem uma queda tão grande a uma política de redução da letalidade aliada ao uso de câmeras corporais.

A capital paulista representa 37,47% do total de casos, com 157 mortes. Santos é a segunda cidade com o maior número de casos, com 16 vítimas.

Subnotificação

A pesquisa da Rede de Observatórios destaca que a letalidade da população negra em casos de violência policial pode ser maior do que a divulgada por conta da subnotificação e pela falta de detalhes sobre raça que de acordo com os estudiosos, acontece principalmente em três estados: Maranhão, Ceará e Pará.

De acordo com o estudo, o Maranhão não inclui esses dados pelo menos desde 2020. No Ceará, os registros foram feitos em apenas 30,26% do total. No Pará, em 33,75%.

No Ceará, ficou constatado que em 69,74% das 152 mortes não foram identificadas informações sobre cor. Nos casos que tinham o dado, 80,43% das mortes foram de pessoas negras e sete de cada dez vítimas tinham entre 18 e 29 anos.

No Pará, a informação sobre raça foi omitida em 66,24% das vítimas. Mas, entre os casos em que é identificada, as pessoas negras representam 93,90% das mortes por intervenção policial.

A capital, Belém, tem o maior número de mortes por intervenção policial, com 83 casos, seguida pela cidade de Parauapebas, com 41.

Vítimas jovens

Em Pernambuco, dos 87 homicídios por intervenção policial foram registrados. Todos os mortos em Recife no ano passado eram negros. A idade chamou a atenção dos pesquisadores pois, 67,03% das vítimas no estado tinham idade entre 12 e 29 anos.

No Piauí, Teresina teve mais da metade das mortes por ação de policiais no estado. EM todo o território piauiense foram 39 mortes analisadas pelo estudo e 22 delas (56,41%) na capital.

No total das mortes, 88,24% eram negras.

(Com informações do portal G1)

Flávio Dino determina que PF acompanhe investigações de assassinatos de médicos no Rio

Um dos médicos mortos é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim. Ministro cogita possibilidade de crime ter motivação política

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou que a Polícia Federal vai acompanhar as investigações sobre as mortes dos médicos no Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (5). Um dos médicos mortos é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSol).

Dino também prestou solidariedade aos deputados Sâmia e Glauber Braga, ambos do PSol. O ministro cogita a possibilidade de o crime ter motivação política. “Em face da hipótese de relação com a atuação de dois parlamentares federais, determinei à Polícia Federal que acompanhe as investigações sobre a execução de médicos no Rio. Após essas providências iniciais imediatas, analisaremos juridicamente o caso. Minha solidariedade à deputada Sâmia, ao deputado Glauber e familiares”.

O presidente Lula também emitiu uma nota de pesar sobre as mortes dos médicos. “Recebi com grande tristeza e indignação a notícia da execução de Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida na orla da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira. As vítimas estavam na cidade para um Congresso Internacional de Ortopedia. Minha solidariedade aos familiares dos médicos e a deputada Sâmia Bomfim e ao deputado Glauber Braga. A Polícia Federal, sob determinação do ministro Flávio Dino, está acompanhando o caso”.

O crime

Testemunhas contaram que um carro branco parou, e 3 homens de preto e armados de pistolas desembarcaram e abriram fogo à queima-roupa. Foram pelo menos 20 disparos.

Câmeras da região registraram o crime. A Polícia Civil do RJ acredita em execução, já que nada foi levado, e os criminosos chegaram atirando.

Entre os mortos está o baiano Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos. Antes do ataque, as vítimas tiraram uma foto e postaram nas redes sociais. Perseu aparece usando uma camisa do Bahia.

Perseu fez Medicina no Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia, onde se formou em 2017. Ele fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no COT Martagão. Ele fazia especialização em andamento em Cirurgia do Pé e Tornozelo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Além deles, também morreu no ataque Marcos de Andrade Corsato, 62 anos, que era diretor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Já o médico Daniel Sonnewend Proença, 32 anos, foi levado com vida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge com pelo menos 3 tiros. Ele seria transferido para uma unidade particular.

Caso Marielle: Dino diz que ‘não há dúvida’ do envolvimento de outras pessoas e que delação fortalece busca por mandantes

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a delação premiada do ex-policial militar Élcio Queiroz trouxe novos elementos para a investigação do Caso Marielle e fundamentou a operação realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira. Ainda de acordo com o ministro, não há dúvidas de que outras pessoas estão envolvidas nos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, cujos mandantes ainda não foram descobertos.

— Sem dúvida, há a participação de outras pessoas, isso é indiscutível. As investigações mostram a participação das milícias e do crime organizado do Rio de Janeiro no crime — afirmou Dino. — Não há crime perfeito. Outras novidades com certeza ocorrerão nas próximas semanas.

O ministro reforçou que a delação de Élcio Queiroz corroborou provas já colhidas na investigação, como o fato de que os disparos foram feitos por Ronnie Lessa, e forneceram elementos que abrem novas frentes para a investigação, iniciada há cinco anos.

— Élcio Queiroz confirmou em delação premiada a participação dele próprio, do Ronnie Lessa e do Maxwell. Temos o fechamento desta fase, com a confirmação de tudo que aconteceu no crime. Há elementos para um novo patamar da investigação, que é descobrir os mandantes. As provas colhidas pela Polícia Federal concluíram de maneira inequívoca da participação do Ronie Lessa, do Élcio de Queiroz e também do Suel no crime.

O ministro acrescentou que os depoimentos oferecem o caminho para a descoberta de “outras participações”:

— Aponta a dinâmica do crime, do início até o desfecho, com itinerário, roteiros. Síntese do dia é que delação premiada do Élcio permite informações que conduzam a esclarecimento de toda a dinâmica do crime e evidentemente de outras participações.

De acordo com Dino, a delação premiada de Elcio Queiroz foi realizada há cerca de 15 dias e homologada pela Justiça. O colaborador, segundo o ministro da Justiça, apontou a participação de Suel também no assassinato da vereadora e de seu motorista.

— A novidade é que as provas colhidas e reanalisadas pela Polícia Federal, confirmaram de modo inequívoco a participação de Élcio e Ronnie. Isso conduziu à delação do Élcio. Ao fazer a delação, ele confessa a própria participação, aponta a participação do Ronnie e acrescenta a participação decisiva do Maxwell. É o início de uma nova fase probatória. Alvos da busca de hoje estão relacionados à delação do Élcio.

O ministro pontuou que, nas próximas semanas, devem ocorrer outras operações contra alvos apontados nas investigações como mandantes do crime. Até agora, a PF estava debruçada nos executores da parlamentar e de seu motorista.

— O senhor Suel fez o trabalho de monitoramento e campana da rotina da vereadora Marielle Franco e, posteriormente, no acobertamento dos executores — explicou Dino.

De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, participou antes, durante e depois do crime: além de suporte logístico, ele realizou monitoramentos e ainda destruiu uma das provas do homicídio — o carro que foi utilizado também para transporte de armas.

O alvo da prisão realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (24), foi o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, já havia sido detido anteriormente, em 2020. Ele é apontado como cúmplice do ex-sargento da Polícia Militar, Ronnie Lessa, acusado de executar as vítimas. Suel, de acordo com as investigações, ajudou no descarte de armas escondidas por Lessa e também no planejamento do crime.

Marielle Franco

Nascida e criada no Complexo da Maré, bairro do Rio de Janeiro (RJ), Marielle estudou Sociologia na PUC, com bolsa integral, e fez mestrado na UFF. Foi Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes

Fonte: O Globo

Morre aos 64 anos, o Diretor Jorge Fernando

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Jorge Fernando em cliques nas redes sociais / Reprodução

O diretor Jorge Fernando morreu por volta das 20h deste domingo, aos 64 anos, vítima de uma parada cardíaca, no hospital Copa Star, em Copacabana. Segundo um amigo da família, o diretor deu entrada no hospital na parte da tarde após se sentir mal. Jorginho, como era conhecido entre amigos e colegas de profissão, sofreu um acidente vascular cerebral em janeiro de 2017 e, desde então, lutava para superar as sequelas que ficaram após o AVC.

Diversos artistas lamentaram a perda do diretor nas redes sociais. A escritora Glória Perez disse que vai sentir falta do amigo: “Mais um amigo querido indo embora tão cedo! você vai fazer tanta falta, Jorginho, com sua alegria, seu entusiasmo, seu talento… Sem palavras aqui!”. O cantor Mumuzinho também escreveu sobre Jorge Fernando: “Impossível não se comover e lamentar que um sorriso desses partiu tão cedo, mas o seu legado de alegria é grande. Aos familiares e amigos, meus sentimentos e amor nesse dia tão difícil, e que consigam transformar esse sentimento em uma saudade digna da alegria que o Jorge Fernando tinha”, escreveu.  Marcelo Adnet também foi às redes lamentar a perda do diretor: “Que pena a partida precoce do grande Jorge Fernando. Boom! Lembrarei dele pela simpatia e sua grande energia sempre! Muito carinho e força à Dona Hilda Rabello”.

 

 

(Fonte: Site Extra)