Raimundo Penha e comunidades discutem obras do PAC Rio Anil com Secretaria das Cidades

A retomada de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Rio Anil foi o principal assunto da reunião em que o vereador Raimundo Penha (PDT) e representantes dos bairros Camboa, Liberdade e Fé em Deus foram recebidos pelo secretário de Estado das Cidades, Alberto Bastos. A reunião foi realizada na última sexta-feira (27). 

A urbanização do canal da Camboa, a regularização fundiária, a oferta de cursos de capacitação profissional para os moradores da área do Rio Anil foram algumas das pautas discutidas na reunião. “Agradecemos ao secretário Alberto Bastos por ouvir a comunidade para tratar de obras como a galeria, nos colocamos à disposição para contribuir com esse processo e esperamos, em breve, ter a retomada de investimentos que garantem dignidade e direitos aos moradores da Camboa, Liberdade e Fé em Deus”, declarou Raimundo Penha.

Durante a reunião, o secretário Alberto Bastos e técnicos da Secretaria de Estado das Cidades (SECID) explicaram as medidas que estão sendo tomadas para retomar obras incluídas no PAC Rio Anil. Ele também ouviu os representantes da comunidade sobre as intervenções previstas, e agradeceu ao vereador Raimundo Penha por intermediar o necessário diálogo com os moradores da região.

“As intervenções na Camboa, Liberdade, Fé em Deus e Apeadouro, são prioridades na SECID. Temos R$ 70 milhões do Governo Federal para investir nessa região e estamos buscando destravar os fluxos burocráticos para que as políticas públicas cheguem às pessoas. Já fizemos reuniões com a comunidade, com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal para estabelecer um planejamento de intervenções na área e em breve anunciaremos ações concretas para essa região”, afirmou o secretário Alberto Bastos.

Escuta permanente marca atuação de Orleans Brandão junto às mães atípicas no Maranhão

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, tem direcionado parte relevante de sua atuação ao diálogo com famílias de pessoas com deficiência, especialmente mães atípicas. A proposta é aproximar a gestão pública da realidade cotidiana desses cuidadores, cuja rotina envolve terapias contínuas, reorganização da vida profissional e demandas permanentes de acompanhamento.

Dentro da pauta municipalista, a escuta dessas famílias passou a orientar encaminhamentos administrativos e articulações com municípios, buscando reduzir barreiras de acesso a serviços e fortalecer a rede de atendimento. A iniciativa considera que o cuidado não se limita ao paciente, mas alcança toda a estrutura familiar, muitas vezes sustentada integralmente pelas mães.

Segundo o secretário, o trabalho nasce do contato direto com quem vive diariamente a rotina do cuidado. “Agora em março, vamos entregar uma etapa da reforma da Casa Ninar. Estarei novamente neste centro de referência do governo estadual para dialogar com as mães, compreender as demandas e aprimorar as ações que já desenvolvemos”, antecipa.

Orleans acrescenta que é a partir dessa escuta que se torna possível seguir avançando para levar políticas públicas capazes de melhorar a vida das mães atípicas e de seus filhos em todo o Maranhão, não apenas na capital, São Luís. “Vamos expandir essa atuação para várias regionais”, adianta.

Nesta semana, ao lado do governador Carlos Brandão, o secretário participou da celebração dos 10 anos de acompanhamento do Centro de Especialidade Ninar. Na ocasião, foram entregues equipamentos adquiridos com recursos do Estado destinados à reabilitação e à autonomia das crianças atendidas. A ação sintetiza a lógica defendida por Orleans: escutar, compreender as demandas dessas mães e transformar necessidades concretas em apoio efetivo às famílias.

Luto em Paço do Lumiar: morre Bia Venâncio aos 72 anos

A ex-prefeita de Paço do Lumiar, Bia Venâncio, faleceu na noite desta segunda-feira (2), em São Luís, aos 72 anos.

De acordo com familiares, ela estava hospitalizada no Hospital da Ilha, onde vinha enfrentando um quadro de insuficiência renal associado a outras complicações de saúde.

Conhecida politicamente como Bia Venâncio, Glorismar Rosa Venâncio administrou o município luminense entre 2009 e 2012, período em que esteve à frente do Executivo local.

A família ainda não informou detalhes sobre o velório e o sepultamento.

IAPE faz história e conquista o Estadual 2026 no Nhozinho Santos

(Richard Alencar / IAPE)

O futebol maranhense tem um novo campeão. O IAPE escreveu, neste domingo (1º), a página mais importante da sua trajetória ao vencer o Maranhão Atlético Clube por 1 a 0 e conquistar o título do Campeonato Maranhense 2026. A decisão foi disputada no Estádio Nhozinho Santos e teve clima de tensão do início ao fim.

Depois do empate sem gols na primeira partida, qualquer vitória simples garantiria a taça. O cenário era de equilíbrio absoluto — e assim se manteve durante boa parte do confronto.

Estratégia, paciência e eficiência

(Richard Alencar / IAPE)

O IAPE entrou em campo com postura ofensiva, tentando acelerar o jogo e pressionar a saída de bola do adversário. Criou situações ainda na etapa inicial, especialmente em jogadas pelas laterais e bolas aéreas, mas esbarrou na marcação firme do MAC.

O Maranhão, por sua vez, apostou em transições rápidas e na experiência de seus atletas mais ofensivos para tentar quebrar a linha defensiva do Canário. A partida seguiu truncada, com muita disputa física no meio-campo e poucas chances claras.

A bola parada que decidiu

Quando o jogo caminhava para um desfecho imprevisível, surgiu o momento que mudaria a história do campeonato. Aos 29 minutos da etapa final, em cobrança de falta levantada na área, Igor Bádio se antecipou à defesa e cabeceou com precisão para marcar o único gol da decisão.

O lance transformou o ambiente no Nhozinho Santos. A torcida do IAPE empurrou o time nos minutos finais, enquanto o Maranhão partiu para o tudo ou nada. A pressão aumentou, mas o sistema defensivo do Canário da Ilha se manteve sólido até o apito final.

Um título que reposiciona o clube

(Richard Alencar / IAPE)

A conquista vai além da taça. O IAPE rompe uma barreira histórica e se consolida como força real no cenário estadual. O título de 2026 representa maturidade administrativa, regularidade dentro de campo e capacidade de decidir sob pressão.

Mais do que vencer uma final, o clube afirma seu nome no rol dos campeões maranhenses e inaugura uma nova fase em sua história.

IAPE pode quebrar hegemonia histórica e conquistar título inédito no Campeonato Maranhense 2026

IAPE busca seu primeiro título no Campeonato Maranhense (Rich Alencar/IAPE)

O IAPE está a 90 minutos de entrar definitivamente para a história do futebol maranhense. A final do Campeonato Maranhense 2026 pode marcar o fim de uma hegemonia de 17 anos e consagrar o Canário da Ilha como campeão estadual pela primeira vez.

A decisão contra o Maranhão Atlético Clube acontece neste domingo (1º), às 16h, no Estádio Nhozinho Santos. Após o empate por 0 a 0 no primeiro confronto, quem vencer levanta a taça.

O peso histórico da decisão

Caso conquiste o título, o IAPE:
• Entrará pela primeira vez na galeria de campeões estaduais
• Quebrará a sequência do chamado “quarteto dominante”
• Encerrará o longo intervalo sem um campeão inédito no século

Desde 1996, quando o Bacabal levantou a taça, apenas uma equipe fora do grupo formado por Sampaio Corrêa, Moto Club, Maranhão Atlético e Imperatriz conquistou o Estadual: o JV Lideral, em 2009.

O desafio diante da tradição

Do outro lado, o Maranhão Atlético busca sua 19ª conquista e tenta ampliar sua condição de terceiro maior campeão do torneio, que já soma 105 edições desde 1918.

Os quatro principais clubes em atividade concentram 85 títulos:
• Sampaio Corrêa – 37
• Moto Club – 26
• Maranhão Atlético – 18
• Imperatriz – 3

O cenário reforça o tamanho do desafio do IAPE — mas também amplia o significado de uma eventual conquista.

Momento de virada

Mais do que uma final, o confronto representa a possibilidade de renovação no futebol estadual. Para o IAPE, trata-se da chance de transformar um projeto consolidado em título e entrar para a história como novo protagonista.

Neste domingo, no Nhozinho Santos, o Canário da Ilha pode deixar de ser promessa e se tornar campeão.

Bairro Santa Cruz recebe da Prefeitura de São Luís praça e quadra poliesportiva requalificadas

Com muito entusiasmo e alegria, a comunidade do Santa Cruz recebeu, na noite desta quinta-feira (26), a praça e a quadra poliesportiva do bairro, completamente revitalizadas. Além do prefeito Eduardo Braide, a cerimônia de entrega contou com ampla presença dos moradores da região, secretários municipais, a vice-prefeita, Esmênia Miranda, vereador e lideranças comunitárias.

“Tanto a praça como a quadra foram feitas 100% com recursos da Prefeitura, o que significa que são recursos do povo e por isso elas são para usufruto da população”, destacou o prefeito Eduardo Braide.

A obra, executada pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), foi iniciada em outubro do ano passado e contou com investimento total de R$ 1.561.656,23.

O local foi completamente reestruturado e agora conta com espaço para food trucks, dois playgrounds (um em cada lado da praça), academia ao ar livre, área para caminhada em seu entorno, iluminação em LED, bancos e lixeiras distribuídos por todo o espaço, além de uma quadra totalmente reformada e coberta, garantindo a prática esportiva durante o dia e à noite, em períodos de chuva ou de tempo seco. Além disso, o projeto foi executado atendendo aos requisitos de acessibilidade, com rampas e piso tátil.

Seguindo o padrão dos projetos de reestruturação e construção adotados pela atual gestão, o local também contou com execução de urbanização e paisagismo.

“Hoje, com muita alegria, entregamos esse espaço que nós transformamos, com um detalhe muito importante, sem retirar nenhuma árvore desta área”, declarou o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, David Col Debella.

Em todos esses projetos, o paisagismo é cuidadosamente trabalhado, refletindo a preocupação com uma cidade mais arborizada e sustentável, respeitando e preservando sempre as espécies arbóreas já existentes no local.

“O nosso desafio foi manter as árvores que existem. Por isso, o projeto arquitetônico nasceu em função de todas e não derrubamos nenhuma”, enfatizou o presidente do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), Walber Braga.

Satisfação popular

A comunidade recebeu e participou da entrega da obra realizada no local, reconhecendo a qualidade do trabalho e os benefícios. “O prefeito falou que iria transformar esse espaço e fez, e agora está aqui entregando para nós a melhor praça, linda, perfeita”, disse a Nilza Mendes Costa, moradora do bairro há 53 anos.

“Estou com dois anos que moro aqui e achei muito bonita a praça. As crianças não tinham onde brincar e, agora, têm. Nós, agora, temos que conservar”, opinou Celda Oliveira Pinheiro, de 73 anos.

Jhonata Oliveira da Costa tem 20 anos e comemorou a entrega da quadra poliesportiva junto com o grupo de amigos. Apesar de não conseguir segurar o pênalti que o prefeito costuma bater nas entregas das quadras, ganhou a bola para praticar o esporte com seu grupo no local.

“A gente não tinha uma quadra adequada para jogar antes. Aqui ficava precário quando chovia e não dava para praticar o esporte. Agora, com a quadra renovada, a gente vai conseguir jogar, em qualquer hora do dia ou da noite”, disse Jhonata Oliveira.

Juíza que reclamou de gastos próprios com lanche e café recebeu R$ 709,9 mil em salários em 2025

Durante audiência no STF, Cláudia Soares criticou suspensão dos ‘penduricalhos’ e também questionou fato de desembargadores pagarem por combustível

Juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares Reprodução/TV Justiça

A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que questionou a ausência de reajuste anual da remuneração de magistrados e reclamou dos gastos próprios “com lanche e café” durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 709.998 líquidos em salários ao longo de 2025. Presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ela se posicionou, nesta terça-feira, contra as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam os “penduricalhos” do serviço público não previstos em lei.

O valor mensal referente ao subsídio é de R$ 42.749, o que representaria pouco mais de R$ 512 mil por ano. Os ganhos, no entanto, são complementados verbas classificadas como “indenizatórias” e “direitos eventuais”. Os dados são do Painel de Remuneração dos Magistrados, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O mês de maior remuneração foi dezembro, com R$ 128.218. Antes, nos meses de novembro e outubro, o valor chegou a R$ 89.115. Cláudia não sofre descontos por Imposto de Renda desde agosto de 2024, isenção garantida para trabalhadores que forem diagnosticados com doenças graves previstas em lei.

As reclamações de Cláudia e dos outros magistrados pela suspensão dos penduricalhos foram criticadas, reservadamente, por ministros do STF. Integrantes da Corte comentaram sobre o “descolamento” de algumas das falas, e a avaliação feita é a de que o discurso em defesa dos pagamentos além do teto não encontra respaldo na realidade.

‘Não tem água e não tem café’

Cláudia criticou, na terça-feira, a supressão dos benefícios conhecidos como penduricalhos. Segundo ela, até mesmo desembargadores de tribunais estaduais não possuem boas condições de trabalho quando comparados aos ministros em cargos superiores.

— Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível. Não tem apartamento funcional, plano de saúde, refeitório. Não tem água e não tem café, ministro Dino. No primeiro grau não tem, nós pagamos — argumentou Cláudia.

Ainda de acordo com a presidente da ABMT, o salário bruto de R$ 46 mil, com os descontos da Previdência Social e Imposto de Renda, cai para pouco mais de R$ 20 mil, o que torna maior a diferença para ministros:

— Esse valor nominal é completamente diferente para um ministro ou para um desembargador. Desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro. Não tem mais nada também. Mal tem um lanche, pelo menos no Rio de Janeiro — disse Cláudia. — Então, quando se equaliza e quer moralizar, quando se fala de ética, tem que ver o conjunto da obra, e não apenas o valor de um subsídio — completou.

Cláudia defendeu que a magistratura está “fragmentada no aspecto remuneratório”. A juíza afirmou que a Justiça da União recebe determinados valores, enquanto a Justiça estadual recebe outros, o que “fragiliza” o ramo de atuação, sendo necessário “equalizar” as verbas pagas.

— Os juízes não têm segurança jurídica. Um mês não sabe o que vai receber, outro mês não sabe se vai cair. Esses 20 anos que passamos desde a fixação do subsídio, não foram tempos de tanta glória — disse. — O salário mínimo tem recomposição anual, por que o subsídio da magistratura não pode ter? Não é possível.

Análise foi adiada

O STF adiou para 25 de março a análise das duas liminares que suspenderam o pagamento acima do teto.

Ao abrir a sessão de terça, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, citou reunião realizada com a cúpula do Congresso Nacional, na qual foi decidida a criação de um grupo de trabalho para formular, em 60 dias, uma proposta para uma regra de transição sobre as verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo.

— Historicamente este Tribunal tem zelado pela previsão constitucional do teto remuneratório e pelo alcance do regime de subsídio. Em que pese a jurisprudência dessa Casa, a questão remanesce tormentosa no plano dos fatos, dada edição de leis e atos normativos que podem não apresentar compatibilidade com o texto constitucional nas várias esferas de Poder — disse.

Nesta segunda-feira, Gilmar Mendes decidiu que verbas de natureza indenizatória só podem ser pagas a membros do Poder Judiciário e do Ministério Público quando expressamente previstas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. O ministro fixou prazo de 60 dias para que os tribunais e os Ministérios Públicos estaduais suspendam o pagamento de verbas indenizatórias instituídas com base em leis estaduais.

(Com informações de O Globo)

Orleans Brandão vistoria obras de construção do novo Terminal Rodoviário de Rosário

O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, acompanhado do prefeito de Rosário, Jonas Magno, vistoriou, nesta sexta-feira (27), as obras de construção do novo Terminal Rodoviário do município.

Fruto de parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura, as obras da rodoviária estão em ritmo acelerado para ofertar uma estrutura mais moderna, conforto e melhorias à mobilidade urbana.

“A construção da Rodoviária de Rosário é um compromisso do governador Carlos Brandão, que agora está saíndo do papel, assim como outras ações já realizadas no município, como reforma de escolas, pavimentação asfáltica de diversas vias, entrega de tabletes a estudantes e a agentes de saúde, entre muitas outras iniciativas. Rosário pode seguir contando com o Governo do Estado para promover melhorias ao município”, disse Orleans.

A estrutura da nova rodoviária é considerada um marco para o desenvolvimento local, com a construção de uma nova avenida de acesso ao centro para aumentar a fluidez. O equipamento vai melhorar tambem o transporte intermunicipal, beneficiando passageiros da Região do Munim e o deslocamento para outras cidades maranhenses.

Também participou da vistoria ao canteiro de obras o deputado estadual Neto Evangelista.

Yglésio classifica como “diabólica” trama jurídica do grupo de oposição dinista para afastar Brandão do cargo

O deputado estadual Dr. Yglésio classificou de “diabólica” uma suposta trama jurídica que estaria sendo arquitetada pelo grupo de oposição dinista com o objetivo de fazer o governador Carlos Brandão renunciar ao cargo até o dia 4 de abril.

“Percebem o quão diabólica está sendo essa trama jurídica para tentar forçar uma renúncia do Brandão”, observou, na sessão plenária desta quinta-feira (26).

De acordo com Yglésio, a manobra se consolidará com uma reviravolta que estaria sendo articulada no caso do assassinato do empresário e agiota João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho pelo réu confesso Gilbson César Soares Cutrim Júnior, já julgado e condenado pelo crime. Ele cumpre a pena em Brasília.

“Agora teve uma manifestação, depoimento. Olha de quem o depoimento. A mulher do cara que não podia nem ser ouvida como testemunha, no máximo numa condição de informante, deu um depoimento”, relatou ele.

Yglésio observou que, por conta desse depoimento da esposa do assassino, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),Flávio Dino, já fez pedido de manifestação ao ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ao senador Weverton Rocha, que foram citados por ela sem apresentar qualquer prova.

Desconstrução em série

O deputado Dr. Yglésio fez, ainda, uma desconstrução em série de narrativas falsas que o grupo de oposicionistas tenta sustentar contra o governo de Carlos Brandão. Ele rebateu um suposto superfaturamento na contratação de artistas nacionais, esclarecendo que o comparativo apresentado traz valores de shows em realidades diferentes, nas prévias da folia e, depois, nos dias de Carnaval, período de grande demanda e no qual as apresentações encarecem em todo o país.

“Pegou uma uva e comparou com abacaxi. Essa é uma comparação, falaciosa. Ela é desonesta de plano porque ela parte de uma premissa que não é verdadeira”, disse.

Yglésio também desconstruiu o que ele considera inverdades disseminadas pela oposição sobre a obra de prolongamento da Avenida Litorânea. “A questão da Litorânea é uma das coisas mais desonestas do ponto de vista de argumento que eu já vi na vida”, resumiu.

Ele apresentou, inclusive, problemas em obras de aliados da oposição, que duraram anos, extrapolaram o orçamento previsto e foram entregues inacabadas.

“Jackson Lago quando fez aquela porcaria daquela Quarto Centenário, que Roseana terminou, R$ 340 milhões. A Litorânea é R$ 230 milhões. Comparem as obras em complexidade. O Flávio Dino, quando governador, fez aquela pontezinha mequetrefe que não dá 1 quilômetro, de Central a Bequimão, no valor de R$ 134 milhões, e entregou sem a cabeceira”, pontuou.

Também rebateu a fake news sobre a empresa Agla´S Infraestrutura Ltda, de propriedade de Aglai Fernanda Cruz, confundida propositadamente com empresa de maquiagem da filha dela. “Essa empresa aqui que já disseram que era uma empresa de maquiagem, é outro CNPJ, é da filha da senhora lá”, pontuou.

Ministro do STF torna facultativa ida de deputado maranhense à CPMI do INSS

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativo o comparecimento do deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (sem partido) à CPMI do INSS, elevou a temperatura política em Brasília e no Maranhão.

O parlamentar estava convocado para depor nesta quinta-feira (26), mas obteve no STF o direito de não comparecer. A decisão saiu na quarta-feira (25), véspera do depoimento, após pedido da defesa. Antes disso, uma tentativa de habeas corpus apresentada ao ministro Flávio Dino havia sido negada.

Nos bastidores da comissão, a avaliação é de que o deputado dificilmente não comparecerá, já que, na condição de investigado, não pode ser obrigado a produzir provas contra si. A Advocacia do Senado ainda recorreu, mas não há prazo para reanálise.

Edson Araújo é citado na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema de cobranças indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas.

A apuração aponta que o deputado teria movimentado recursos ligados a entidades associativas de trabalhadores da pesca e aquicultura no Maranhão. Ele presidiu a Federação das Colônias dos Pescadores do Maranhão, entidade que está no centro das investigações.

Dados de quebra de sigilo indicam que, apenas em junho de 2024, mais de R$ 54 milhões teriam sido repassados. Em 2025, o montante apontado nas investigações chega a R$ 18 milhões, além de outras cifras consideradas incompatíveis com o salário de deputado estadual, que gira em torno de R$ 25 mil mensais.

O parlamentar nega irregularidades e afirma que os valores têm origem legal, mas ainda não detalhou publicamente a procedência dos recursos.

Tornozeleira e restrições
A decisão sobre a CPMI ocorre dias após o próprio Mendonça impor medidas cautelares ao deputado, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Entre as restrições determinadas estão:

Proibição de sair de São Luís sem autorização judicial;
Entrega do passaporte à Polícia Federal;
Proibição de frequentar a Federação das Colônias dos Pescadores;
Proibição de manter contato com o deputado Duarte Júnior, que afirma ter sido ameaçado para não avançar com as investigações.

As medidas foram justificadas por indícios de possível tentativa de obstrução.