‘Todes’, ‘elu’, ‘ume’… Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra na administração pública

Linguagem neutra foi utilizada em algumas cerimônias no Palácio do Planalto, o que foi alvo de críticas de conservadores. Lula não costuma usar essa forma de comunicação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto que proíbe a utilização da linguagem neutra por órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal. A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (17).

🔎 A linguagem neutra é uma forma de comunicação que busca adotar termos neutros no lugar de expressões femininas ou masculinas, como por exemplo ‘todes’, no lugar de todos/todas; ‘elu’, em vez de ele/ela; ‘ume’, para substituir um/uma.

🔎 A ideia é tornar a linguagem inclusiva, com o objetivo de evitar a discriminação de pessoas com base em sua identidade de gênero, sexualidade, ou outros aspectos de identidade.

A linguagem neutra foi usada em algumas cerimônias de posses de ministros de Lula (relembre no vídeo abaixo), o que foi alvo de críticas de conservadores. O presidente, no entanto, não costuma utilizar essa forma de comunicação.

A lei sancionada por Lula cria a Política Nacional de Linguagem Simples e define padrões que todos os órgãos e entidades públicas deverão seguir na redação de comunicados, formulários, orientações, portais de serviços e qualquer outro conteúdo dirigido à população.

O texto detalha técnicas que devem orientar a redação de textos destinados ao público, sendo elas: 

  • priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa;
  • usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessários;
  • não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa;
  • evitar estrangeirismos que não estejam incorporados ao uso cotidiano;
  • colocar as informações mais importantes logo no início;
  • usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem na compreensão;
  • garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência.

A medida também determina que, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, deverá ser disponibilizada, sempre que possível, uma versão na língua da comunidade.

Segundo o governo, o objetivo da lei é garantir que qualquer pessoa consiga encontrar a informação que precisa, entender o que está sendo comunicado e usar essa informação para resolver sua demanda.

Implementação 

A lei determina que cada poder de cada ente federativo — União, estados, Distrito Federal e municípios — estabelecerá diretrizes complementares, fluxos e ferramentas necessárias para colocar a medida em prática.

Isso incluirá desde a revisão de portais e documentos oficiais até a capacitação de equipes, criação de manuais, padronização de formulários e testes de usabilidade com cidadãos.

Coral Negro estreia em São Luís no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro

Uma experiência inédita no Maranhão une música de concerto, canto ancestral e expressão corporal em celebração ao Mês da Consciência Negra.

Em celebração ao Mês da Consciência Negra, São Luís recebe o Coral Negro, espetáculo que une música de concerto, canto ancestral e expressão corporal em uma proposta inédita no Maranhão. A produção apresenta ao público uma experiência artística que exalta a força da arte negra, a beleza da diversidade e a potência da ancestralidade, conectando tradições, estética afro-brasileira e novas narrativas. 

O projeto é uma realização do Instituto Ylùguerê de Educação, Política e Cultura Afro-Brasileira, em parceria com o Ministério da Cultura, com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e produção do Ateliê dos Sonhos. A iniciativa também conta com apoio da UEMA e da Escola de Música do Bom Menino das Mercês. 

Estreia e apresentações

A estreia do Coral Negro será realizada no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, às 19h, na Praça das Sete Palmeiras, na Vila Embratel, com entrada gratuita.

O espetáculo segue em circulação por São Luís com duas apresentações adicionais:

28 de novembro – Praça Nauro Machado, dentro da programação da Viradinha Afro Cultural; 15 de dezembro – Unidade Prisional Feminina (UPFEM), em Pedrinhas.

Uma experiência inédita no Maranhão

O espetáculo propõe um diálogo entre a música erudita e os cânticos de matriz africana, construindo uma narrativa que atravessa passado, presente e futuro. Inspirado no conceito de Atlântico Negro, de Paul Gilroy, o Coral Negro celebra as expressões da diáspora africana e suas múltiplas formas de comunicar, resistir e existir.

A montagem reúne um conjunto de vozes plurais, que, em sintonia, constroem uma experiência coletiva marcada por memória, pertencimento e liberdade.

Regência e direção artística

A direção musical e a regência são assinadas por Oswaldo Abreu, multi-instrumentista, mestre de bateria, artesão, compositor e produtor. Afro-indígena e formado pela Escola de Música Lilah Lisboa de Araújo, ele é concluinte do curso de Música da UFMA e reconhecido por unir técnica, sensibilidade e ancestralidade em suas produções.

Abreu já integrou o musical João do Vale: O Gênio Improvável, idealizou o Encontro de Compositores de Samba SLZ e é mestre da banda afro Ylùguerê. No Coral Negro, seu trabalho conduz uma formação vocal diversa e potentes experiências cênicas e musicais.

Coordenação, formação e processo criativo

O projeto foi idealizado por Walkerlenny Soeiro, mulher negra, cientista social e mestra do Instituto Ylùguerê, que assina a Coordenação Geral. Sua condução imprime ao espetáculo uma direção estética e política alinhada à valorização da identidade afro-brasileira e à força matriarcal presente nas tradições negras.

Além da montagem, o Coral Negro oferece oficinas formativas que envolvem cultura afro-brasileira, música erudita, voz, corpo, estética afro, acessibilidade e identidade. As vivências reuniram artistas e educadores em um processo criativo baseado na escuta, na convivência e na troca de saberes.

PF prende suspeitos de roubar R$ 1,6 milhão da Caixa Econômica no Maranhão

Ação cumpre 17 mandados nos Estados do MA, PI e SP contra envolvidos no assalto à CEF, que resultou no roubo de R$ 1,6 milhão.

Arquivo PF/Governo do Brasil

São Luis (MA). Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Stamp, tendo como objetivo ocumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária nos Estados do Maranhão, Piauí e São Paulo, contra suspeitos de terem envolvimento no roubo à agência da Caixa Econômica Federal de Vitorino Freire/MA, ocorrido em março de 2025.

Na ocasião, seis criminosos fortemente armados com fuzis, encapuzados, fizeram seis pessoas de reféns, e formaram um escudo humano em frente à Agência. Em seguida, os criminosos explodiram o cofre e caixas eletrônicos da agência, subtraindo cerca de R$ 1,6 milhão e evadiram-se do local, deixando os reféns pelo caminho.

Arquivo/Policia Federal

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Paço do Lumiar/MA, Imperatriz/MA, Bacabal/MA, Santa Inês/MA, Parnaíba/PI e Miracatu/SP, tendo sido empregado um efetivo de 51 Policiais Federais.

Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de roubo majorado e organização criminosa.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão. Telefones (98) 31315105(98) 991286428

Aprovado PL de Iracema Vale que cria política de atenção e reintegração social de dependentes de drogas

De acordo com a parlamentar, Projeto de Lei nº 377/2024 tem por finalidade articular, integrar, organizar e coordenar as atividades relacionadas com a atenção e a reinserção social desse público.

O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei nº 377/2024, de autoria da presidente da Alema, deputada Iracema Vale (PSB), que estabelece diretrizes para a instituição da política de prevenção, atenção e reintegração social de dependentes de drogas, no âmbito do estado do Maranhão.

Na justificativa do projeto, a deputada Iracema Vale explica que se trata de uma proposição que tem por finalidade articular, integrar, organizar e coordenar as atividades relacionadas com a atenção e a reinserção social de usuários e dependentes de drogas.

De acordo com o projeto, são princípios da política de prevenção, atenção e reintegração social de dependentes de drogas: o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade; a promoção da responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade; e a articulação com os órgãos do Ministério Público e dos Poderes Legislativo e Judiciário.

Objetivos

Segundo a proposição da deputada Iracema Vale, a política de prevenção, atenção e reintegração social de dependentes de drogas tem os seguintes objetivos: contribuir para a inclusão social do cidadão, visando a torná-lo menos vulnerável a assumir comportamentos de risco para o uso indevido de drogas, seu tráfico ilícito e outros comportamentos correlacionados; promover a construção e a socialização do conhecimento sobre drogas no estado do Maranhão; e promover a integração entre as políticas de atenção e reintegração social de usuários e dependentes de drogas e as políticas públicas setoriais dos órgãos e Poderes do Estado.

Constituem diretrizes para as atividades de atenção e reintegração social de dependentes de drogas aquelas direcionadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade e risco e para o fortalecimento dos fatores de proteção. E também constituem diretrizes para as atividades de atenção ao usuário e dependente de drogas e respectivos familiares aquelas que visem a melhoria da qualidade de vida e a redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas.

Princípios

O projeto prevê que as atividades de atenção e as de reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares devem observar os seguintes princípios e diretrizes: respeito ao usuário e ao dependente de drogas, independentemente de quaisquer condições, observados os direitos fundamentais da pessoa humana; a adoção de estratégias diferenciadas de atenção e reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares que considerem as suas peculiaridades socioculturais; e a definição de projeto terapêutico individualizado, orientado para a inclusão social e para a redução de riscos e de danos sociais e à saúde.

De acordo com o projeto, as atividades de atenção e as de reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares devem também observar a atenção ao usuário ou dependente de drogas e aos respectivos familiares, sempre que possível, de forma multidisciplinar e por equipes multiprofissionais; o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle social de políticas setoriais específicas; o estímulo à capacitação técnica e profissional e o atendimento de urgência e emergência ao usuário de drogas em crise.

“Troca-Troca”, comédia com Oscar Magrini estreia no Teatro Arthur Azevedo nos dias 14 e 15 de novembro

A comédia “Troca-Troca” promete arrancar boas risadas do público maranhense em duas únicas apresentações, nos dias 14 e 15 de novembro, no tradicional Teatro Arthur Azevedo, em São Luís. O espetáculo é uma produção da Applaus Arte y Alma, companhia responsável por grandes sucessos nacionais como O Vendedor de Sonhos, O Homem Mais Inteligente da História e Nunca Desista de Seus Sonhos.

Dirigida por Rogério Fabiano e escrita por Ingrid Zavarezzi, roteirista de grandes produções da TV e do teatro, a peça reúne um elenco de peso: Oscar Magrini, Carla Pagani, Paula Zaneti e Rick Conte. Com diálogos afiados e ritmo dinâmico, “Troca-Troca” mergulha nas confusões e dilemas dos relacionamentos modernos, mostrando de forma divertida como a falta de comunicação pode transformar o amor em um verdadeiro campo de batalha.

HUMOR, IRONIA E REFLEXÃO

Com uma abordagem leve e provocante, a comédia explora os desafios do amor no século 21, tratando com humor temas como o desejo, os segredos e os padrões de beleza que afetam a autoestima. Entre risadas e reviravoltas, a peça faz o público refletir sobre a importância da sinceridade e do diálogo nas relações, sem deixar de lado o riso que ajuda a lidar com as imperfeições da vida a dois.

UMA HISTÓRIA DE ENCONTROS, DESENCONTROS E CONFUSÕES

Na trama, uma terapeuta acaba se envolvendo com o marido de sua paciente, que, por coincidência, vive um caso com o ex-marido da terapeuta. Para completar o caos, há um caseiro que nunca aparece. Durante um final de semana repleto de confusões, segredos e traições vêm à tona, transformando o que era para ser uma tentativa de reacender a paixão em um verdadeiro jogo de sedução e autodescoberta.

FICHA TÉCNICA

Texto: Ingrid Zavarezzi

Direção: Rogério Fabiano

Elenco: Oscar Magrini, Carla Pagani, Paula Zaneti e Rick Conte

Gênero: Comédia

Classificação: 14 anos

Direção Geral de Produção: Luciano Cardoso

Direção de Movimento: Murilo Inforsato

Direção Musical e Trilha Sonora: Miguel Briamonte

Cenografia: Evas Carreteiro

Figurinos: Débora Munhyz

Criação de Luz: Rafael Burgath

Coordenação de Produção: Rafael Sandoli

Produção Executiva: Sandro Sabão

Produção Administrativa: Magnus Nicollas

Técnica Responsável: Isabela Leal

Comunicação: Kesya Andrade

Tour Manager: Paula Zaneti

Edição de Vídeos: Agência Alwa

Áudios: Na Paz – Produtora e Rádio

Design Gráfico: Lucas Peixoto

Gestão de Tráfego Digital: ATMKT e Tráfego 360°

Social Media: Elton L. Hipólito e Júlia Senário

Assessoria Jurídica: SVM Advocacia

Assessoria de Registro de Marcas: Ranzolin – Propriedade Intelectual

Realização: Applaus Arte y Alma

SERVIÇO

Espetáculo: Troca-Troca

Datas: 14 e 15 de novembro (sexta e sábado), às 20h

Local: Teatro Arthur Azevedo – São Luís (MA)

Ingressos: a partir de R$ 50,00

Vendas: site www.ingressodigital.comAttachment.png e na bilheteria do teatro (terça a domingo, das 13h30 às 18h30)

Projeto Nossa Praça movimenta Lagoa da Jansen no Dia de Renovar o Brasil

Neste sábado (8), a Lagoa da Jansen será palco do Projeto Nossa Praça, uma iniciativa que integra as atividades do Dia de Renovar o Brasil, promovido pelo Curso de Formação de Líderes do RenovaBR.

O evento, de acesso gratuito, propõe a ocupação de espaços públicos com atividades culturais, de lazer e entretenimento, transformando praças em locais vibrantes, inclusivos e geradores de renda para pequenos empreendedores.

A realização é do aluno do RenovaBR, Henrique Almeida, com co-realização de Adriana, do movimento Anima Maranhão. A proposta é que esta edição sirva como projeto-piloto para futuras ações, cada uma baseada em um dos quatro eixos temáticos do programa: Cultura e Entretenimento, Saúde e Bem-Estar, Esporte, Justiça e Cidadania.

RenovaBR: formação de novas lideranças

O RenovaBR é reconhecido como a maior escola de formação de lideranças públicas do Brasil, mantida por doações de pessoas físicas, empresas e fundações.

A instituição tem como missão preparar cidadãos comprometidos com o bem público, capazes de propor soluções para os desafios do país e das cidades, com uma abordagem suprapartidária e baseada em conhecimento técnico.

O realizador

Henrique Almeida / Foto: mídias sociais

Henrique Almeida foi um dos 112 selecionados entre mais de 50 mil inscritos para a Turma 2025 de Formação de Líderes do RenovaBR, sendo o único representante do Maranhão nesta edição.

Ele passou por um rigoroso processo seletivo, composto por várias etapas, e possui experiência tanto no setor empresarial quanto na gestão pública.

O co-realizador

Criado em 2003 por estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Anima Maranhão é um movimento que estuda e promove, de forma transdisciplinar, diversas manifestações culturais voltadas ao público jovem — como histórias em quadrinhos, filmes de animação e jogos de interpretação.

O grupo foi responsável pela realização do primeiro evento de anime de São Luís e Imperatriz, consolidando-se como um dos principais espaços de difusão da cultura pop no estado.

Programação

📍 Local: Praça do Foguete – Lagoa da Jansen

📅 Data: Sábado, 8 de novembro

🕓 Horário: A partir das 16h

💸 Acesso: Gratuito

Atividades:

Exposição de lojinhas e empreendedores locais Bate-papo com cosplayers Desfile cosplay Karaokê de animes, séries e desenhos animados (versões nacionais e internacionais)

Realização: Henrique Almeida – Aluno da Turma de Formação de Líderes 2025 do RenovaBR

Co-realização: Anima Maranhão

STF tem maioria de votos para manter condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na trama golpista

Jair Bolsonaro em prisão domiciliar — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Ministros também votaram para rejeitar recursos apresentados por outro seis réus

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para negar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras seis pessoas condenadas pela trama golpista. O julgamento dos embargos de declaração o começou nesta sexta-feira. A análise ocorre no plenário virtual da Corte e tem duração prevista até o dia 14. 

O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou para rejeitar os recursos dos sete réus e foi acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta o voto de Cármen Lúcia. 

Os ministros analisam os embargos de declaração apresentados pelas defesas de Bolsonaro e dos demais réus. O recurso é utilizado para esclarecer dúvidas, omissões ou contradições de um julgamento. Neles, os advogados dos réus questionaram os argumentos usados na condenação e o cálculo das penas, entre outros pontos. 

Além de Bolsonaro, também foram condenados os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem.

Para Moraes, o recurso de Bolsonaro repete teses da defesa apresentadas no julgamento, como a de que não haveria provas da efetiva participação dele no plano golpista. 

O ministro considera que foi “amplamente demonstrado que o embargante desempenhou o papel de líder de uma organização criminosa, o qual foi estruturada para consumar o objetivo de um golpe de Estado e ruptura constitucional, com a sua permanência no poder”. 

Outro argumento rebatido pelo relator foi de que os ministros não analisaram a tese da “desistência voluntária”, que ocorre quando a pessoa desiste de praticar o crime no meio da execução. Segundo Moraes, esse argumento foi analisado e rejeitado, “em virtude da evidente atuação delitiva na consumação dos crimes imputados”. 

Já em relação a Braga Netto, Moraes considerou que as alegações da defesa de Braga Netto “carecem de qualquer respaldo empírico e evidenciam, na verdade, mero inconformismo com o desfecho do julgamento que não é capaz de desafiar a oposição de embargos de declaração”. 

Em setembro, por quatro votos a um, a Primeira Turma do STF considerou que o grupo formou uma organização criminosa armada que tentou abolir o Estado Democrático de Direito e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. O ministro Luiz Fux, no entanto, que integrava o colegiado na época da condenação, não irá participar da análise, uma vez que mudou para a Segunda Turma.

Argumentos da defesa

Ao apresentar o recurso, os advogados questionaram a pena aplicada contra Bolsonaro, de 27 anos e três meses de prisão, e usaram argumentos apresentados no voto do ministro Luiz Fux para alegar a inocência de seu cliente. O ministro foi o único da Primeira Turma do STF, composta por cinco integrantes, a votar pela absolvição do ex-presidente. 

Um dos principais pontos do argumento a defesa é a tentativa de refutar a condenação de Bolsonaro, considerada injusta, pelos ataques aos Poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Segundo os advogados, os participantes dos atos de depredação foram condenados, em outros julgamentos, por “dolo direto”. Isso inviabilizaria a tese de haver um “comando”, que teria sido exercido pelo ex-presidente e aliados. 

A defesa também pediu esclarecimentos sobre os motivos pelos quais os ministros consideraram que dois dos crimes — golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito — não foram “combinados”, como a maioria dos réus solicitou. 

Bolsonaro vai ser preso?

Pelo rito considerado normal por integrantes da Corte, após os embargos de declaração, os réus ainda têm direito a apresentar um segundo embargo do mesmo tipo. Somente então, no caso de rejeição dos pedidos, Bolsonaro poderá começar a cumprir pena.

Hoje, o ex-presidente já está em prisão domiciliar, mas a medida está relacionada a outro caso: a investigação sobre a ação de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para coagir a Justiça brasileira a partir da articulação de sanções editadas pelo governo de Donald Trump. 

No caso da condenação na trama, Moraes decidirá se Bolsonaro cumprirá a pena em casa ou em outro lugar. Algumas hipóteses são uma unidade militar ou um prédio da Polícia Federal (PF). A defesa pode pedir o cumprimento em domicílio, alegando os recorrentes problemas de saúde. 

Além dos embargos de declaração, as defesas devem recorrer aos embargos infringentes. O entendimento do STF, no entanto, é que esse segundo tipo de recurso só é válido contra uma decisão da turma se houver dois votos pela absolvição. No caso de Bolsonaro e da maioria dos réus, só houve um, o do ministro Luiz Fux.

Com informações de O Globo

Buriticupu no centro da Operação Acqua Alta: Gaeco apura fraude de R$ 7 milhões com mandados em São Luís, Imperatriz, Presidente Dutra e Cantanhede

Gaeco está cumprindo mandados de busca e apreensão

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 5, a Operação Acqua Alta, em cumprimento a dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Os mandados estão sendo cumpridos em São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Presidente Dutra e Cantanhede.

Mandados estão sendo cumpridos em cinco municípios

A investigação apura indícios de irregularidades na contratação da empresa Veneza Construções e Locações Eireli pela Prefeitura de Buriticupu, com supostos indícios de inexecução contratual e desvio de recursos públicos.

De acordo com o Gaeco, a empresa teria sido contratada para executar obras já realizadas na gestão municipal anterior. As apurações apontam que valores pagos pela Prefeitura teriam sido repassados a servidores públicos, familiares dos envolvidos e à empresa Alpha Construções e Serviços Ltda., ligada ao atual prefeito de Buriticupu. O prejuízo estimado é superior a R$ 7 milhões.

Operação tem apoio das polícias Civil e Militar

Os investigados já respondem a uma Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, proposta pelo promotor de justiça titular da Comarca de Buriticupu, Felipe Rotondo.

A operação contou com a participação de promotores de justiça integrantes dos núcleos do Gaeco de São Luís e Imperatriz, com apoio das Polícias Civil e Militar do Maranhão, além dos promotores de justiça de Cantanhede e da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia. A Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também auxiliou na execução das medidas.

Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), para subsidiar eventual oferecimento de Denúncia.

Material apreendido será analisado pelo Gaeco e LAB-LD

ORIGEM DO NOME DA OPERAÇÃO

A operação recebeu o nome Acqua Alta em referência ao fenômeno de enchentes periódicas que ocorre na cidade de Veneza (Itália), quando a elevação anormal da maré faz com que o Mar Adriático invada a cidade. A denominação foi escolhida em razão do nome da empresa Veneza Construções e Locações Eireli, contratada pelo Município de Buriticupu.

Vitória de Tainá Sousa: influenciadora volta ao Instagram após 90 dias de bloqueio judicial

A influenciadora Tainá Souza (Foto: Instagram)

A influenciadora maranhense Tainá Sousa conquistou uma importante vitória pessoal e profissional ao ter seu perfil no Instagram reativado nesta quarta-feira (29), após cumprir 90 dias de suspensão determinada pela Justiça.

A medida havia sido imposta em julho, durante uma investigação sobre a suposta divulgação de jogos de azar, conhecidos popularmente como o “jogo do tigrinho”. Desde então, Tainá manteve discrição, serenidade e total cumprimento das determinações judiciais, aguardando com confiança o desenrolar do processo.

Sem que houvesse pedido de prorrogação da medida cautelar por parte do Ministério Público ou da autoridade policial, o prazo de suspensão chegou ao fim, e a própria Meta Platforms, empresa responsável pelo Instagram, reativou automaticamente o perfil da influenciadora.

Durante o período de afastamento, o processo enfrentou paralisação de mais de dois meses, em razão de um impasse entre a 1ª Central de Garantias e a Vara Especial Colegiada de Combate ao Crime Organizado, que disputavam a competência para conduzir o caso.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu, de forma provisória, que caberá à Vara Colegiada responder pelos atos urgentes até o julgamento definitivo da questão.

A defesa de Tainá informou ter comunicado o retorno ao juízo competente, com base na boa-fé processual, reforçando que a influenciadora nunca descumpriu qualquer determinação judicial e manteve postura colaborativa durante todo o período.

Entre advogados e observadores do caso, cresce a percepção de que a ausência de novos pedidos judiciais e a falta de provas consistentes reforçam a fragilidade do material que deu origem à investigação.

Com o perfil novamente ativo, Tainá Sousa retoma o diálogo com seu público e se reafirma como uma das vozes mais conhecidas e influentes do Maranhão — agora com a marca de quem soube enfrentar a pressão, cumprir a lei e vencer com serenidade.

CBF contesta intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol e indica interventor

O pedido da CBF ainda será analisado pelo ministro Flávio Dino, relator da Reclamação Constitucional

Intervenção na FMF é contestada pela CBF (Divulgação Assessoria)

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou manifestação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a anulação da decisão da Justiça do Maranhão que afastou os dirigentes da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e nomeou Susan Lucena Rodrigues como administradora provisória.

No documento, a CBF argumenta que a medida viola a autonomia das entidades esportivas, garantida pela Constituição Federal e pela Lei Geral do Esporte, e pede que o STF reconheça sua prerrogativa de indicar o interventor responsável por conduzir o processo de reorganização da federação.

CBF contesta decisão judicial que modificou administração na FMF

A entidade sustenta que possui mecanismos internos de controle previstos em seu estatuto e que já realizou intervenções semelhantes em outras federações, como as de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O nome indicado pela CBF para assumir a função no Maranhão é Milton Dantas, atual presidente da Federação Sergipana de Futebol.

O texto cita decisões anteriores do próprio STF — como a ADI 7.580, relatada por Gilmar Mendes — para reforçar que o Estado não pode intervir em assuntos internos de federações esportivas. A confederação também alerta que a manutenção da intervenção judicial pode gerar sanções da FIFA e da Conmebol ao futebol brasileiro.

O pedido da CBF ainda será analisado pelo ministro Flávio Dino, relator da Reclamação Constitucional nº 85.536/MA.