O ex-presidente da Câmara Municipal de São José de Ribamar, Dudu Diniz, participou, no sábado pela manhã, da ação da saúde em parceria com o Governo do Maranhão, através da Secretaria de Saúde.
Na ação, houve consultas oftalmológicas e distribuição de óculos de grau, totalmente gratuitos, além de tratamento de varizes para quem precisa. Foram mais de mil atendimentos ao povo ribamarense.
“Transformando vidas em São José de Ribamar! Tive a honra de participar de mais uma ação incrível do Governo do Estado, proporcionando consultas oftalmológicas e distribuindo óculos totalmente gratuitos para quem precisa. Além disso, também levamos cuidados para quem enfrenta problemas de varizes. A missão continua, mesmo sem mandato. Agradeço ao nosso governador Carlos Brandão, ao secretário estadual de Saúde, Tiago Fernandes, ao querido secretário municipalista Orleans Brandão e a todos que fazem isso acontecer”, disse.
Dando continuidade à programação, Dudu Diniz ressaltou a importância da participação da comunidade nas festividades e nas ações de saúde. “É fundamental que todos se envolvam. A saúde é um direito de todos e momentos como este reforçam nosso compromisso com o bem-estar da população”, afirmou.
À noite, Diniz também participou, ao lado do governador Carlos Brandão, do deputado estadual Jota Pinto e da vereadora de São Luís, Concita Pinto, da celebração da missa no Festejo de São José de Ribamar.
“Celebrando a fé e a união no Festejo de São José de Ribamar! Que as bênçãos do nosso Santo Padroeiro iluminem cada canto da nossa cidade e nos inspirem a construir um futuro repleto de amor e solidariedade”, disse Dudu.
Presidente da Comadesma e ex-parlamentar estadual faleceu neste domingo (21), no Rio de Janeiro, após complicações de um AVC.
Morreu na manhã deste domingo (21), aos 65 anos, o ex-deputado estadual do Maranhão e líder religioso Pastor Cavalcante. Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro (RJ), após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Pastor Cavalcante era presidente da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus do Sul do Maranhão (Comadesma) e também liderava a Assembleia de Deus em Açailândia. Reconhecido como uma das principais referências evangélicas da região, enfrentava problemas de saúde há anos. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o local do velório e do sepultamento.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), lamentou a morte nas redes sociais e destacou a relevância de sua atuação religiosa e política.
“A comunidade cristã do Maranhão perde um líder com o falecimento do pastor Cavalcante, presidente da Comadesma, da Assembleia de Deus em Açailândia e ex-deputado estadual. Minha solidariedade aos familiares, amigos e aos membros da congregação. Deixo meu abraço fraterno e peço a Deus que console todos vocês!”, escreveu.
Trajetória
Natural de Coroatá (MA), José Alves Cavalcante construiu sua trajetória como líder religioso no sul do estado. Foi eleito deputado estadual em 2018 e exerceu o mandato até 2022, período em que ampliou sua influência política e comunitária.
Início será em regime fechado; ex-presidente também foi condenado a 124 dias multa, no valor de dois salários mínimos o dia.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, com início em regime fechado, por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Além da prisão, Bolsonaro também foi condenado a 124 dias multa, no valor de dois salários mínimos o dia.
Para a definição da pena, o ministro relator, Alexandre de Moraes, considerou o agravante de liderança de organização criminosa e a atenuante da idade avançada do ex-presidente. Ele foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, por ter votado pela absolvição de Bolsonaro, decidiu não participar da definição de pena.
Condenação
Por maioria de votos, Bolsonaro se tornou o primeiro presidente do Brasil a ser condenado por golpe de Estado.
O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhando por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux votou pela absolvição. O placar final foi de 4 a 1.
Ele foi condenado pelos seguintes crimes:
• Organização criminosa armada;
• tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
• golpe de Estado;
• dano qualificado pela violência e grave ameaça (com exceção de Ramagem);
• e deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).
No Brasil, as penas só podem ser executadas depois que o caso transita em julgado, ou seja, depois que acabam todas as possibilidades de recurso.
Como votou cada ministro
Alexandre de Moraes: Dedicou cinco horas ao voto e apontou Jair Bolsonaro como líder da organização criminosa que planejou um golpe de Estado. Segundo ele, o grupo usou a máquina pública e apoio de militares para atacar o Judiciário, desacreditar o sistema eleitoral e impedir a posse do governo eleito em 2022. Moraes citou a minuta do golpe discutida com militares, a reunião de ministros em 2022, o financiamento de acampamentos em quartéis, o Plano Punhal Verde e Amarelo e a coordenação dos atos de 8 de janeiro. Para o ministro, as ações mostraram a recusa de Bolsonaro e aliados em aceitar a alternância democrática de poder e quase levaram o Brasil de volta a uma ditadura.
Flávio Dino: Acompanhou Alexandre de Moraes e votou pela condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus. Para ele, Bolsonaro e Walter Braga Netto exerceram liderança sobre a organização criminosa e devem receber penas mais altas, enquanto Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem tiveram participação menor e devem pegar penas reduzidas. O ministro ressaltou que a tentativa de golpe não se tratou apenas de preparativos, mas de atos executórios que colocaram em risco o Estado Democrático de Direito, incluindo com a invasão violenta das sedes dos Três Poderes.
Luiz Fux: Foi o único a divergir no julgamento. Em um voto de 14 horas, defendeu a absolvição completa de Jair Bolsonaro e de outros cinco réus. Em relação a Mauro Cid e Walter Braga Netto, votou pela condenação apenas pelo crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, rejeitando todas as demais acusações. Ao contrário dos outros ministros, Fux analisou separadamente cada crime e cada réu. Também acolheu quase todas as preliminares apresentadas pelas defesas, argumentando que houve cerceamento do direito de defesa e que o STF, assim como sua Primeira Turma, não teriam competência para julgar o caso. Logo no início de sua manifestação, ainda enviou um recado indireto a Alexandre de Moraes, afirmando que juízes não têm função investigativa e devem agir com distanciamento.
Cármen Lúcia: Concluiu que a PGR apresentou provas sólidas de uma empreitada criminosa organizada por uma “milícia digital” para atacar o Judiciário e as urnas eletrônicas, liderada por Jair Bolsonaro, apontado como responsável por planejar a ruptura institucional e a permanência forçada no poder. Para ela, as ações foram coordenadas, contaram com participação efetiva de Mauro Cid e envolveram violência, grave ameaça e até cogitação de assassinatos de autoridades. Rejeitando a tese de Luiz Fux, defendeu que os réus devem ser condenados separadamente pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Cristiano Zanin: Surpreendeu ao acompanhar integralmente o voto de Alexandre de Moraes e votar para condenar todos os réus pelos cinco crimes imputados pela PGR. Para ele, ficou comprovada a existência de uma organização criminosa armada e estruturada para manter Bolsonaro no poder. Segundo o ministro, as ações envolveram uso de estruturas do Estado, ameaças a autoridades e violência, evidenciada nos atos de 8 de janeiro de 2023. Zanin afirmou que não foram apenas opiniões políticas ou atos preparatórios, mas um conjunto de estratégias coordenadas que atacaram a democracia, e que a responsabilização é fundamental para consolidar o Estado Democrático de Direito.
Relembre o caso
Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes vindos de várias cidades e do acampamento em frente ao quartel general do Exército invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF. Obras, estruturas e peças históricas foram destruídas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos quando os ataques ocorreram, mas já estava na mira da Polícia Federal como possível mentor de um plano golpista.
As apurações avançaram com a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Ele relatou reuniões do presidente com ministros, embaixadores e chefes militares antes das eleições de 2022, nas quais o então mandatário colocava em xeque a credibilidade das urnas.
No segundo turno, a PRF teria sido mobilizada para dificultar o acesso de eleitores em cidades mais favoráveis a Lula. Após a diplomação do petista, em dezembro, vândalos incendiaram carros e ônibus e tentaram invadir a sede da PF em Brasília, e dias depois foi encontrada uma bomba perto do Aeroporto da capital.
Ainda em dezembro, investigações apontaram a elaboração de uma minuta golpista e do plano “punhal verde-amarelo”, que previa os assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes. O inquérito da PF foi concluído em novembro de 2024.
Bolsonaro e outros 36 aliados foram indiciados e denunciados pela PGR, que os dividiu em cinco núcleos de atuação. O núcleo central, liderado por Bolsonaro, teria planejado impedir a posse de Lula. A denúncia foi aceita pelo STF, e os réus passaram a responder a uma ação penal.
Segundo a acusação, Bolsonaro liderou a organização criminosa, articulou ataques às urnas, difundiu desinformação e incitou a intervenção militar. Em junho, os réus foram interrogados e negaram a tentativa de golpe.
As defesas questionaram a imparcialidade de Alexandre de Moraes e a validade da delação de Cid, marcada por contradições e descumprimentos do acordo. Anular a delação, porém, significaria invalidar parte das provas nas quais se baseia a denúncia.
O caso repercutiu internacionalmente. Em julho, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump defendeu Bolsonaro, chamou o processo de “caça às bruxas” e impôs sanções a Moraes, que reagiu afirmando que não recuaria “nem um milímetro”.
Com a entrega das alegações finais, o ministro Cristiano Zanin marcou o julgamento. Após cinco sessões, a Primeira Turma do STF decidiu condenar Bolsonaro e outros sete réus.
Helena Duailibe, Wellington do Curso e Júnior Cascaria celebraram a vitória do Maranhão Atlético Clube, que conquistou o acesso à Série C após 19 anos.
Na sessão plenária desta terça-feira (9), deputados repercutiram a histórica vitória do Maranhão Atlético Clube (MAC), que no último domingo (7) conquistou o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro de 2026. Após 19 anos, o clube maranhense volta a disputar a competição, em uma conquista que representa o primeiro acesso do time dentro do atual formato do campeonato nacional.
A deputada Helena Duailibe (PP) destacou o orgulho que a conquista traz para os maranhenses.
“Em seus 92 anos de história, o nosso Maranhão Atlético Clube escreve mais um capítulo inesquecível. Estamos muito felizes com essa conquista! Parabenizo todos os jogadores, comissão técnica e diretoria pelo esforço, dedicação e garra”, declarou.
O deputado Júnior Cascaria (PODEMOS) ressaltou a importância do feito para o esporte no Maranhão.
“Foi um grande passo para o nosso futebol. Que o esporte maranhense siga crescendo e inspirando novos atletas”,enfatizou.
Já o deputado Wellington do Curso (NOVO) valorizou a fidelidade da torcida atleticana ao longo dos anos.
“Fico maravilhado com a torcida do MAC, que mesmo em tempos difíceis se manteve presente. Agora, com essa vitória, há uma renovação do entusiasmo e a certeza de que ainda conquistaremos o título da Série D”, concluiu.
Escritor ficou conhecido por sua precisão em crônicas e criou personagens como o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté e Ed Mort.
O escritor Luis Fernando Verissimo em ambiente de trabalho. Foto de 1995. Foto: Marcos Mendes/Estadão
Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado, 30, em Porto Alegre (RS). A informação foi confirmada pelo Hospital Moinhos de Vento, onde o escritor, de 88 anos, estava internado. Ele faleceu em decorrência de complicações de uma pneumonia.
Em 17 de agosto de 2025, sua família divulgou a informação de que ele estava internado desde a semana anterior por conta de uma “pneumonia leve que foi piorando”.
Os problemas de saúde de Luis Fernando Verissimo
Nos últimos anos, o escritor já havia enfrentado outros problemas de saúde, incluindo uma cirurgia na mandíbula, em novembro de 2020, e um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em janeiro de 2021. Este último afetou uma parte cognitiva de seu cérebro, dificultando a ordenação de seus pensamentos, ainda que compreendesse o que se passava ao redor.
Desde então, passava por uma recuperação lenta e gradual e também por alguns fatos inusitados – como a sua maior facilidade para se comunicar em inglês, língua que se tornou fluente por conta da infância nos EUA.
Em dezembro de 2020, foi questionado sobre o que vinha lendo nos desafiadores tempos de pandemia.“O melhor livro que li em 2020 foi o de ensaios e estudos sobre Antonio Candido lançado pela editora 34, prova de que existe vida inteligente na Terra.”
Vida e obra de Luis Fernando Verissimo
Cronista, cartunista, ficcionista, saxofonista, gourmet e torcedor fanático do Internacional, Luis Fernando Verissimo sempre foi uma das raras unanimidades positivas do País.
Autor de mais de 70 livros que já venderam milhões de exemplares (entre eles, os best sellers O Analista de Bagé e A Comédia da Vida Privada) e de personagens emblemáticos (a Velhinha de Taubaté, que criticava a ditadura, o detetive Ed Mort, as Cobras), o filho do escritor Erico Verissimo só começou a escrever aos 30 anos (nasceu em 1936), depois de ter passado por várias escolas de arte e desenho, inacabadas; de ter tentado o comércio “só para reforçar o mau jeito da família”; e de ter passado por uma rápida carreira jornalística, de revisor e colunista de jazz a cronista principal do jornal gaúcho Zero Hora.
Os primeiros livros de Luis Fernando Verissimo
Em 1973, lançou, pela Editora José Olympio, seu primeiro livro, O Popular, com o subtítulo “crônicas, ou coisa parecida”, coletânea de textos editados na imprensa, formato que marcaria boa parte de suas futuras publicações. O primeiro grande sucesso, no entanto, aconteceu com o lançamento de seu quinto livro de crônicas, Ed Mort e Outras Histórias, o primeiro pela Editora L&PM, com a qual trabalharia durante 20 anos. Sátira aos romances policiais, o detetive Ed Mort inspiraria ainda um tira de quadrinhos desenhados por Miguel Paiva e um filme com Paulo Betti no papel título.
O Analista de Bagé
Capa do livro ‘O Analista de Bagé’ em sua versão de quadrinhos Foto: L&PM
Verissimo se tornaria fenômeno de vendas com O Analista de Bagé, lançado em 1981, quando a primeira edição se esgotou em apenas dois dias. O personagem foi originalmente criado para um programa de humor na TV, capitaneado por Jô Soares. Com o projeto engavetado, Verissimo levou-o ao livro, tornando-se uma figura peculiar: psicanalista de formação freudiana ortodoxa, o analista não esconde, porém, seu sotaque e a predileção por costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A graça surgia justamente na contradição entre a sofisticação da psicanálise e a “grossura” caricatural do gaúcho da fronteira. O personagem inspirou dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.
A Velhinha de Taubaté
A ‘Velhinha de Taubaté’, personagem clássica de Luis Fernando Verissmo Foto: Estadão
A Velhinha de Taubaté, “a única pessoa que ainda acredita no governo”, surgiu dois anos depois, como crítica ao governo militar em seus anos derradeiros. Em pouco tempo, Verissimo cruzou fronteiras, tornou-se colaborador de programas humorísticos de televisão, vistos e ouvidos em todo o Brasil – é o caso das histórias da Comédia da Vida Privada, série de 21 programas (1995-1997), com roteiros de Jorge Furtado e direção de Guel Arraes.
‘Há diferença entre ser humorista e fazer humor’
Sua timidez tornou-se outra característica sempre lembrada, reforçando o valor de seu texto: sim, Verissimo sempre buscou ser engraçado na escrita e não na fala. Na verdade, nunca se julgou um humorista. “Acho que há uma diferença entre ser humorista e fazer humor”, disse, certa vez. “O humorista é o cara que tem uma visão humorística das coisas. O humor é sua maneira de ver e de ser.”
Uma filosofia que se revelou útil durante a dura fase de exceção. Veríssimo conta que, durante a ditadura, ele enviava uma crônica para o jornal deixando sempre uma na gaveta, de reserva. “E não foram poucas as vezes em que saiu a reserva”, comentou, em outra entrevista. “Os censores pareciam achar o cartum algo infantil; então, era mais fácil fazer passar um cartum político que um texto político.”
Luis Fernando Verissimo no Salão de Humor de Piracicaba em foto tirada em 26 de agosto de 2001. Foto: Samir Baptista/Estadão
Autodeclarado um gaúcho desnaturado, por não andar a cavalo, não tomar chimarrão e ter nascido e se criado na cidade, Verissimo sentiu o gosto da felicidade plena no dia 4 de abril de 2008, quando sua filha Fernanda lhe deu a primeira neta, Lucinda, nascida em uma data especial: dia do aniversário do Sport Club Internacional.
O cronista mais popular do Brasil
Em 2020, Elias Thomé Saliba, professor da USP especializado em humor e autor de Raízes do Riso, descreveu o escritor como o cronista mais popular do Brasil, aquele que “diz o que o leitor quer falar, mas não consegue”. “Verissimo ultrapassa o transitório não apenas porque suas crônicas se transformam em livros, mas porque estabeleceu desde o início um pacto humorístico com o leitor.”
“Mais do que qualquer outro, o público que se torna parte do pacto humorístico é aquele que percorre o noticiário sério do jornal ou da revista e torna-se capaz de entender as alusões, ironias e paródias de Verissimo e de seu humor fortemente conectado com os eventos noticiados e, por isso, compreensível apenas naquelas situações”, defendia.
A comunidade do povoado Luziana comemorou a reinauguração da UEF Raimundo Nonato de Sousa, escola que atende mais de 400 alunos de seis povoados da região nos três turnos e que esteve em reforma por mais de dois anos.
A moradora do povoado, Deusanira Félix falou sobre a importância da conquista. “Foi muita luta esses dois anos esperando a escola ficar pronta. Mas graças a Deus, a gente tem um prefeito que é maravilhoso. Eu mesmo não tinha conhecido um prefeito assim”, declarou a aposentada.
Kaio Henrique, aluno da escola, também ficou feliz com a nova estrutura entregue e não escondeu sua empolgação: “Gostei da escola. Gostei mais ainda do ar-condicionado. A gente sofria com muito calor. Muito obrigado, prefeito Roberto Costa.”
A unidade escolar conta com seis salas de aula, secretaria, sala dos professores, diretoria e sala de robótica. Além disso, a escola ganhou uma área externa murada, climatização em todas as salas e mobília nova, proporcionando um ambiente mais adequado para o ensino e aprendizagem. O gestor da escola, Elivandro Conceição, ficou satisfeito com a obra. “Eu estou feliz. A nossa comunidade está recebendo uma escola nova, com mobília nova, climatizada, e não só o povoado Luziana, mas os povoados da região que atendemos estão em festa por esse presente que o prefeito Roberto Costa está entregando.”
O prefeito Roberto Costa lembrou da situação em que recebeu a escola e de como a comunidade cobrou por melhorias na reforma. “Quando assumimos, houve uma discussão com relação à reforma que se tinha. Os pais diziam que o telhado não estava em condições de segurança e, depois, foi comprovado realmente que não. Eu mandei refazer toda a reforma, refazer o telhado, mandei climatizar todas as salas de aula, porque é inadmissível reformar e não climatizar a sala que tem o ser mais importante da educação, que é o aluno”, afirmou.
O gestor também comentou sobre o simbolismo da inauguração e a satisfação da comunidade. “Essa inauguração, para mim, é muito simbólica, pois foi a luta da comunidade que fez com que pudéssemos chegar neste momento. Eu fico muito feliz em ver a alegria dos pais, dos alunos, dos servidores que trabalham com a gente e da comunidade como um todo, que hoje ganha uma estrutura que vai garantir dias melhores para o futuro dessas crianças”, concluiu.Fotos(s):
Vereadora Rosana da Saúde /Foto: Leonardo Mendonça
Está em tramitação na Câmara Municipal de São Luís o Projeto de Lei nº 168/25, de autoria da vereadora Rosana da Saúde (Republicanos), que estabelece prazo de validade indeterminado para o laudo médico de diabetes tipo 1. A proposta, apresentada na sessão do último dia 18 de agosto, foi encaminhada para análise das Comissões de Justiça e de Saúde da Casa Legislativa.
De acordo com a vereadora, o objetivo do projeto é desburocratizar o acesso a direitos e serviços destinados a pessoas diagnosticadas com a doença, evitando que pacientes e familiares precisem renovar constantemente laudos médicos para garantir benefícios já assegurados em lei. “Não faz sentido exigir a renovação constante de laudos médicos para uma doença que é irreversível e que exige tratamento permanente. destacou.
Na prática, a proposta pretende eliminar a necessidade de repetidas emissões de laudos, medida que deve agilizar o atendimento nas unidades de saúde, facilitar a concessão de benefícios sociais e reduzir os custos para pacientes e famílias. O documento médico válido de forma indeterminada teria reconhecimento em todos os serviços públicos e privados, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social, assegurando aos pacientes maior tranquilidade no acesso aos seus direitos.
Dados da doença
De acordo com dados da plataforma T1DIndex, desenvolvida pela Fundação de Pesquisa em Diabetes Juvenil em parceria com instituições internacionais, cerca de 588 mil brasileiros vivem atualmente com diabetes tipo 1. O levantamento aponta ainda que o número de casos cresce em média 5% ao ano no país.
O ex-secretário estadual e suplente de deputado federal Clayton Noleto pediu demissão nesta segunda-feira (18) do cargo de secretário municipal de Governo de Imperatriz, onde atuava na gestão do prefeito Rildo Amaral.
Noleto, que já foi considerado um dos nomes mais influentes da infraestrutura no Maranhão, deixa o cargo em um momento de movimentações políticas e abre espaço para especulações sobre os próximos passos de sua trajetória.
Nos bastidores, a leitura é de que a saída de Clayton pode sinalizar um reposicionamento de olho no processo eleitoral que se aproxima. Com experiência administrativa e base política em Imperatriz e região, o ex-secretário tende a ser peça presente nas articulações futuras.
Em nota, ele justificou a decisão afirmando que “a conjuntura política exige definições claras e alinhamentos coerentes com os compromissos que defende”.
Clayton Noleto deixa a gestão do prefeito Rildo Amaral, em Imperatriz. Foto: Clayton Noleto.
Decisão do ministro do STF foi tomada em ação apresentada pelo Ibram; Ministro convocou audiência pública e comunicou entendimento ao Banco Central e Febraban
O ministro Flávio Dino, durante sessão do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF/07-08-2025
O ministro Flávio Dino, do STF, afirmou nesta segunda-feira (18) que leis e decisões de outros países não têm efeito automático no Brasil. O recado veio após os Estados Unidos incluírem Alexandre de Moraes na chamada Lei Magnitsky, que prevê bloqueio de bens, contas e até proibição de entrada em solo americano.
Dino ainda comunicou a decisão ao Banco Central e à Febraban para evitar que ordens externas interfiram em operações nacionais. Ele convocou uma audiência pública e criticou o que chamou de “ondas de imposição de força” de certas nações sobre outras, classificando essas práticas como formas de neocolonialismo.
Com efeito vinculante, a determinação do ministro deixa claro: nenhuma lei ou ordem estrangeira pode valer por aqui sem chancela da Justiça brasileira. Nos bastidores, a leitura é de que a decisão funciona como um reforço — e um recado direto — de que o Supremo não aceita ingerência de cortes internacionais sobre o Brasil.
Articulação no STF
O movimento também repercutiu no mercado financeiro. Diante do risco de ampliação das sanções a pessoas próximas a Moraes ou até a outros ministros, grandes bancos brasileiros contrataram escritórios de advocacia nos Estados Unidos em busca de respaldo jurídico. Os pareceres iniciais apontam que, em operações em reais, os bancos podem manter relacionamento com Moraes. Mas o temor é que, caso a Justiça americana endureça a interpretação, quem mantiver correntistas sancionados perca até a capacidade de acessar crédito de instituições estrangeiras.
Entre os maiores bancos do país, apenas a Caixa Econômica Federal não possui operações diretas nos EUA. Ainda assim, a estatal está indiretamente exposta por ser sócia da bandeira de cartões Elo, ao lado do Banco do Brasil e do Bradesco. Como todos os bancos brasileiros, também depende do sistema Swift para realizar transações internacionais.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, em entrevista ao GLOBO Júlia Aguiar/O Globo
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, decidiu revogar todas as requisições e cessões de servidores púbicos do estado para outros órgãos, determinando que eles voltem a atuar nas suas funções de origem.
O decreto foi publicado no Diário Oficial de sexta-feira (15), o mesmo em que Brandão determinou a exoneração do procurador-geral do Maranhão, Valdeno Caminha. O afastamento de Caminha do posto atendeu à uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O cancelamento da cessão de todos os servidores do estado foi visto por integrantes do Judiciário como um meio de tentar retaliar o ministro do STF Flávio Dino. Com a medida, o governador faz com que dois servidores maranhenses que hoje são assessores do magistrado no STF tenham que deixar suas funções e retornar ao estado até 30 de setembro.
O procuradores estaduais Túlio Simões Feitosa e Lucas Souza Pereira foram cedidos pelo governador no início de 2024 e, desde então, trabalham como assistentes de Flávio Dino em seu gabinete no STF. Feitosa e Pereira têm um histórico de conflitos com o agora ex-procurador-geral do Maranhão Valdeno Caminha. Ambos foram alvos de pedidos de investigação. Eles também interpelaram Caminha judicialmente.
A decisão de Carlos Brandão de cancelar todas as cessões de servidores atingem não só os auxiliares do ministro, mas dezenas de servidores maranhenses que hoje estão cedidos a outros órgãos. Por isso, a decisão é apontada por juristas como um possível desvio de finalidade.
Nesta sexta-feira (15), Alexandre de Moraes atendeu a um pedido do Solidariedade ao determinar o afastamento de Caminha. A legenda apontou situações que “revelam possível troca de favores entre agentes públicos” envolvendo o procurador. Membros do governo do Maranhão culpam Dino pela decisão do colega.
Carlos Brandão foi eleito governador do Maranhão em 2022 com apoio do Dino, que o antecedeu. Hoje, ambos são hoje desafetos declarados.