A Polícia Civil investiga a relação dos suspeitos com a série de ataques que provocou uma onda de insegurança na região.

SÃO LUÍS — Desde o início da semana, 35 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos ataques violentos registrados em cidades da Grande Ilha de São Luís. Só nas últimas 24 horas, foram realizadas 17 prisões, entre investigados e condenados por crimes.
Os dados são de um balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), obtido na noite dessa sexta-feira (24).
A Polícia Civil investiga a relação dos suspeitos com a série de ataques que provocou uma onda de insegurança na região. Ao todo, sete pessoas morreram e dez ficaram feridas. Leia a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Segurança Pública reitera que reforçou as ações de policiamento na Grande Ilha com o objetivo de prevenir e reprimir ações criminosas. Resultados parciais dessas ações, nesta semana, 35 investigados ou condenados por crimes foram presos na região, sendo 17 prisões realizadas nas últimas 24 horas. As operações também resultaram na condução de suspeitos às delegacias, na apreensão de mais de 20 armas de fogo e entorpecentes, além da recuperação de veículos roubados e furtados. As forças policiais trabalham para prender outros autores de crimes, dentre os quais o que vitimou Eduardo Lemos Martins. Um dos envolvidos já foi identificado.”
Durante as operações realizadas ao longo da semana, foram apreendidas mais de 20 armas de fogo, drogas e veículos roubados ou furtados. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, os crimes têm relação com a disputa territorial entre facções criminosas que atuam na Grande Ilha.

Os ataques ocorreram em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, os quatro municípios que compõem a região metropolitana.

Por conta da violência, escolas, universidades públicas e particulares suspenderam as aulas na quinta (23) e sexta-feira (24). As atividades devem ser retomadas na segunda-feira (28), após o feriado do Dia do Servidor Público.
Veja um resumo do que se sabe até agora sobre os casos:
Primeiros registros:
Os primeiros casos de violência foram registrados ainda no domingo (19), em bairros como Cidade Olímpica, Tibiri e Bairro de Fátima, em São Luís. Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas em diferentes pontos da capital.
O episódio mais grave da semana ocorreu no bairro Cidade Operária, onde um jovem de 19 anos, identificado como Eduardo Lemos Martins, foi morto e outras cinco pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros em frente a um estabelecimento comercial. Os criminosos fugiram em direção à Cidade Olímpica.
Motivações:
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, os ataques são resultado de uma guerra entre facções criminosas.
“É uma guerra de facções que ocorre em todo o Brasil. O Brasil precisa acordar para esse momento em que vivemos. […] São organizações criminosas confrontando o Estado Brasileiro, e nós não podemos aceitar”, declarou o secretário em entrevista à GloboNews.
Bairros e cidades afetados:
Os ataques ocorreram em diversos pontos da Grande Ilha. Em São Luís, houve registros nos bairros Cidade Operária, Cidade Olímpica, Tibiri, Bairro de Fátima, Liberdade, Vila Magril, Monte Castelo, Vinhais, Vila Janaína, Residencial Maria Aragão, Vila Vitória e Vila Palmeira.
Casos também foram confirmados em São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Consequências na rotina:
A violência impactou o funcionamento de escolas e universidades, que suspenderam as atividades por segurança. Mais de 20 escolas estaduais e municipais não abriram as portas na quinta (23) e sexta-feira (24).
As universidades Uema, UFMA e IFMA também suspenderam as aulas e reduziram o atendimento administrativo.
O que dizem as autoridades:
O secretário Maurício Martins afirmou que as forças de segurança permanecem nas ruas e que o Serviço de Inteligência trabalha na identificação dos responsáveis.
Segundo ele, não há registros de ataques dentro ou nas proximidades de escolas e universidades, e as equipes seguem atuando para restabelecer a normalidade.
Martins também voltou a criticar o sistema judicial brasileiro, afirmando que a legislação atual é frágil no combate às facções criminosas, o que facilita a soltura de integrantes dessas organizações.
Fonte: Portal Imirante






