A política tem memória curta, mas a internet não esquece.
Um vídeo gravado durante a pandemia voltou a circular nas redes e reacendeu discussões sobre o início da trajetória política de Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Na gravação, Dino reconhece que contou com o apoio de Carlos Brandão, especialmente por meio dos votos recebidos em Caxias.
A fala foi resgatada após declaração recente de Brandão ao portal Metrópoles, em que o atual governador relembrou sua importância no início da carreira de Dino. A repercussão foi imediata: setores ligados ao ministro se apressaram em contestar a fala de Brandão — mas o vídeo parece contrariar essa tentativa.
Com a proximidade das eleições de 2026 e os movimentos de bastidores ganhando fôlego, o episódio levanta questionamentos sobre memória política, gratidão e reposicionamento de alianças.
A gravação também gera desconforto em segmentos que, hoje, se sentem fora dos planos — e dos panos — do Palácio dos Leões, e observam de longe uma articulação que pode unir antigos aliados em novas configurações.
